A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), o recolhimento do lote OA3169 do medicamento Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40mg, utilizado para o tratamento de problemas gastrointestinais. A medida ocorre após a detecção de um erro de embalagem que poderia confundir pacientes e profissionais de saúde.
Anvisa recolhe pantoprazol após erro de embalagem que confundiu medicamento de pressão
Anvisa determinou o recolhimento do lote OA3169 do Pantoprazol 40mg e de outros medicamentos falsificados.
Segundo a agência, a ação envolve exclusivamente o lote mencionado, que teve sua venda, distribuição e uso suspensos imediatamente. A medida foi tomada depois que a MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda., responsável pelo medicamento, comunicou o recolhimento voluntário.
Motivo do recolhimento do Pantoprazol 40mg
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O recolhimento do lote OA3169 foi motivado pela troca da embalagem do Pantoprazol 40mg pela do medicamento Hidroclorotiazida 25mg, indicado para hipertensão arterial. Embora o erro possa gerar confusão no consumo, a MedQuímica informou que o produto disponível no mercado não oferece risco imediato à saúde do paciente.
A empresa reforçou que todas as medidas corretivas já foram adotadas e que segue colaborando com as autoridades competentes para evitar novos incidentes.
Impactos do erro de embalagem
Erros de embalagem como este podem causar o uso inadequado de medicamentos, levando a tratamentos ineficazes ou efeitos adversos. Pacientes que adquiriram o lote afetado devem procurar orientação médica antes de interromper ou substituir o tratamento.
Lotes falsificados: Imbruvica, Mounjaro e Voranigo
Além do caso do Pantoprazol, a Anvisa também identificou lotes falsificados de medicamentos importantes, que exigem apreensão imediata para garantir a segurança dos pacientes. Entre os afetados estão Imbruvica, Mounjaro e Voranigo.
Imbruvica
Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 do medicamento Imbruvica, usado no tratamento de diversos tipos de câncer no sangue, foram identificados como falsificados. A verdadeira fabricante, Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda., informou que não produziu os lotes e que o registro em cápsulas foi cancelado.
A Anvisa determinou que os lotes sejam apreendidos e proíbe sua comercialização, distribuição e uso.
Mounjaro
O lote D838878 do medicamento Mounjaro, registrado pela Eli Lilly do Brasil Ltda., também é falso. Segundo a empresa, o lote não foi produzido por ela. A Anvisa determinou sua apreensão e suspendeu a venda, distribuição e uso do produto.
Voranigo
O medicamento Voranigo, utilizado no tratamento de tumores cerebrais, teve o lote FM13L62 identificado como não autorizado. A empresa fabricante, Laboratórios Servier do Brasil, desconhece a origem do lote, o que motivou a Anvisa a proibir seu armazenamento, venda, distribuição, fabricação, importação e uso.
Problemas com o antialérgico Alektos 20mg
Outro caso registrado pela Anvisa envolve o antialérgico Alektos 20mg, produzido pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. O lote 569889 teve sua embalagem trocada pela do medicamento Nesina, o que motivou o recolhimento voluntário e a suspensão da venda, distribuição e uso.
A agência reforça que medidas preventivas são essenciais para garantir que medicamentos cheguem corretamente aos pacientes e alertou para a necessidade de verificação da embalagem e do lote antes do consumo.
Como identificar se seu medicamento foi afetado
Para pacientes e profissionais de saúde, a Anvisa recomenda atenção aos seguintes pontos:
- Conferir nome do medicamento, dosagem e lote na embalagem;
- Procurar farmácias ou postos de saúde para informações sobre o recolhimento;
- Não consumir o medicamento caso a embalagem esteja trocada ou suspeita;
- Em caso de ingestão acidental do medicamento errado, buscar atendimento médico imediato.
Orientações para farmácias e distribuidoras
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Farmácias e distribuidores devem:
- Afastar imediatamente os lotes recolhidos do mercado;
- Notificar clientes e fornecedores sobre o recolhimento;
- Seguir as instruções da Anvisa para devolução ou destruição dos produtos;
- Revisar processos internos de controle de qualidade e armazenamento.
Importância do controle de qualidade
O caso evidencia a necessidade de monitoramento rigoroso na produção, embalagem e distribuição de medicamentos. Erros ou falsificações podem resultar em riscos graves à saúde, além de prejudicar a confiança de pacientes e profissionais de saúde.
A Anvisa mantém canais de denúncia e orientação para identificar irregularidades, reforçando que a prevenção e fiscalização são essenciais para a segurança do paciente.
FAQ
Quais medicamentos foram recolhidos recentemente pela Anvisa?
O Pantoprazol 40mg (lote OA3169), Imbruvica (lotes NIS7G01, NJS7J00, PJS0B00), Mounjaro (lote D838878), Voranigo (lote FM13L62) e Alektos 20mg (lote 569889).
Por que o Pantoprazol foi recolhido?
O lote OA3169 teve a embalagem trocada pelo medicamento Hidroclorotiazida 25mg, podendo gerar confusão no uso.
Os medicamentos recolhidos oferecem risco à saúde?
No caso do Pantoprazol, a MedQuímica afirmou que não há risco imediato. No caso dos lotes falsificados, o consumo representa risco real e deve ser evitado.
O que devo fazer se tenho o lote recolhido em casa?
Não utilize o medicamento. Entre em contato com a farmácia, distribuidor ou autoridade sanitária local para orientações sobre devolução ou substituição.
Considerações finais
O recolhimento de medicamentos como Pantoprazol, Alektos e lotes falsificados de Imbruvica, Mounjaro e Voranigo reforça a necessidade de atenção à embalagem, lote e procedência dos medicamentos. Pacientes, profissionais de saúde, farmácias e distribuidores devem seguir rigorosamente as orientações da Anvisa para evitar riscos e garantir o uso seguro de medicamentos.
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