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Apple intensifica compra de startups de IA para expandir tecnologia

Apple intensifica compra de startups para recuperar espaço perdido na corrida pela inteligência artificial. Entenda.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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A corrida global por avanços em inteligência artificial está cada vez mais acirrada. Gigantes como Google e OpenAI lideram a transformação, enquanto a Apple, antes pioneira em inovação com produtos como o iPhone e o iPad, corre para não ficar para trás. Diante desse cenário, a empresa vem intensificando a aquisição de startups especializadas em IA, tentando compensar anos de desenvolvimento discreto e resultados tímidos no setor.

A estratégia parece ser clara: recuperar o tempo perdido apostando em mentes criativas e tecnologias emergentes, seja por meio de compras diretas, parcerias ou licenciamento de modelos já em uso no mercado.

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Pressão crescente força mudança de postura

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Imagem: kovop / shutterstock.com

A Apple sempre adotou uma abordagem mais cautelosa no que diz respeito à inteligência artificial. Seu foco em privacidade, segurança e integração com o ecossistema de dispositivos fez com que as inovações em IA fossem mais discretas, especialmente se comparadas aos avanços apresentados por concorrentes como a OpenAI, Google e Microsoft.

Porém, esse cuidado passou a ser visto como lento demais. Com o lançamento de chatbots generativos, assistentes virtuais turbinados por IA e a rápida evolução dos modelos de linguagem, a Apple precisou agir, e rápido.

Segundo a Bloomberg, a empresa estuda aquisições para acelerar sua entrada mais expressiva nesse universo. Entre as startups no radar, estão Perplexity AI, Mistral, Cohere, Databricks, Sierra AI e a recém-criada Thinking Machines Lab, da ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati.

Apple Intelligence ainda não convenceu

Embora tenha anunciado o projeto Apple Intelligence, com promessas de integrar IA de forma fluida e segura aos seus dispositivos, os resultados práticos ainda são limitados. Os modelos da Apple — com 3 bilhões de parâmetros nos dispositivos e 33 bilhões na nuvem — estão tecnicamente atrás dos gigantes do setor, que trabalham com modelos superiores a 70 bilhões de parâmetros.

Essa defasagem colocou a empresa diante de uma decisão estratégica: continuar desenvolvendo internamente ou investir bilhões em aquisições tecnológicas para reduzir a distância. A segunda opção parece cada vez mais provável, diante do ritmo acelerado das inovações e da necessidade de integrar IA aos próximos produtos da marca.

Produtos futuros dependem da integração com IA

A inteligência artificial deve desempenhar papel crucial nos futuros lançamentos da Apple. De óculos de realidade aumentada a wearables mais inteligentes e até dispositivos de robótica, a IA será para essa nova geração o que o multitouch foi para o iPhone.

Especialistas apontam que a aquisição de startups pode ser a única saída viável para Apple recuperar relevância e continuar liderando a inovação. Enquanto Google e Samsung já incorporam assistentes com IA generativa em seus aparelhos, a Siri, ainda limitada, precisa de uma transformação radical para continuar competitiva.

Negociações e obstáculos no caminho

Apesar de conversas iniciais com algumas empresas, nenhum acordo foi fechado até o momento. As tratativas com a Perplexity AI e a Thinking Machines Lab não avançaram a estágios decisivos, o que evidencia a cautela que ainda norteia as decisões da Apple.

Parte desse impasse pode estar ligada a outra questão delicada: o contrato de busca com o Google, alvo de disputas judiciais que podem impactar diretamente a forma como a Apple monetiza sua base de usuários.

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Essa indefinição jurídica também contribui para a hesitação da empresa em se comprometer com projetos que possam alterar drasticamente sua política de privacidade ou integração com serviços de terceiros.

Mercado observa movimentações com atenção

Cresce o uso de inteligência artificial para aplicar golpes
Imagem: Canva

O movimento da Apple em direção a startups de IA reforça uma tendência do mercado: a inteligência artificial será o principal campo de disputa entre as big techs na próxima década.

O sucesso de plataformas como o ChatGPT, da OpenAI, e os avanços da Anthropic, Meta e Google DeepMind elevaram o padrão de expectativa para assistentes digitais e automação inteligente. E os consumidores, cada vez mais familiarizados com essas ferramentas, esperam soluções práticas, rápidas e integradas, algo que a Apple ainda não conseguiu entregar plenamente.

O que está em jogo?

Mais do que recuperar competitividade, a Apple busca garantir que seus próximos dispositivos sejam relevantes em um ecossistema cada vez mais dominado pela inteligência artificial. A aposta em startups enxutas, criativas e tecnicamente avançadas pode ser a chave para essa virada.

Com os olhos do mundo voltados para o que virá após a era dos smartphones, a empresa de Cupertino sabe que não pode perder o próximo grande salto da tecnologia, e a IA é esse salto.

Com informações de: Olhar Digital

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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