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Apps de delivery entram em nova fase de disputa bilionária no Brasil

Apps delivery disputam mercado brasileiro com investimentos bilionários, novas tecnologias e ações judiciais. Entenda as mudanças.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
iFood

O mercado brasileiro de apps delivery vive uma fase de intensa competição. Seis meses após Keeta, Rappi e 99Food anunciarem investimentos bilionários, as empresas já lançaram novas tecnologias, disputam judicialmente contratos de exclusividade e ampliaram seu capital investido.

Mesmo assim, o domínio do iFood segue sólido, tornando o cenário desafiador para os concorrentes. Continue lendo para conhecer as novidades do setor.

Leia mais: Correios planejam entregas por rotas para reduzir custos

O cenário competitivo dos apps delivery

apps de delivery
Imagem: Freepik

Segundo João Branco, economista e professor da ESPM, “não se trata de um serviço em que é fácil você entrar. Você precisa de escala, precisa ser grande.” Ainda assim, ele acredita que a entrada de novos players pode gerar impactos rápidos, como queda de preços e aumento de promoções.

Os apps delivery disputam não apenas clientes, mas também restaurantes parceiros, tecnologias inovadoras e soluções financeiras integradas.

Inovações do iFood no mercado de apps delivery

O iFood segue investindo em tecnologia e novas experiências:

  • Parceria com a Uber: integração dos apps permitirá solicitar corridas e delivery em uma mesma plataforma
  • Inteligência artificial generativa: recomendações personalizadas com base em pedidos como “jantar romântico” ou “comida leve em 30 minutos”
  • Entrega por drones em Sergipe: serviço ativo todos os dias da semana, com expansão prevista para outras regiões
  • Incentivo a restaurantes físicos: programa que movimentou R$ 1 bilhão nos últimos 12 meses, incentivando clientes a conhecer restaurantes locais

Destaque: o produto que mais cresce atualmente é o incentivo à visita presencial em restaurantes, mostrando que apps delivery não estão restritos ao mundo online.

Keeta aposta em lançamento e tecnologia

A Keeta, plataforma chinesa da Meituan, ainda não iniciou oficialmente no país, mas promete:

  • Lançamento em 30 de outubro em Santos e São Vicente
  • Meta de expansão para São Paulo capital antes do final de 2025
  • 700 restaurantes cadastrados nas cidades iniciais
  • Desenvolvimento de um “capacete inteligente”, com tecnologia ainda a ser detalhada

A empresa investiu R$ 5,6 bilhões para entrar no Brasil, enfrentando o desafio de conquistar usuários sem base prévia no país.

Rappi mantém expansão e serviços diferenciados

O Rappi, segunda maior plataforma em pedidos de comida, mantém estratégias discretas, mas relevantes:

  • Taxa zero para novos restaurantes, garantindo preços competitivos
  • Rappi Turbo: entrega rápida que passa a incluir peças de vestuário
  • Parceria com a Amazon: investimento estratégico com possibilidade de compra de ações

O app já conta com 30 mil restaurantes cadastrados em mais de 100 cidades.

99Food intensifica presença no Brasil

O 99Food, braço de delivery do grupo chinês Didi, busca integração com seu app de mobilidade e serviços financeiros 99Pay:

  • Operação ativa em Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro
  • Meta de expansão para 100 cidades até junho de 2026
  • Zerou taxas para restaurantes que oferecem mesmos preços no delivery e no salão
  • Distribuição de cupons de desconto para consumidores

Apesar da estratégia agressiva, a empresa enfrenta bugs e falhas técnicas, como uma interrupção de mais de 24 horas recentemente.

Disputas judiciais entre apps delivery

As empresas travam batalhas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade):

  • Keeta x 99Food: ação por contratos de exclusividade ou semiexclusividade
  • Rappi: ingresso como parte interessada na disputa
  • Abrasel: reforça que a competição deve ocorrer por taxas e inovação, não exclusividade

Além disso, a 99Food move ação contra a Keeta por violação de marca, devido ao uso de cores similares (amarelo e preto). Especialistas afirmam que, se houver confusão de consumidores, a Keeta poderá ser obrigada a alterar sua identidade visual ou pagar indenizações.

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A Abrasel também questiona o iFood, alegando práticas anticompetitivas, como:

  • Ecossistema digital fechado
  • Taxas elevadas no serviço de pagamentos
  • Venda casada que aumenta dependência dos restaurantes

Investimentos bilionários nos apps delivery

Os investimentos bilionários têm transformado o mercado:

  • iFood: R$ 17 bilhões até março de 2026, com meta de 80 milhões de clientes até 2028
  • Keeta: R$ 5,6 bilhões para entrada no Brasil
  • 99Food: inicialmente R$ 1 bilhão, elevado para R$ 2 bilhões
  • Rappi: R$ 1,4 bilhão, com vantagem competitiva por já atuar em várias cidades

Observação: os apps delivery não competem apenas por preço, mas também por tecnologia, velocidade de entrega e experiências personalizadas.

Impacto para consumidores e restaurantes

Entregador do iFood na moto
Imagem: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil 

Com essa competição acirrada:

  • Consumidores podem esperar promoções e descontos mais frequentes
  • Restaurantes têm acesso a novas soluções financeiras e plataformas integradas
  • Apps delivery inovam com drones, inteligência artificial e serviços adicionais, como entregas de vestuário

Especialistas afirmam que a disputa estimula modernização do setor, mesmo com desafios jurídicos e técnicos.

O futuro dos apps delivery no Brasil

O mercado de apps delivery deve se manter dinâmico nos próximos anos. A entrada de novos players, os investimentos bilionários e a disputa judicial mostram que a competição não é apenas pelo delivery, mas por inovação, integração tecnológica e experiência do usuário.

Com informações de: ISTOÉ DINHEIRO

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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