Desde o começo do ano, a Americanas passa por um momento econômico delicado. Em janeiro, a varejista anunciou que encontrou um rombo no seu orçamento de mais de R$ 40 bilhões, o que levou a empresa a entrar com um pedido de recuperação judicial.
Americanas fechou 29 lojas e demitiu mais de 5 mil funcionários
Desde o início do ano, a Americanas está passando por dificuldades econômicas. A redução das lojas e funcionários é apenas o começo. Veja.
Assim, a rede conseguiu suspender as cobranças de suas dívidas e garantiu um novo fôlego para renegociar o seu passivo. Agora, com a recuperação em andamento e a necessidade de equilibrar as finanças da empresa, a varejista fechou 29 lojas e encerrou mais de 5 mil vagas de trabalho.
Dessa forma, os gestores vão precisar fazer cortes nos gastos, o que envolve, entre outras medidas, o fechamento das unidades e a diminuição do quadro de funcionários. No início do ano, a empresa tinha 1.880 lojas em todo o Brasil e, no fim de abril, eram 1.851.
Americanas diminui número de funcionários
Além de diminuir o número de unidades, a quantidade de funcionários também diminuiu. Nesse caso, quando entrou em recuperação judicial, a Americanas tinha 43.123 empregados com carteira assinada, já em abril deste ano, esse número caiu para 38.098.
Dessa forma, a empresa fechou 5.025 postos de trabalho. Parte desse total realmente foi demitido pela varejista, entretanto, outra parte se refere às pessoas que resolveram deixar a empresa por conta própria.
Recuperação Judicial
De acordo com a proposta de recuperação judicial que a Americanas quer apresentar para os credores, o fechamento de lojas e postos de trabalho não será a principal forma de levantar dinheiro para o caixa da empresa.
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Para isso, o plano dos gestores é vender alguns ativos. Por exemplo, a participação no Grupo Uni.Co que é dono das franquias Imaginarium, Mind, Pucket e LoveBrands. Além disso, a varejista já teria procurado o banco Citigroup para intermediar as vendas da rede HortiFruti Natural da Terra.
Caso o projeto de recuperação judicial não seja aprovado pelos credores, a falência da empresa pode ser decretada.
Imagem: Leonidas Santana / Shutterstock.com
