6 meses depois de o Banco BRB sofrer um ataque cibernético, o Ministério Público ofereceu denúncia contra os dois homens suspeitos de serem os responsáveis. A condenação pode chegar a 26 anos de prisão, mais multa.
O caso aconteceu em outubro de 2022, quando os hackers conseguiram invadir o sistema do Banco BRB e assumir o controle de diversas informações sensíveis dos clientes. Em seguida, os criminosos começaram a chantagear os diretores da instituição para não divulgar os dados.
De acordo com informações da polícia, os criminosos estavam pedindo 50 Bitcoins para não liberar as informações dos clientes para o público e na deepweb. Na cotação da época, o valor correspondia a mais de R$ 5,2 milhões.
Hackers que invadiram o Banco BRB foram presos em janeiro
Como resultado das investigações, a PCDF, por meio da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e com a ajuda da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou a operação “Black Hat” para prender um dos suspeitos.
Durante a operação, a polícia cumpriu um mandado de prisão e três de busca e apreensão, sendo um na cidade de São Paulo e outros 2 em Santos (litoral paulista). As informações que os policiais conseguiram durante a operação levaram ao segundo suspeito.
O Núcleo Especial de Combate a Crimes Cibernéticos (Ncyber) do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) é o responsável pela denúncia. Conforme o Núcleo, somando todos os crimes, os acusados de atacar o Banco BRB podem pegar até 26 anos de prisão.
MPDF pede indenização
Na denúncia que entregou à Justiça, o MPDF pede que os acusados do ataque ao Banco BRB também paguem uma indenização. A ideia é que os criminosos paguem R$ 500 mil por danos morais coletivos que causaram aos clientes da instituição.
Ainda não há uma previsão de quando o julgamento dos dois acusados vai acontecer.
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