O noticiário corporativo desta sexta-feira (18) reúne anúncios sobre expansão, distribuição de proventos, operações de capital e novos contratos. Entre os destaques estão Assaí, Itaú Unibanco, Casas Bahia, EZ Tec, TIM, B3 e Cemig.
As movimentações podem influenciar a percepção do mercado sobre as companhias e ajudam a explicar quais eventos corporativos estão sendo acompanhados pelos investidores no pregão. Entre os principais assuntos estão a compra de 18 postos de combustíveis pelo Assaí, a recompra de R$ 11 bilhões em Letras Financeiras pelo Itaú e a locação do Esther Towers pela EZ Tec.
A seguir, veja o que foi anunciado por cada empresa e quais são os principais pontos das operações.
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Assaí compra 18 postos de combustíveis em São Paulo

O Assaí (ASAI3) firmou contrato para adquirir a totalidade do capital das sociedades responsáveis por 18 postos de combustíveis já instalados em lojas da companhia no estado de São Paulo.
A operação foi celebrada com o Centro de Conveniências Millennium e envolve unidades que já funcionam dentro de estabelecimentos do atacarejo.
A aquisição amplia a atuação do Assaí no segmento de combustíveis e está relacionada à estratégia de agregar serviços às lojas. O negócio também chama atenção porque a companhia trabalha com uma rede que pode superar 100 postos.
Para os investidores, o principal ponto a acompanhar será a capacidade de a operação contribuir para as receitas e para a geração de resultados da companhia ao longo do tempo. A compra, por si só, não significa impacto imediato determinado sobre o lucro ou sobre a cotação da ação.
Itaú vai recomprar R$ 11 bilhões em Letras Financeiras
O Itaú Unibanco (ITUB4) informou que exercerá a opção de recompra da totalidade de Letras Financeiras Subordinadas Nível 2 emitidas em setembro de 2021.
A operação está prevista para ocorrer em duas datas: 21 de setembro e 21 de outubro de 2026, envolvendo aproximadamente R$ 11 bilhões em títulos. Os papéis possuem vencimentos em setembro e outubro de 2031.
As Letras Financeiras Subordinadas de Nível 2 são instrumentos de dívida que podem compor o chamado Capital Nível 2 de uma instituição financeira, desde que atendam aos requisitos regulatórios. O próprio Itaú explica que esse nível é formado por instrumentos de dívida subordinada com vencimento definido e que cumprem critérios de elegibilidade.
A recompra, portanto, deve ser analisada dentro da estrutura de capital do banco. O comunicado não significa uma distribuição de dinheiro aos acionistas, mas uma operação envolvendo títulos emitidos pela instituição.
EZ Tec fecha contrato de locação do Esther Towers
A EZ Tec (EZTC3) celebrou com o Itaú Unibanco um contrato para locação da integralidade do empreendimento Esther Towers.
O complexo possui aproximadamente 91,4 mil metros quadrados de área locável. O contrato tem duração inicial de dez anos e pode ser prorrogado por mais cinco anos. A vigência será iniciada de forma escalonada, conforme a entrega de cada torre.
O acordo é relevante para a incorporadora porque transforma parte do empreendimento em uma fonte contratada de receita de locação durante um período prolongado.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, a receita prevista chega a aproximadamente R$ 1,17 bilhão ao longo de dez anos. O Esther Towers é um dos principais projetos da companhia em São Paulo e está localizado na região da Chácara Santo Antônio.
Na prática, contratos desse tipo também permitem ao mercado acompanhar a transição de um empreendimento imobiliário para uma operação geradora de receitas recorrentes.
TIM aprova R$ 515 milhões em JCP
A TIM (TIMS3) aprovou a distribuição de R$ 515 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).
O valor corresponde a aproximadamente R$ 0,2166801148 por ação, conforme os dados divulgados pela companhia. A data de corte é 23 de setembro de 2026, e o pagamento está previsto para 22 de janeiro de 2027.
Além do provento, a TIM aprovou o cancelamento de 13,2 milhões de ações mantidas em tesouraria, sem redução do capital social. Os papéis haviam sido adquiridos dentro do programa de recompra de ações da empresa.
O JCP é uma forma de remuneração aos acionistas e possui tratamento tributário próprio. Para quem acompanha a ação, é necessário observar a data de corte para verificar a elegibilidade ao pagamento.
