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Alt.bank lança conta digital com serviço de saúde, inclusive para negativados no SPC/SERASA

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O Brasil é o primeiro mercado que a fintech alt.bank, de origem britânica, está explorando. No país desde 2018, o seu fundador, o empreendedor e investidor norte-americano Brad Liebmann, e Fábio Silva, cofundador da StartMeUp Crowdfunding, focaram nas necessidades da população de baixa renda e menos bancarizada, inclusive negativados no SPC/SERASA. Depois de meses de estudo, desenvolvimento e testes, em setembro de 2019 lançaram uma conta digital de pagamento, especialmente para atender àqueles que vivem em cidades com poucas agências bancárias ou que não confiam nos grandes bancos. Agora, a fintech traz ao mercado um novo produto: uma conta digital com serviços de saúde, a única, por enquanto, do país, que foi lançada na última sexta-feira (1).

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Em entrevista ao Valor Investe, Silva – o responsável pela operação no Brasil, explica que a intenção é trazer um serviço que é tão valioso para a população mais carente quanto uma conta digital: o atendimento médico.

“Muitas pessoas excluídas do sistema financeiro também não têm acesso a um sistema de saúde de qualidade. Em um momento como esse, de pandemia, a saúde pública não tem espaço para atender a população e, por isso, buscamos prover às pessoas um atendimento por telemedicina, que agregasse valor”, explica Silva, que se juntou ao projeto em outubro de 2018 a convite de Liebmann e foi o funcionário número 1 do alt.bank no país.

Ademais, o diretor ressalta ainda que, atualmente, 75% dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde). Dessa forma, apenas um quarto da população tem condições de utilizar a saúde privada.

Conta digital com serviço de saúde – Acesso a consultas de qualquer modalidade

A ideia da conta digital alt.bank Saúde+ é simples: para ter acesso a consultas de qualquer modalidade – de pediatria a cardiologia – basta fazer um cadastro e pagar uma mensalidade de R$ 15. A partir daí, o cliente pode agendar uma consulta via telemedicina com os médicos do Dr. Consulta, parceira da fintech neste projeto. Para cada consulta é cobrado um valor de R$ 40, com direito a um retorno em até 30 dias – bem mais em conta do que os salgados honorários médicos convencionais.

“Sabemos que é mais difícil encontrar espaço disponível no celular das classes CDE para instalar aplicativos e, por isso, desenvolvemos um sistema de consulta que é feito pelo WhatsApp. Como a maioria dessas pessoas têm o app instalado e ele é subsidiado geralmente pelas operadoras, os clientes conseguem navegar sem consumo de dados”, explica Silva.

Cashback em compras online

Além das consultas mais baratas, os correntistas automaticamente fazem parte de um programa de “cashback” para compras on-line nos cartões de débito e crédito pré-pago do alt.bank. Neste momento, já são 223 estabelecimentos comerciais cadastrados em todo o Brasil, como, por exemplo, Carrefour, C&A, Marisa, DrogaRaia, Netshoes, Avon e Casas Bahia.

Cada parceiro tem um percentual que devolve ao correntista. Este percentual varia entre 2% a 10% sobre o valor da compra. Entretanto, isso corresponde em média, a 4% dos gastos. Isso significa que, ao gastar R$ 375 por mês no cartão, o cliente já abate o valor da mensalidade da conta alt.bank Saúde+ (os R$ 15).

Qualquer pessoa com CPF, mesmo negativado no SPC e Serasa pode abrir essa conta, que oferece conta de pagamento digital grátis, cartão de débito e ainda rende mais do que a poupança. Além do cartão digital, a fintech também disponibiliza um cartão físico.

Para quem não quer o serviço de saúde, não tem problema. É possível abrir gratuitamente apenas a conta de pagamento.

No caso da conta de saúde, o alt.bank oferece a seus clientes a possibilidade de incluir quantos dependentes quiser, desde que menores de 18 anos de idade.

Rede de indicação

Outro diferencial do serviço é a monetização da rede através de indicações. O modelo de monetização da fintech funciona através de um percentual do volume transacionado nos cartões. Portanto, quanto mais gente, mais gastos e mais receitas para a empresa. Pensando em como escalar a operação, o alt.bank também promete uma pequena fatia da sua comissão de indicações.

Por exemplo: se o cliente A indicar o cliente B, o A recebe uma porçãozinha do consumo do B no cartão. Para continuar recebendo a comissão, porém, é preciso trazer mais alguém pra rede em até 12 meses. Todavia, diferente do marketing multinível, se a pessoa B indicar a C, o cliente A não ganha nada pelo consumo da C – apenas por quem indicou diretamente e virou cliente.

Além disso, algumas pessoas são “anjos”, sendo um ponto central para tirar dúvidas e explicar o funcionamento dos serviços.

“Precisamos ser relevantes para os membros, em geral desbancarizados. Os bancos digitais sofrem de um receio que, se der um problema, para quem o cliente reclama. No mercado financeiro tradicional, ele pode ir a uma agência. O que pensamos foi em trazer esse modelo de presença física sem ter o custo de ter pontos de atendimento. É um modelo relevante para a população e a própria comunidade trabalha em conjunto com a gente”, diz o diretor.

Perguntado se a empresa tem intenção de oferecer crédito aos clientes ou outros serviços financeiros, Silva explica que a empresa avalia diversas possibilidades, mas que, por ora, quer focar no que já tem para fazer bem feito. Em paralelo, promover mais ações de educação financeira entre o público-alvo para, inclusive, aprenderem a lidar com o crédito e não se enroscar em dívidas.

Antes de se lançar no mercado, em setembro do ano passado, o alt.bank fez um projeto piloto na cidade de Alambari, no interior paulista. Por ser uma cidade pequena (cerca de 6 mil habitantes), rural e com pouco acesso a serviços financeiros, foi escolhida para testar a conta digital.

A partir dos aprendizados de lá, a fintech lançou seus serviços oferecidos hoje, em especial em cidades e regiões do país com baixa concentração de agência bancária por habitante. Hoje são cerca de 100 mil contas abertas. A empresa também se prepara para lançar a operação em mais um país latino-americano, mas não deu detalhes.

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Fonte: Valor Investe

imagem: LeoWolfert via shutterstock

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