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Maioria dos brasileiros apoia isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil

Pesquisa revela que 79% dos brasileiros apoiam a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. Entenda os impactos e o que esperar. Leia mais!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
imposto de renda CLT

A mais recente pesquisa Genial/Quaest revelou um aumento expressivo no apoio à proposta do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (8), 79% dos brasileiros aprovam a medida, um salto de quatro pontos em relação à pesquisa anterior, realizada em julho.

Além disso, 67% da população já conhecem o projeto, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e segue agora para votação no Senado. A isenção é vista como uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve ser um dos pilares de sua tentativa de reeleição.

Continue a leitura para entender como essa medida pode impactar a economia e o bolso dos brasileiros.

Leia mais: Isenção do IR até R$ 5 mil gera economia de até R$ 4 mil

Expectativas positivas com a isenção do Imposto de Renda

IR isenção
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Os resultados da pesquisa mostram otimismo em relação à reforma tributária. Cerca de 41% dos entrevistados acreditam que a isenção trará uma “melhora importante” na qualidade de vida, ante 33% registrados em março. Outros 49% esperam uma melhora moderada, o que indica expectativa de ganhos reais no poder de compra.

A proposta também divide opiniões sobre o equilíbrio fiscal. Segundo o levantamento, 64% dos brasileiros concordam com o aumento de impostos para os mais ricos como forma de compensar a renúncia fiscal. Apenas 29% se opõem à medida, reforçando uma percepção de justiça tributária.

Ligação entre economia e apoio político

A pesquisa Genial/Quaest também apontou uma oscilação positiva na aprovação ao governo Lula, principalmente entre os brasileiros de renda mais alta.
Enquanto as faixas de renda média e baixa mantiveram índices estáveis, os eleitores que ganham acima de cinco salários mínimos aumentaram o apoio em sete pontos percentuais, chegando a 45%.

Mesmo com essa melhora, 52% ainda desaprovam o governo, mas a diferença vem diminuindo. No cenário geral, Lula aparece com 48% de aprovação e 49% de desaprovação, configurando um empate técnico — reflexo de uma recuperação gradual de imagem.

Perspectivas econômicas e poder de compra

Apesar da inflação persistente, o sentimento de otimismo econômico voltou a crescer. De acordo com a pesquisa, 43% dos brasileiros acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, três pontos a mais do que em setembro.
35% projetam uma piora, enquanto 21% acreditam que o cenário se manterá estável.

Entre os que analisam a economia dos últimos 12 meses, houve queda de 48% para 42% no número de pessoas que afirmam que o país piorou. Por outro lado, cresceu de 29% para 35% o percentual dos que avaliam que a situação permaneceu igual.

Debate sobre justiça fiscal e sustentabilidade orçamentária

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Embora o apoio popular seja alto, especialistas alertam que a ampliação da faixa de isenção exigirá ajustes na política fiscal. O governo precisará equilibrar o aumento de gastos com a arrecadação de tributos, evitando comprometer metas de responsabilidade fiscal.

Por isso, a proposta inclui a elevação de impostos para as camadas mais ricas, o que, segundo o Ministério da Fazenda, garante sustentabilidade sem aumentar o déficit público. A estratégia busca reforçar a imagem de um governo comprometido com a equidade social e o crescimento responsável.

Possíveis desdobramentos no Senado

Imposto de renda
Imagem: Freepik e Canva

Com a proposta agora nas mãos do Senado Federal, a expectativa é de que o projeto seja votado ainda neste mês.
A medida, se aprovada, beneficiará milhões de trabalhadores, especialmente os que compõem a classe média emergente, e consolidará uma das principais promessas do governo Lula.

Parlamentares favoráveis afirmam que o texto está alinhado com a política de valorização do salário e de redistribuição de renda, pilares centrais do atual governo. Já opositores pedem maior transparência sobre o impacto fiscal da medida, argumentando que a renúncia pode gerar desequilíbrio nas contas públicas.

Com informações de: EXTRA

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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