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Alívio para motoristas: ‘indústria da multa’ pode estar com os dias contados!

Apesar de haver eficiência no registro dos flagrantes onde a lei é desrespeitada, há o lucro como objetivo final dessas indústrias da multa

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem de uma mulher dentro de carro tomando uma multa de trânsito enquanto dirigia multas

O senador Guaracy Silveira (PP-TO), apresentou um projeto de lei que prevê o fim da remuneração de empresas prestadores de serviços que são responsáveis pela instalação e manutenção de equipamentos de fiscalização eletrônica do trânsito. Sendo baseada em um percentual sobre o número de multas aplicadas ou receita gerada com as infrações.

De acordo com Guaracy, a remuneração dessas empresas fere o princípio da moralidade administrativa. “Não se pode admitir que a empresa contratada pelo poder público tenha interesse econômico na aplicação de sanções aos infratores de trânsito”, afirmou o senador à Agência Senado.

Indústria da multa

À vista disso, Guaracy afirma que apesar de haver eficiência no registro dos flagrantes onde a lei é desrespeitada, há o lucro como objetivo final, devido as empresas responsáveis pela aplicação das multas serem privadas. Dessa forma, é possível que haja “distorções ao seu emprego”, disse o senador, que denominou a prática como “indústria da multa”.

“Não se pode admitir que a empresa contratada pelo poder público tenha interesse econômico na aplicação de sanções aos infratores de trânsito. A tolerância a essa prática enseja o estabelecimento da da denominada ‘indústria da multa’, ou seja, quanto mais se multa, mais se ganha”, ponderou Guaracy.

O projeto de lei

Por fim, o autor do projeto de lei afirma que “tem-se nessa hipótese verdadeiro desvio de finalidade, pois o objetivo primordial da fiscalização do trânsito não é gerar lucro, mas sim prevenir o cometimento de infrações”.

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Portanto, o projeto de lei de número 2.721/2022 tem o objetivo de ser incorporado ao Código de Trânsito Brasileiro. E, dessa forma, ser acrescentado como artigo à Lei 9.503, de 1997. No entanto, a medida aguarda deliberação da Mesa. Além disso, é preciso também a indicação de relator para que possa prosseguir no Congresso Nacional.

Imagem: PeopleImages.com – Yuri A / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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