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Apple anuncia alerta geral para usuários em mais de 100 países

Apple envia alerta global sobre espionagem com spyware em iPhones de mais de 100 países. Entenda!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Bolsa Família alerta defesa civil

Em um movimento raro e preocupante, a Apple enviou notificações de segurança a usuários de iPhone em mais de 100 países, alertando-os sobre tentativas de ataques com spyware sofisticado. A empresa identificou que os dispositivos foram alvos de ferramentas de espionagem conhecidas como spywares mercenários, utilizados geralmente por governos para monitoramento.

Embora o comunicado da gigante de tecnologia não revele quem está por trás dos ataques, ele reforça que os alvos são escolhidos por motivos pessoais ou profissionais, o que levanta preocupações sobre o uso político de tecnologias de vigilância.

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Notificações revelam risco elevado de espionagem

Apple
Imagem: kovop / shutterstock.com

A divulgação do caso ganhou repercussão após o jornalista italiano Ciro Pellegrino, uma das vítimas, publicar em abril que recebeu um e-mail diretamente da Apple. Na mensagem, a empresa alertava sobre uma tentativa de espionagem em seu dispositivo.

O alerta informa que o ataque utilizou um spyware de tipo mercenário, como é o caso do notório Pegasus, desenvolvido pela empresa israelense NSO Group. Esse tipo de software tem a capacidade de acessar remotamente câmeras, microfones, mensagens e outras funções privadas do telefone, muitas vezes sem que o usuário perceba qualquer atividade suspeita.

Segundo a Apple, esses ataques visam pessoas específicas pelo que elas são ou pelo que fazem.

Como funcionam os spywares mercenários

Softwares espiões mercenários são ferramentas desenvolvidas por empresas de tecnologia a serviço de órgãos de segurança pública e governos.

A justificativa para seu uso costuma ser a segurança nacional ou o combate ao crime organizado. No entanto, há denúncias de que esses programas estejam sendo utilizados contra jornalistas, ativistas de direitos humanos e membros da oposição política.

Além do Pegasus, outro programa suspeito de estar envolvido nesta nova onda de ataques é o Paragon, também de origem israelense. No início de 2025, o WhatsApp chegou a denunciar o uso dessa ferramenta em tentativas de espionagem contra usuários da plataforma de mensagens.

Alvo global e silencioso

Segundo o comunicado da Apple, usuários de 100 países foram notificados. O e-mail explica que os ataques não têm como alvo o público em geral, mas sim indivíduos específicos, o que reforça a suspeita de espionagem seletiva.

A empresa explicou que não fornece detalhes públicos sobre os ataques para não ajudar os responsáveis a modificarem suas técnicas e continuarem operando sob o radar. Por isso, não há informações sobre a origem dos ataques nem sobre quais países estão sendo mais afetados.

Por que a Apple está preocupada

Embora a Apple tenha investido pesadamente em segurança e privacidade, ataques como esses colocam em xeque a proteção mesmo de dispositivos mais seguros. A empresa já havia emitido alertas semelhantes em 2021 e 2022, mas o volume atual, envolvendo mais de 100 países, sugere uma nova escalada da ameaça cibernética.

Ao longo dos últimos anos, a Apple desenvolveu recursos para combater softwares espiões, como o modo isolamento (lockdown mode), voltado para usuários de alto risco. Ainda assim, os ataques continuam evoluindo e exigem vigilância constante.

O que fazer ao receber o alerta

alerta apple
Imagem: eakkachaihalang – Freepik

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Caso o usuário receba um aviso da Apple sobre uma tentativa de ataque, a orientação é seguir as instruções contidas no e-mail, ativar o modo de isolamento, atualizar o sistema iOS e, se possível, procurar especialistas em cibersegurança.

A Apple recomenda ainda que pessoas em cargos sensíveis, como jornalistas, políticos e defensores de direitos humanos, fiquem atentas a qualquer comportamento incomum nos dispositivos, como consumo elevado de bateria, superaquecimento ou aplicativos desconhecidos.

Riscos da espionagem moderna

A principal preocupação com spywares como o Pegasus ou Paragon é sua capacidade de atuar de forma invisível e invasiva. Esses programas podem não apenas capturar informações privadas, como também controlar funcionalidades do celular, como câmera e microfone, sem que o usuário perceba.

Com isso, a privacidade de milhares de pessoas pode ser violada sem qualquer sinal de alerta visível. Em países com regimes autoritários, há registros de uso desses programas para perseguir críticos do governo, o que intensifica o debate sobre a regulamentação e fiscalização da venda dessas tecnologias.

Contexto internacional e repercussão

O uso de spyware mercenário vem sendo alvo de críticas da ONU e de organizações como a Anistia Internacional. Após a descoberta do uso do Pegasus em diversos países, os Estados Unidos chegaram a incluir a NSO Group na lista de empresas restritas por atividades contrárias à segurança nacional.

No caso atual, ainda não se sabe quem está por trás dos ataques, mas a escala global sugere uma possível atuação coordenada ou a disseminação descontrolada desses programas entre diversos governos e entidades privadas.

Com informações de: FanpageThe Record e Phone Arena via Tecnoblog

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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