Após a última reunião do Copom, o Banco Central decidiu aumentar novamente a taxa Selic. Desde março, já foram 5 altas, o que pegou alguns investidores de surpresa. Sempre que isso acontece tão forte na Selic, surgem dúvidas no mercado financeiro, sobre qual a melhor opção de investimento. Por conta disso, confira abaixo, algumas dicas que separamos para você.
Com a alta da Selic, quais as melhores opções de investimentos?
Com a alta da Selic, os investimentos prefixados são os mais prejudicados. Já os investimentos pós-fixados costumam se beneficiar.
Com a alta da Selic, quais as melhores opções de investimentos?
Em suma, as quedas dos juros registradas nos últimos anos, abriram espaço para as novas possibilidades de diversificação da carteira de investimentos. Afinal de contas, para ter retornos maiores, é necessário ir atrás de ativos mais arriscados, como a renda variável.
Diante da alta da Selic, os investimentos pós-fixados costumam se beneficiar com a alta de juros. Inclusive, os títulos atrelados à Selic e ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Na prática, quando a Selic sobe, os investimentos de renda fixa indexados à Selic e ao CDI passam a ofertar uma remuneração maior. Em suma, se tratam dos investimentos pós-fixados.
Na prática, o investimento pós-fixado segue as oscilações do indexador da economia. Ou seja, caso ele seja atrelado à Selic, vai render mais quando a taxa de juros subir.
Entre os investimentos pós-fixados entram:
- Tesouro Selic;
- CDBs pós-fixados (atrelados ao CDI);
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) emitidos por bancos atrelados ao CDI.
E os investimentos prefixados?
Com a alta da Selic, os investimentos prefixados são os mais prejudicados. Esse tipo de título oferta uma renumeração fixa até a data de vencimento. Sendo assim, não é aconselhável escolher pelos prefixados neste momento. Em especial os de prazos mais longos, pois a Selic pode subir acima da taxa ofertada por eles.
Além disso, há uma influência dos chamados juros de longo prazo ou juros futuros. Isso porque, quando o assunto é taxa de juros, há uma diferença entre a Selic e os juros de longo prazo. A selic é a taxa de juros para agora. Já os juros de longo prazo, são a projeção para o futuro.
Dessa forma, quando a Selic sobe, e o mercado entende que a inflação está controlada, os juros futuros podem cair. E assim, o Preço Unitário (PU) do título prefixado, que é o valor que você paga por ele no início do investimento, vai ficar maior.
Entretanto, atualmente a Selic não está conseguindo conter a inflação. Dessa forma, mesmo que a taxa passe de 2% para 7,75% no ano, os juros futuros continuam subindo e quem tem Tesouro prefixado ainda está com marcação a mercado mostrando rentabilidade negativa.
Renda fixa e a influência da Selic
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Embora não renda tanto como nos últimos anos, a renda fixa sempre vai ser uma opção para os investidores mais conservadores. Ela pode ser utilizada para proteger o patrimônio da inflação e também para a construção de uma reserva de emergência.
Além disso, vários títulos de renda fixa também trazem mais segurança por terem garantia do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos. Ou seja, se a instituição financeira que emitiu o título quebrar, o FGC garante que o investidor recupere até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.
A renda fixa ainda pode ser um caminho para as pessoas que pensam no longo prazo, com investimentos para a aposentadoria, em especial os títulos públicos. Entretanto, o cenário de Selic em alta exige cuidado na hora de investir. Há uma grande diversidade de aplicações no mundo da renda fixa. Portanto, a dica é avaliar o seu perfil de investidor e objetivo.
Enfim, quer saber mais sobre tudo o que acontece no mundo das finanças?
Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Twitch e Instagram. Assim, você vai acompanhar tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimos, fintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças.
Imagem: Olivier Le Moal / Shutterstock.com
