A nova CIN, que substitui o antigo RG, ainda é realidade para poucos baianos. Um ano após o início da emissão do documento no estado, apenas oito por cento da população atualizou sua identidade, de acordo com a Saeb. A baixa adesão levanta discussões sobre os desafios estruturais, a comunicação pública e a urgência da digitalização dos serviços de identificação civil.
Nova identidade: só 8% da população da Bahia já emitiu o novo RG
Apenas 8% daos baianos emitiu o novo RG até agora. Entenda os motivos, os desafios da implementação e o que muda!
O que é a nova CIN?

A CIN foi criada com o objetivo de unificar a identificação dos brasileiros, substituindo o número do Registro Geral (RG) pelo Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador único. A proposta pretende eliminar inconsistências entre estados, evitar fraudes e facilitar o acesso a serviços públicos e privados.
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Principais mudanças da CIN:
- O número do RG deixa de existir, dando lugar ao CPF como número único.
- A versão digital da CIN pode ser acessada pelo aplicativo gov.br.
- O documento conta com QR Code e tecnologia que permite validação eletrônica.
- Adota padrão internacional de segurança, seguindo normas da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).
Onde emitir o novo RG na Bahia
A emissão do novo documento está sendo feita, prioritariamente, nos postos da Rede SAC, com agendamento prévio por meio do aplicativo ou site do SAC Digital.
Canais de agendamento:
- Site: sacdigital.ba.gov.br
- Aplicativo SAC Digital (Android e iOS)
O que muda com a nova identidade?
A proposta do novo documento vai além da estética. Ele traz inovações importantes, como:
Documento unificado nacionalmente
Com o CPF como chave única, não será mais possível ter diferentes registros em diferentes estados, prática que facilitava fraudes.
Inclusão da versão digital
A CIN está integrada ao sistema gov.br, podendo ser acessada digitalmente, o que facilita o uso em bancos, aeroportos e outros serviços que aceitam documentos virtuais.
QR Code para validação
A tecnologia permite que qualquer pessoa ou empresa verifique a autenticidade da identidade, reduzindo o risco de falsificações.
Segurança reforçada
A identidade agora conta com elementos gráficos e tecnológicos que dificultam fraudes e clonagens, além de estar alinhada a padrões internacionais.
A implantação da CIN no Brasil: panorama geral
A Bahia segue uma tendência nacional. De acordo com balanços recentes, menos de 20% da população brasileira havia emitido o novo documento até o primeiro semestre de 2025. Cada estado define seu próprio cronograma de implantação, conforme estrutura e capacidade técnica.
A meta do governo federal é garantir a emissão em todo o território nacional até 2026, com apoio técnico do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que coordena o projeto
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Próximos passos

Para acelerar a adesão, o governo estadual estuda estratégias de comunicação para informar a população sobre a importância e os benefícios da CIN. Também está em análise a ampliação da rede de atendimento e o reforço da equipe técnica nos postos do SAC.
Parcerias com prefeituras e mutirões itinerantes também estão sendo avaliados como formas de descentralizar o serviço e alcançar regiões com menor cobertura.
FAQ
O antigo RG ainda é válido?
Sim. A validade do RG atual vai até 28 de fevereiro de 2032.
A nova identidade é obrigatória?
Não no momento. A troca pode ser feita gradualmente, conforme necessidade ou interesse do cidadão.
A primeira via da CIN é gratuita?
Sim. A primeira emissão, assim como a primeira via da segunda geração, não tem custo.
Como fazer o agendamento para emitir a CIN?
O agendamento é feito pelo site ou aplicativo do SAC Digital.
Quem precisa trocar imediatamente?
Pessoas sem RG, com documento danificado, perdido ou com necessidade de atualização por mudança de nome.
Considerações finais
À medida que o estado amplia sua capacidade de atendimento e fortalece a comunicação com a população, espera-se que a emissão da CIN ganhe mais adesão nos próximos meses. A nova identidade representa não apenas um documento, mas uma política pública de inclusão digital e cidadania.
