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Entenda quando a pensão do MEI pode superar R$ 3 mil

Descubra como o MEI pode aumentar a contribuição ao INSS e buscar uma aposentadoria de R$ 3 mil ou mais no futuro.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
MEI

Muitos microempreendedores individuais (MEIs) acreditam que o pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) é suficiente para garantir uma aposentadoria confortável no futuro. No entanto, uma regra previdenciária pouco conhecida tem chamado a atenção de quem deseja receber um benefício acima do salário mínimo.

A questão ganhou destaque porque a contribuição padrão do MEI ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) corresponde a apenas 5% do salário mínimo. Embora esse recolhimento garanta acesso a diversos benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade, ele costuma limitar o valor da aposentadoria ao piso previdenciário.

Para quem sonha em receber cerca de R$ 3 mil por mês na aposentadoria, será necessário adotar uma estratégia diferente de contribuição.

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Regra permite ao MEI ampliar valor considerado pelo INSS

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Como funciona a contribuição do MEI para o INSS

O MEI possui um regime simplificado de tributação e recolhe mensalmente seus tributos por meio do DAS.

Dentro desse pagamento está incluída a contribuição previdenciária correspondente a 5% do salário mínimo vigente.

Essa modalidade foi criada para facilitar a formalização dos pequenos empreendedores, reduzindo custos e burocracias.

Por outro lado, a contribuição reduzida também impacta diretamente o valor do benefício futuro.

O que a contribuição de 5% garante?

O recolhimento padrão permite acesso a benefícios como:

  • Aposentadoria por idade;
  • Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
  • Salário-maternidade;
  • Pensão por morte para dependentes;
  • Auxílio-reclusão.

Contudo, o cálculo do benefício normalmente fica vinculado ao valor mínimo estabelecido pelo INSS, salvo situações específicas previstas na legislação.

Por que a aposentadoria do MEI costuma ficar próxima ao salário mínimo?

Desde a Reforma da Previdência, o cálculo da aposentadoria passou a considerar a média de todos os salários de contribuição registrados ao longo da vida previdenciária do trabalhador.

Como o MEI contribui sobre uma base reduzida, sua média contributiva tende a ser baixa.

Na prática, isso significa que quem paga apenas o DAS durante toda a vida profissional dificilmente alcançará uma aposentadoria muito superior ao salário mínimo.

Por esse motivo, especialistas recomendam que empreendedores façam um planejamento previdenciário com antecedência.

Como buscar uma aposentadoria de R$ 3 mil?

A principal alternativa é complementar a contribuição previdenciária.

Em vez de recolher apenas os 5% já incluídos no DAS, o empreendedor pode aumentar sua contribuição para alcançar a alíquota de 20%, semelhante à utilizada por contribuintes individuais e autônomos.

Essa complementação pode ser feita por meio da Guia da Previdência Social (GPS), observando as regras estabelecidas pelo INSS e pela Receita Federal.

Entendendo a lógica do cálculo

O valor da aposentadoria está diretamente relacionado aos salários sobre os quais o trabalhador contribui.

Quanto maior a base de contribuição ao longo dos anos, maior tende a ser a média salarial utilizada pelo INSS para calcular o benefício.

Por exemplo, considerando uma projeção de salário mínimo em torno de R$ 1.621 para 2026, uma renda equivalente a dois salários mínimos representaria aproximadamente R$ 3.242 mensais.

Para construir uma média contributiva próxima desse valor, o segurado precisaria realizar contribuições sobre uma base salarial semelhante, pagando uma alíquota maior do que a do MEI tradicional.

Quanto seria necessário contribuir?

Tomando como referência uma base de contribuição próxima de R$ 3.242, uma alíquota de 20% resultaria em uma contribuição mensal de aproximadamente R$ 648,40.

Esse valor é significativamente superior ao recolhimento padrão realizado pelos microempreendedores individuais.

É importante destacar que o simples pagamento desse valor não garante automaticamente uma aposentadoria de R$ 3 mil.

O benefício final dependerá de diversos fatores, incluindo:

  • Tempo total de contribuição;
  • Histórico completo de recolhimentos;
  • Média salarial ao longo da vida laboral;
  • Regras vigentes no momento da aposentadoria;
  • Aplicação dos coeficientes previstos pela legislação.

Vale a pena complementar a contribuição?

A resposta depende dos objetivos financeiros de cada empreendedor.

Para quem pretende depender exclusivamente do INSS na aposentadoria, aumentar a contribuição pode ser uma estratégia interessante para elevar a renda futura.

Por outro lado, especialistas em planejamento financeiro costumam recomendar uma combinação entre previdência pública e investimentos privados.

Essa estratégia ajuda a reduzir a dependência exclusiva do sistema previdenciário e amplia as possibilidades de renda na aposentadoria.

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Comparação prática

Imagine dois MEIs com 30 anos de contribuição:

Empreendedor A

  • Contribui apenas com o DAS padrão;
  • Mantém recolhimento sobre o salário mínimo.

Empreendedor B

  • Complementa regularmente suas contribuições;
  • Constrói uma média salarial mais elevada.

Em regra, o segundo trabalhador tende a alcançar um benefício previdenciário significativamente superior, desde que cumpra todos os requisitos exigidos pelo INSS.

Como verificar suas contribuições no Meu INSS

Uma das recomendações mais importantes para qualquer trabalhador é acompanhar regularmente seu histórico previdenciário.

O portal e aplicativo Meu INSS permitem consultar o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne todas as contribuições registradas.

Passo a passo

  1. Acesse o Meu INSS;
  2. Faça login com sua conta Gov.br;
  3. Clique em “Extrato de Contribuição (CNIS)”;
  4. Verifique se todos os recolhimentos aparecem corretamente;
  5. Identifique eventuais períodos sem registro.

Erros cadastrais ou contribuições ausentes podem impactar diretamente o cálculo da aposentadoria no futuro.

Planejamento previdenciário faz diferença

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Muitos brasileiros só começam a pensar na aposentadoria quando estão próximos de solicitar o benefício. No entanto, especialistas alertam que quanto mais cedo o planejamento começa, maiores são as possibilidades de alcançar uma renda adequada no futuro.

Para o MEI, isso significa avaliar periodicamente:

  • O valor das contribuições;
  • O tempo já acumulado;
  • As regras previdenciárias vigentes;
  • Os objetivos financeiros para a aposentadoria.

Em alguns casos, a orientação de um advogado previdenciário ou consultor especializado pode ajudar a identificar oportunidades de melhoria no planejamento.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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