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Ações de fornecedores da Apple despencam após Trump ameaçar tarifas de 25% sobre iPhones

Fornecedores asiáticos da Apple registram queda nas ações após ameaça de Trump impor tarifas de 25% sobre todos os iPhones.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
iPhone 17 a´´

As ações dos fornecedores asiáticos da Apple Inc. sofreram uma queda significativa nesta segunda-feira, acompanhando a retração da gigante de tecnologia, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de impor tarifas de até 25% sobre todas as importações de iPhones para o mercado norte-americano.

A ameaça de tarifas elevou as preocupações no mercado sobre o impacto nas cadeias globais de suprimentos e nos custos dos produtos eletrônicos, especialmente os smartphones fabricados fora dos Estados Unidos.

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Imagem: Evan El-Amin/shutterstock.com

Reação dos mercados asiáticos

Os papéis da fabricante chinesa de componentes para áudio AAC Technologies Holdings Inc. registraram queda de 1% nas negociações em Hong Kong. Também recuaram ações de outras empresas chinesas importantes no fornecimento para Apple, como:

  • Lens Technology Co Ltd (queda até 1%);
  • Goertek Inc (queda até 1%);
  • Luxshare Precision Industry Co Ltd (queda até 1%).

No mercado taiwanês, as ações da TSMC — maior fabricante de semicondutores do mundo e importante parceira da Apple — e da Hon Hai Precision Industry Co Ltd (também conhecida como Foxconn, responsável pela montagem de iPhones) também registraram perdas expressivas.

Além disso, empresas japonesas como a Japan Display Inc e a Sharp Corp, igualmente fornecedoras de componentes eletrônicos, sofreram retrações nas bolsas de Tóquio.

Por outro lado, a sul-coreana Samsung Electronics Co Ltd, que também foi mencionada por Trump como possível alvo de tarifas sobre smartphones, apresentou leve alta de 0,5% nas negociações sul-coreanas, refletindo o movimento de competição entre fabricantes.

Contexto das ameaças de Donald Trump

Na sexta-feira anterior, Trump anunciou sua intenção de impor uma tarifa de 25% sobre todos os iPhones importados para os EUA, numa tentativa clara de forçar a Apple a aumentar a fabricação doméstica nos Estados Unidos. Além do iPhone, o presidente também ameaçou tarifar todos os demais smartphones importados.

Essa movimentação está inserida em um contexto mais amplo da administração Trump, que pressiona várias indústrias — incluindo tecnologia, semicondutores, automóveis e farmacêuticas — a reduzir a dependência da China e a aumentar a produção local, como parte de sua agenda de “America First” (América em primeiro lugar).

Estratégias da Apple diante das ameaças

Em resposta às pressões e ameaças tarifárias, a Apple tem buscado diversificar suas cadeias de produção. Uma das estratégias mais claras foi a transferência parcial da produção de iPhones vendidos nos EUA da China para a Índia.

Essa mudança, anunciada em 2024, visa mitigar os riscos tarifários e reduzir o impacto de uma possível guerra comercial prolongada entre Estados Unidos e China. A Índia, com sua mão de obra mais barata e incentivos governamentais, tem se consolidado como um polo emergente para a montagem de produtos eletrônicos globais.

No entanto, mesmo com essa movimentação, o presidente Trump expressou rejeição à mudança, insistindo na fabricação dos dispositivos no território americano, o que mantém o ambiente de incerteza para a Apple e seus fornecedores.

Dúvidas sobre a implementação das tarifas

trump
Imagem: Evan El-Amin/shutterstock.com

Apesar do tom firme das ameaças, não está claro se o governo Trump efetivamente aplicará as tarifas previstas. O presidente tem adiado a aplicação da maior parte das tarifas prometidas devido ao risco de impactos econômicos adversos, tanto para a economia americana quanto global.

Além disso, em sua última declaração, Trump também ameaçou impor tarifas de 50% sobre produtos importados da União Europeia, inicialmente para o início de junho, mas que foram postergadas para 9 de julho. Essas ações inserem o ambiente comercial global em um clima de tensão elevada.

Impactos potenciais no mercado global e para consumidores

A possível implementação de tarifas elevadas sobre iPhones e smartphones importados pode gerar um efeito cascata na indústria tecnológica e no consumidor final:

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Para fornecedores asiáticos

  • Redução das receitas: Queda nas vendas para o mercado americano, principal consumidor;
  • Aumento dos custos: Tarifas elevadas podem reduzir margens e afetar investimentos;
  • Risco de realocação: Incentivo a buscar alternativas fora da China, como Índia, Vietnã ou México.

Para Apple

  • Pressão para aumentar produção doméstica: Com custos operacionais e logísticos potencialmente mais altos;
  • Elevação do preço final dos produtos: Repercussão no mercado e possível queda na demanda;
  • Incertezas na cadeia global de suprimentos: Impactando o planejamento e cronogramas de lançamento.

Para consumidores

  • Possíveis aumentos de preço: Repassados pelas tarifas e custos adicionais;
  • Redução da variedade de produtos: Se fornecedores reduzirem a oferta;
  • Atrasos em lançamentos: Impacto nos ciclos de atualização de produtos.

Perspectivas para fornecedores e indústria tecnológica

Imagem da fachada de um prédio da Apple
Imagem: Heerapix / Shutterstock.com

O setor tecnológico acompanha atentamente os próximos passos da administração americana. A indústria espera negociações que possam evitar uma escalada tarifária ampla e preservar as cadeias produtivas internacionais.

Enquanto isso, fornecedores asiáticos como AAC Technologies, Lens Technology, Goertek, Luxshare, TSMC, Hon Hai, Japan Display e Sharp enfrentam volatilidade nas ações e incertezas no planejamento estratégico.

A leve alta da Samsung, concorrente direta da Apple, reflete um possível realinhamento das forças no mercado de smartphones diante das tensões comerciais.

Imagem: ZorroGabriel / Shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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