A corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado Federal apresenta um cenário competitivo a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026. Pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (18) mostra Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (Republicanos), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT) entre os nomes mais citados pelos eleitores.
No levantamento estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados, Deltan aparece com 31,6%, seguido por Curi, com 30,4%. Filipe Barros registra 26,3%, enquanto Gleisi soma 25,9%. Como cada eleitor pode escolher dois candidatos para o Senado, os percentuais não devem ser somados para chegar a 100%.
A pesquisa ouviu 1.280 eleitores de 57 municípios paranaenses entre 15 e 17 de setembro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-01022/2026.
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Como está a disputa pelo Senado no Paraná

O levantamento apresenta o seguinte cenário estimulado:
| Candidato | Partido | Intenção de voto |
|---|---|---|
| Deltan Dallagnol | Novo | 31,6% |
| Alexandre Curi | Republicanos | 30,4% |
| Filipe Barros | PL | 26,3% |
| Gleisi Hoffmann | PT | 25,9% |
| Cristina Graeml | PSD | 14,8% |
| Dr. Rosinha | PT | 12,5% |
| Marcelo Marcelino | PCO | 1,3% |
| Joaquim do MLB | UP | 0,9% |
| Karen Guerreiro | Missão | 0,9% |
| Não sabe/não opinou | — | 6,1% |
| Nenhum/branco/nulo | — | 7,4% |
Os números mostram uma concentração das intenções de voto nos quatro primeiros nomes. A diferença entre Deltan e Gleisi, por exemplo, é de 5,7 pontos percentuais, enquanto Filipe Barros e Gleisi estão separados por apenas 0,4 ponto.
Essa proximidade precisa ser interpretada considerando a margem de erro da pesquisa. Em outras palavras, diferenças pequenas entre candidatos não significam necessariamente uma distância estatisticamente definida entre eles.
Por que o eleitor pode escolher dois candidatos?
Nas eleições de 2026, cada Estado e o Distrito Federal escolherão dois senadores. Por isso, a pesquisa do Paraná Pesquisas permite que cada entrevistado indique até dois nomes.
Esse formato produz um resultado diferente daquele observado em eleições para cargos majoritários em que existe apenas uma vaga. Um eleitor pode, por exemplo, declarar intenção de votar em Deltan e Gleisi, fazendo com que os dois candidatos sejam contabilizados na mesma entrevista.
Por esse motivo, os percentuais individuais ultrapassam a soma que seria possível em uma eleição de apenas uma vaga. O resultado deve ser lido como a proporção de entrevistados que mencionou cada candidato entre suas duas escolhas.
O que a pesquisa espontânea mostra?
A pesquisa também mediu a intenção de voto espontânea, modalidade em que os entrevistadores não apresentam uma lista de candidatos.
Nesse cenário, 64,8% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar. Deltan Dallagnol foi mencionado por 12,7%, Gleisi Hoffmann por 8%, Alexandre Curi por 5,5% e Filipe Barros por 5,4%.
A diferença entre os dois tipos de pesquisa ajuda a contextualizar o grau de definição do eleitorado. Quando os nomes são apresentados, os candidatos recebem percentuais consideravelmente maiores do que na pergunta espontânea.
Isso ocorre porque a pesquisa estimulada facilita a identificação dos candidatos e mede a reação do entrevistado diante de uma lista previamente apresentada.
Como os números mudaram desde agosto?
O levantamento de setembro também permite observar mudanças em relação à pesquisa anterior do Paraná Pesquisas realizada em agosto.
Na pesquisa divulgada em 17 de agosto, Deltan tinha 34%, Alexandre Curi aparecia com 29,6%, Gleisi registrava 28,1% e Filipe Barros, 26%.
No levantamento mais recente, Deltan passou para 31,6%, enquanto Curi chegou a 30,4%. Filipe Barros ficou em 26,3% e Gleisi em 25,9%.