B3 anuncia R$ 1,128 bilhão em juros sobre capital próprio
A B3 (B3SA3) também entrou no radar após anunciar a distribuição de R$ 1,128 bilhão em JCP.
Do total, R$ 378 milhões correspondem ao JCP ordinário, enquanto outros R$ 750 milhões são referentes a JCP extraordinários de saldos não utilizados em exercícios anteriores.
Os valores brutos por ação são de aproximadamente R$ 0,07590 e R$ 0,15060, respectivamente. A B3 informou como data de corte 23 de setembro e pagamento em 7 de outubro de 2026.
A distribuição ocorre em um momento em que a companhia mantém também um programa de recompra de ações. Os dados oficiais da B3 mostram que, entre maio e agosto de 2026, houve diferentes operações de recompra dentro do programa 2026/2027.
Cemig declara R$ 200 milhões em JCP
A Cemig (CMIG4) anunciou a declaração de R$ 200 milhões em juros sobre capital próprio.
O valor bruto informado pela companhia é de aproximadamente R$ 0,06991340114 por ação. Terão direito ao provento os investidores que possuírem ações ordinárias ou preferenciais da empresa até 22 de setembro de 2026.
A distribuição de JCP faz parte da política de remuneração aos acionistas e precisa ser observada em conjunto com as demais informações financeiras e operacionais da companhia.
A Cemig mantém em seu portal de Relações com Investidores os comunicados oficiais destinados ao mercado, incluindo avisos aos acionistas e fatos relevantes.
Casas Bahia aprova novas emissões de notas comerciais
As Casas Bahia (BHIA3) também aparecem entre os destaques do radar corporativo.
O conselho de administração aprovou a realização da 100ª e da 101ª emissões de notas comerciais da companhia, destinadas a colocação privada.
A movimentação ocorre em um período de atenção especial sobre a estrutura financeira da varejista. Na quinta-feira (17), a companhia informou ainda que recebeu da B3 um alerta relacionado à negociação de suas ações abaixo de R$ 1.
Segundo a informação divulgada pela empresa, os papéis estavam abaixo desse valor desde 21 de julho, e o prazo para reenquadramento vai até 1º de março de 2027.
As novas emissões de notas comerciais, por sua vez, devem ser analisadas dentro do contexto de financiamento e gestão de caixa da companhia. A aprovação de uma emissão não representa, isoladamente, melhora ou piora do resultado operacional.
O que o investidor deve acompanhar agora?

Os anúncios desta sexta-feira têm naturezas diferentes. Alguns envolvem remuneração aos acionistas, enquanto outros estão relacionados a expansão, financiamento ou contratos comerciais de longo prazo.
Entre os principais pontos estão:
- Assaí: aquisição de 18 postos de combustíveis em São Paulo;
- Itaú: recompra de R$ 11 bilhões em Letras Financeiras Subordinadas Nível 2;
- EZ Tec: contrato de locação do Esther Towers por dez anos, prorrogável por mais cinco;
- TIM: R$ 515 milhões em JCP e cancelamento de 13,2 milhões de ações em tesouraria;
- B3: R$ 1,128 bilhão em JCP;
- Cemig: R$ 200 milhões em JCP;
- Casas Bahia: aprovação da 100ª e da 101ª emissões de notas comerciais.
A reação das ações na Bolsa pode depender não apenas do anúncio isolado, mas também da forma como investidores avaliam seus efeitos sobre receitas, custos, endividamento, capital e fluxo de caixa.
Conclusão
O radar corporativo desta sexta-feira concentra uma série de acontecimentos relevantes na Bolsa brasileira. Assaí e EZ Tec apresentaram movimentos ligados à expansão e à geração de receitas, enquanto Itaú avançou em uma operação de gestão de sua estrutura de capital.
Entre as empresas que anunciaram remuneração aos acionistas, TIM, B3 e Cemig divulgaram novos pagamentos de JCP, com datas de corte e valores específicos. Já as Casas Bahia seguem sob atenção devido às medidas de financiamento e ao processo de reenquadramento da cotação de suas ações.
Para acompanhar cada caso, o investidor deve consultar os comunicados oficiais das companhias e observar datas de corte, condições das operações e eventuais atualizações divulgadas ao mercado. Os anúncios, isoladamente, não determinam o desempenho futuro das ações.
