Após o prejuízo alcançado pela crise energética de 2021, as distribuidoras de energia devem receber R$ 10,5 bilhões em empréstimos bancários divididos em duas parcelas. Em suma, o valor recebeu a aprovação na última terça-feira (15), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em reunião extraordinária. Diante disso, os brasileiros devem pagar mais caro pela conta de luz. Saiba mais.
Conta de luz mais cara: Aneel aprova crédito de R$ 10,5 bi para distribuidoras
Os consumidores devem pagar o empréstimo aprovado pela Aneel, através de um encargo na conta de luz que terá repasse a partir de 2023.
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Em suma, os recursos devem ser emprestados por um conjunto de banco públicos e privados. Além disso, o dinheiro deve diluir os impactos financeiros da escassez hídrica em 2021, e assim, diminuir a alta da energia em 2022. Porém, os consumidores devem pagar o empréstimo aprovado pela Aneel através de um encargo na conta de luz que terá repasse a partir de 2023.
Neste primeiro momento, a Aneel aprovou a liberação da primeira parcela, de R$ 5,3 bilhões. Este valor deve cobrir R$ 2,33 bilhões do adiamento de cobranças da conta de luz pelas distribuidoras, assim como o R$ 1,68 bilhão do bônus para os consumidores que economizaram luz no final de 2021.
Devem ser cobertos, ainda, R$ 790 milhões de importação de energia no auge da crise hídrica, em julho e agosto de 2021. Bem como R$ 540 milhões do saldo negativo das bandeiras tarifárias que juntaram menos que o preciso. Enquanto isso, a segunda parte do empréstimo, de R$ 5,2 bilhões, ainda deve passar por uma consulta pública, e não tem previsão de regulamentação pela Aneel.
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A 2ª parcela deve cobrir o custo do leilão emergencial para a contratação de energia de usinas para o fornecimento a partir de 1º de maio deste ano. Por fim, o prazo total do financiamento e os juros do empréstimo ainda devem ser definidos com os bancos que participarão da operação.
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Imagem: lovelyday12 / Shutterstock.com
