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Empresa que opera o sistema Pix sofre ataque hacker; R$ 670 milhões desviados

Sinqia sofre ataque hacker no sistema Pix; R$ 670 milhões desviados, BC consegue bloquear parte e investigação da Polícia Federal é iniciada.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa4 min de leitura
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Na noite de sexta-feira, 29, a empresa brasileira Sinqia, responsável por fornecer tecnologia de conexão entre bancos e o sistema Pix do Banco Central, foi alvo de um ataque hacker de grande proporção. Estima-se que cerca de R$ 670 milhões tenham sido desviados, dos quais R$ 630 milhões pertenciam ao HSBC e R$ 40 milhões à Sociedade de Crédito Direto Artta.

Apesar da magnitude do incidente, o Banco Central foi acionado a tempo de bloquear aproximadamente R$ 350 milhões, evitando que a fraude tivesse ainda mais impacto. A Polícia Federal também foi acionada e já investiga o caso.

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Artta esclarece impacto limitado

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Imagem: Gorodenkoff / shutterstock.com

A Artta confirmou o ataque e informou, em nota, que o incidente atingiu apenas as contas mantidas diretamente no Banco Central, utilizadas para liquidação interbancária. Segundo a instituição, não houve impacto para os clientes.

“Não houve ataque ao ambiente da Artta nem às contas de nossos clientes. As contas envolvidas são mantidas junto ao Banco Central e utilizadas exclusivamente para liquidação interbancária”, declarou a empresa.

Sinqia confirma incidente restrito ao Pix

A Sinqia reconheceu o incidente, mas não confirmou oficialmente o valor total desviado. A empresa informou que o problema foi restrito ao ambiente Pix e afetou apenas um número limitado de instituições financeiras. Até o momento, não há indícios de movimentações fora do sistema nem sinais de comprometimento de dados pessoais.

Em comunicado, a Sinqia ressaltou que acionou especialistas forenses para investigar a origem do ataque e destacou que está reconstruindo as plataformas afetadas em um novo ambiente, com monitoramento reforçado e camadas adicionais de segurança.

HSBC reforça segurança e cooperação

O HSBC, em nota, esclareceu que identificou transações financeiras via Pix em uma conta de um provedor do banco. A operação, segundo o banco, não afetou contas de clientes ou fundos, ocorrendo exclusivamente no sistema do provedor.

“O banco tomou medidas para bloquear essas transações no ambiente do provedor e reafirma o compromisso com a segurança de dados, colaborando com as autoridades nas investigações”, afirmou o HSBC.

Ataques a provedores tecnológicos não são novidade

Este ataque ocorre pouco tempo depois de outro episódio de grandes proporções em julho, quando hackers desviaram quase R$ 1 bilhão explorando vulnerabilidades da C&M Software, também fornecedora de serviços tecnológicos a bancos e corretoras. Na ocasião, valores mantidos em contas no Banco Central foram transferidos de forma irregular.

Novos mecanismos de devolução do Pix

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Um dia antes do ataque, o Banco Central realizou alterações no Pix para aprimorar os mecanismos de devolução de recursos em casos de fraude, golpes ou coerção. Atualmente, a devolução ocorre apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude, mas os fraudadores costumam transferir rapidamente os valores para outras contas, dificultando a recuperação.

“Quando o cliente faz a reclamação, é comum que a conta já não possua fundos para viabilizar a devolução”, explicou o Banco Central.

Plano de ação da Sinqia

Em sua nota oficial, a Sinqia detalhou as ações adotadas:

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  • Isolamento do ambiente Pix: O sistema afetado foi desconectado proativamente do Banco Central para análise detalhada.
  • Reconstrução do ambiente: A empresa está trabalhando na reconstrução dos sistemas afetados em um novo ambiente, com monitoramento reforçado e controles adicionais.
  • Apoio de especialistas: Profissionais forenses externos foram contratados para acelerar a investigação e reforçar os recursos internos.
  • Transparência e comunicação: A Sinqia se comprometeu a manter clientes informados sobre o andamento da reconstrução e previsão de retorno do sistema.

Segurança como prioridade

A Sinqia destacou que a segurança das transações é a prioridade máxima, e que todas as medidas estão sendo tomadas para evitar novos incidentes. A empresa agradeceu o apoio dos clientes e pediu desculpas pelo inconveniente causado.

Impactos para o sistema financeiro

Embora os clientes diretos da Artta e do HSBC não tenham sido afetados, o incidente evidencia a vulnerabilidade de provedores tecnológicos que conectam instituições financeiras ao sistema Pix. Especialistas alertam para a necessidade de controles mais rígidos, auditorias regulares e monitoramento constante para prevenir fraudes em grande escala.

O papel do Banco Central

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O Banco Central tem intensificado medidas de segurança no Pix, principalmente em relação à devolução de recursos em casos de fraude. Com a implementação de novos mecanismos, espera-se reduzir perdas e aumentar a proteção de instituições financeiras e clientes.

Conclusão

O ataque hacker à Sinqia reforça a urgência de aprimorar a segurança cibernética em plataformas financeiras no Brasil. Embora parte do prejuízo tenha sido bloqueada pelo Banco Central, os episódios recentes demonstram a sofisticação crescente de ataques digitais e a necessidade de respostas rápidas e coordenadas entre provedores, bancos e órgãos reguladores.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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