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Anvisa faz alerta sobre perigo do formol em alisantes capilares

Anvisa alerta para riscos de alisantes com formol ou ácido glioxílico, proibidos por causarem danos à saúde.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na segunda-feira (7), um informe de segurança voltado a consumidores e profissionais do setor de beleza. O documento trata dos graves riscos associados ao uso de alisantes capilares contendo substâncias proibidas, como o formol (formaldeído) e o ácido glioxílico, que continuam sendo usados de forma irregular em salões de beleza de todo o país.

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Substâncias proibidas em alisantes e seus efeitos

Formol: restrição clara pela Anvisa

O formaldeído, conhecido popularmente como formol, é proibido como agente alisante capilar no Brasil. A Anvisa autoriza o uso da substância apenas como conservante, em concentrações máximas de 0,2%, ou como endurecedor de unhas, até o limite de 5%.

Por que o formol é perigoso?

Quando aquecido, o formol libera vapores tóxicos que, ao serem inalados, podem provocar:

  • Irritação nas vias respiratórias
  • Lacrimejamento intenso
  • Tosse persistente
  • Falta de ar
  • Queimaduras químicas no couro cabeludo
  • Reações alérgicas graves
  • Potencial cancerígeno com exposição frequente

Ácido glioxílico: também vetado para alisamento

O informe da Anvisa reforça que o ácido glioxílico, amplamente utilizado como substituto do formol, também está proibido para a finalidade de alisamento capilar. Isso porque, quando aquecido com chapinha ou secador, o ácido libera formaldeído no ar, expondo tanto os profissionais quanto os clientes a riscos semelhantes aos causados pelo próprio formol.

Efeitos do ácido glioxílico aquecido:

  • Fumaça irritante para os olhos e nariz
  • Tosse seca e ardência na garganta
  • Danos severos à estrutura dos fios
  • Aumento do risco de intoxicação em ambientes fechados

Regras para uso seguro de produtos cosméticos

O que diz a legislação brasileira

Segundo as normas da Anvisa, qualquer produto cosmético deve:

  • Ter registro ou notificação válidos junto à Agência;
  • Ser comercializado com rótulo completo, contendo data de validade, lote, fabricante e composição;
  • Seguir as concentrações máximas permitidas de cada substância ativa.

A adição deliberada de formol para alisamento ou manipulação de qualquer substância com esse fim é considerada infração sanitária grave e pode configurar crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal, com pena de reclusão de 10 a 15 anos.

Repercussões na saúde pública e ações de fiscalização

A importância do pós-mercado

A Anvisa reforça que os cosméticos continuam sendo monitorados mesmo após sua liberação. O chamado monitoramento pós-mercado é essencial para identificar produtos adulterados, com promessas enganosas ou que geram efeitos adversos.

Denúncias e fiscalização

A Agência atua em parceria com vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, que realizam operações em salões, farmácias, lojas de cosméticos e comércios online. Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais da Anvisa e são fundamentais para interromper o uso de substâncias ilegais no mercado.

Alerta para consumidores: como se proteger?

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Dicas da Anvisa para uso seguro de alisantes

Verifique se o produto é regularizado

Antes de usar qualquer alisante ou tratamento capilar químico, o consumidor deve:

  • Checar se o produto tem registro ou notificação ativa na Anvisa;
  • Confirmar a presença de rótulo com composição visível e instruções claras;
  • Evitar produtos manipulados de origem duvidosa ou vendidos informalmente.

Observe os sinais de alerta do corpo

Durante ou após o uso de produtos químicos para cabelo, fique atento a sintomas como:

  • Coceira no couro cabeludo
  • Ardência nos olhos
  • Dificuldade respiratória
  • Descamação ou vermelhidão da pele

Se algum desses sinais aparecer, é recomendado suspender o uso do produto imediatamente e buscar orientação médica.

Responsabilidade dos profissionais de beleza

Profissionais devem recusar substâncias proibidas

A Anvisa reforça que cabe aos cabeleireiros, barbeiros e demais profissionais da estética:

  • Utilizar somente produtos registrados;
  • Não aceitar o uso de formol ou ácidos proibidos, mesmo que solicitados pelo cliente;
  • Exigir rótulo e embalagem original dos produtos utilizados;
  • Adotar equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e máscaras;
  • Trabalhar em ambientes ventilados, especialmente ao usar calor nos procedimentos.

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Riscos ocupacionais

Profissionais que manipulam alisantes com frequência estão mais expostos aos riscos da inalação contínua de formol ou ácidos perigosos, e podem desenvolver doenças respiratórias crônicas, problemas dermatológicos e até cânceres do trato respiratório.

Alternativas seguras aos alisantes proibidos

O que buscar no mercado?

Os consumidores que desejam mudar a textura dos cabelos sem comprometer a saúde devem buscar:

  • Produtos certificados pela Anvisa, que declaram explicitamente não conter formol;
  • Tecnologias à base de aminoácidos ou óleos vegetais, que alisam ou disciplinam os fios com segurança;
  • Tratamentos sem uso de calor intenso ou substâncias voláteis.

Valorização da saúde capilar

Especialistas recomendam que os consumidores considerem a saúde dos fios como prioridade. Alisamentos agressivos, mesmo com aparência satisfatória inicial, costumam causar queda, quebra, opacidade e ressecamento com o tempo.

Entidades e especialistas se manifestam

Conselho Federal de Química

Em nota recente, o Conselho Federal de Química (CFQ) reforçou que o uso do formol como alisante configura crime contra a saúde pública. A entidade recomenda denúncia imediata de profissionais ou estabelecimentos que ofereçam esse tipo de serviço.

Sociedade Brasileira de Dermatologia

A SBD também se posicionou sobre os riscos, alertando que danos no couro cabeludo podem ser irreversíveis, levando à alopecia cicatricial, quando a raiz do cabelo é destruída e os fios não crescem mais.

O papel da educação e do consumo consciente

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Imagem: Freepik e Canva

Consumidores informados são menos vulneráveis

A Anvisa ressalta que, quanto mais educado for o consumidor, menor o risco de ser lesado por práticas ilegais. Por isso, é fundamental:

  • Compartilhar informações confiáveis;
  • Buscar orientação profissional de dermatologistas ou tricologistas antes de realizar mudanças químicas nos fios;
  • Priorizar a saúde à frente de resultados imediatistas.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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