Um novo alerta de saúde foi anunciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta última quarta-feira, 17 de julho de 2024. Um segundo tripulante do navio Common Galaxy, que navegou próximo à Costa do Marfim, foi diagnosticado com malária. A situação preocupa, visto que essa é a segunda ocorrência da doença na mesma embarcação neste mês.
Apesar do diagnóstico, o paciente não apresenta sintomas e está sendo tratado a bordo do navio, que está atualmente ancorado no porto de Santos, no litoral paulista. Este protocolo segue diretrizes específicas para lidar com emergências médicas em situações marítimas, garantindo cuidados adequados e seguros durante o período de ancoragem.
O que é a doença revelada pela Anvisa?

A malária resulta da infecção por parasitas do gênero Plasmodium, os quais são passados aos seres humanos pela picada de mosquitos que estão infectados. Os sinais da doença incluem febre alta, calafrios, tremores e dores de cabeça, e em casos não tratados, pode levar a complicações graves e até mesmo ser fatal.
Esta não é a primeira vez no mês que o Common Galaxy se vê envolvido com o mesmo tipo de emergência de saúde. No dia 7 deste mês, o primeiro caso foi registrado e chamou atenção dos órgãos responsáveis. Anterior a isso, em 4 de julho, outra embarcação já tinha apresentado um caso, logo após partir do continente africano, em 20 de junho.
A sequência de incidentes levou a Anvisa a realizar operações de desinsetização nas embarcações envolvidas, além de testagem intensiva dos tripulantes. Até o momento, o outro navio, Genco Picardi, não apresentou novas incidências da doença, enquanto o Common Galaxy confirma este novo caso, ainda que o paciente esteja assintomático.
Medidas preventivas e controle da malária em ambientes portuários
Ademais, a gestão de doenças como a malária em portos é crucial devido ao constante fluxo de navios e pessoas de diversas partes do mundo. Assim, medidas como monitoramento rigoroso de saúde dos tripulantes, desinsetização frequente das embarcações e cooperação com as autoridades sanitárias locais são essenciais para prevenir surtos.
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Sendo a malária uma doença prevenível e tratável, ações coordenadas podem reduzir significativamente o risco de sua transmissão. Educação sobre a doença e suas formas de prevenção também são vitais para proteger tripulantes e turistas que visitam áreas de risco. Assim, com essas medidas, espera-se que a segurança da saúde nos portos brasileiros continue a ser fortalecida.
Imagem: rafapress/Shutterstock.com
