Após tornar pública a inconsistência contábil de R$ 40 bilhões, a Americanas está passando por um processo de recuperação judicial. Diante disso, a companhia deu início a um plano de reestruturação financeira, com corte de custos e revisão de despesas. O AME Digital, carteira de pagamentos da Americanas, de acordo com o Valor, registrou um prejuízo de R$ 696.644 milhões em 2022.
Diante disso, a companhia enviou um comunicado aos clientes informando que a partir de 5 de julho de 2023, as contas com saldo de cashback, que não sejam movimentadas há mais de 90 dias terão que pagar R$ 2,99 por mês. Esse valor só será cobrado se o cliente tiver saldo de cashback. Contudo, o grupo informou que a conta nunca ficará negativada e que não será cobrada tarifa de outro tipo de saldo.
Grande número de usuários na AME
Nos últimos anos, o número de contas na AME registrou aumento devido a diversas ações junto aos clientes, como o cashback. No entanto, o alto volume exige investimentos constantes no negócio. Ainda assim, em 2022, a AME chegou a atingir “break even”, ou seja, ganhou dinheiro o suficiente para cobrir seus custos.
No entanto, ainda em 2022, segundo dados do Banco Central, a carteira digital da AME apresentou R$ 22,505 milhões em receita de intermediação financeira, mas as despesas financeiras foram de R$ 589,284 milhões, devido a provisões duvidosas para créditos de liquidação. Assim, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 566,779 milhões.
O que diz a AME
Por meio de nota, a AME informou ao Valor Econômico que as contas com movimentação ativa na plataforma continuam sem incidência de tarifa de manutenção. Além disso, reforçou que as contas que não tiverem saldo de cashback também não terão cobrança de tarifa.
Por fim, a fintech afirmou que a revisão dos regulamentos faz parte do mercado. A AME ainda recomendou que os clientes leiam os termos de condições de uso para aproveitar a plataforma integralmente.
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