As oscilações devem ser interpretadas com cautela porque pesquisas diferentes possuem margens de erro e condições de coleta próprias. Uma variação de poucos pontos não significa, isoladamente, uma mudança consolidada no comportamento eleitoral.
O cenário é definido?
Os dados indicam que uma parcela significativa do eleitorado ainda não manifesta uma preferência espontânea por um candidato ao Senado. Na pesquisa sem apresentação de nomes, 64,8% não souberam ou não opinaram.
Além disso, o próprio formato da eleição torna a disputa mais complexa: são duas vagas, e o eleitor pode escolher dois nomes.
Assim, a pesquisa representa as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas, mas não determina o resultado da eleição. Mudanças de campanha, debates, propaganda eleitoral, acontecimentos políticos e decisões dos próprios candidatos podem alterar o quadro até o dia da votação.
Quando será a eleição para o Senado no Paraná?
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Os eleitores paranaenses escolherão dois senadores, além de presidente da República, governador, deputados federais e deputados estaduais.
Para o Senado, os dois candidatos mais votados serão eleitos para representar o Paraná no Congresso Nacional.
A pesquisa, portanto, deve ser entendida como um retrato das intenções de voto durante o período de 15 a 17 de setembro, e não como uma previsão do resultado eleitoral.
O que a pesquisa revela sobre a disputa?
O levantamento apresenta quatro nomes com percentuais acima de 25% no cenário estimulado: Deltan Dallagnol, Alexandre Curi, Filipe Barros e Gleisi Hoffmann. Cristina Graeml aparece em seguida, com 14,8%, enquanto Dr. Rosinha registra 12,5%.
A proximidade entre alguns dos candidatos faz com que a margem de erro seja especialmente relevante na leitura dos números. Filipe Barros e Gleisi, por exemplo, têm apenas 0,4 ponto de diferença, inferior à margem de erro de 2,8 pontos percentuais.
Outro dado relevante é a distância entre a pesquisa espontânea e a estimulada. O alto percentual de eleitores que não apontou espontaneamente um candidato indica que parte do eleitorado ainda não havia convertido sua preferência em uma resposta definida quando as entrevistas foram realizadas.
Metodologia da pesquisa
A Paraná Pesquisas entrevistou 1.280 eleitores em 57 municípios do Paraná entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026.
As entrevistas foram realizadas presencialmente, em domicílios, com amostra estruturada a partir de municípios, localidades e quotas proporcionais de gênero, idade, escolaridade e renda domiciliar.
A margem de erro estimada é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número PR-01022/2026.
A pesquisa foi contratada pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia e Informação e teve custo informado de R$ 40 mil.
O que o eleitor deve observar ao analisar uma pesquisa?

O principal cuidado é não tratar a pesquisa como resultado antecipado da eleição. Ela registra a intenção declarada pelos entrevistados durante determinado período e dentro de uma metodologia específica.
Também é necessário considerar a margem de erro. Quando dois candidatos apresentam percentuais próximos, a diferença observada pode estar dentro do intervalo estatístico da pesquisa.
Outro ponto é diferenciar pesquisa estimulada de espontânea. A primeira apresenta os nomes ao eleitor; a segunda registra aquilo que ele lembra e declara sem receber uma lista de opções.
Conclusão
A nova pesquisa do Paraná Pesquisas mostra uma disputa concentrada em quatro nomes no cenário estimulado para o Senado pelo Paraná. Deltan Dallagnol aparece com 31,6%, Alexandre Curi com 30,4%, Filipe Barros com 26,3% e Gleisi Hoffmann com 25,9%.
A diferença entre Filipe Barros e Gleisi é inferior à margem de erro, assim como a distância entre Deltan e Curi. Por isso, os números devem ser interpretados como um retrato do momento, e não como definição das duas vagas.
Para acompanhar a disputa, o eleitor deve observar os próximos levantamentos, conferir suas respectivas metodologias e considerar que cada pesquisa corresponde ao período em que as entrevistas foram realizadas. A votação ocorrerá em 4 de outubro de 2026.
