A Coreia do Sul, um dos países com maior carga horária semanal no mundo, está novamente no centro de uma polêmica sobre a jornada de trabalho.
Mais horas no trabalho? Nova proposta divide opiniões! Entenda o que está em jogo
Entenda a proposta polêmica de aumentar a jornada de trabalho para 69 horas semanais na Coreia do Sul. Clique e saiba mais!
Enquanto muitas nações debatem a redução de horas semanais para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, o governo sul-coreano considera um aumento significativo na carga horária permitida.
Atualmente, a legislação local permite até 52 horas de trabalho por semana, sendo 40 horas regulares e 12 horas extras. No entanto, uma nova proposta, impulsionada por gigantes da indústria como Samsung e Hyundai, sugere a ampliação para 69 horas semanais.
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Por que aumentar a jornada de trabalho?

Crise de produtividade e demografia preocupante
O aumento da jornada de trabalho na Coreia do Sul está diretamente ligado a questões econômicas e demográficas.
O país enfrenta uma grave crise de produtividade, que é agravada por uma baixa taxa de natalidade e pelo envelhecimento da população. Esses fatores afetam a disponibilidade de mão de obra, criando um cenário preocupante para as empresas.
Exemplo da Samsung: modo emergência
Em 2024, a Samsung adotou o chamado “modo emergência”, permitindo que diretores e gerentes trabalhassem até seis dias por semana.
A justificativa foi a necessidade de acelerar a tomada de decisões estratégicas para se manter competitiva no mercado global. Embora a medida tenha rendido aumento de 23% nos lucros da divisão móvel, ela gerou críticas por ampliar a já intensa cultura de trabalho do país.
Reações adversas de trabalhadores e sindicatos
Cultura de trabalho extenuante
Embora a proposta tenha recebido apoio de alguns setores industriais, sindicatos e trabalhadores manifestaram forte resistência. A Coreia do Sul já é famosa por sua cultura de trabalho intensa, com longas jornadas e pouco equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
O líder da oposição criticou a medida, propondo uma alternativa totalmente oposta: a implementação de uma semana de trabalho de quatro dias, reduzindo ainda mais o número de horas trabalhadas.
Movimento contrário: redução da jornada
O cenário internacional mostra uma tendência oposta à que a Coreia do Sul pretende seguir. Países europeus, como a Finlândia, têm adotado jornadas mais curtas, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e a produtividade. Para os sindicatos sul-coreanos, aumentar as horas semanais é um retrocesso social.
Impactos econômicos e sociais da proposta
Empresas divididas
Enquanto algumas companhias alegam que a ampliação da carga horária é necessária para manter a produtividade, outras defendem modelos mais flexíveis. A própria Samsung, apesar dos bons resultados com jornadas intensas, busca alternativas que não prejudiquem o bem-estar dos funcionários.
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Saúde e bem-estar dos trabalhadores
Estudos mostram que jornadas extensas podem levar ao aumento de problemas de saúde mental, como ansiedade e burnout. Os trabalhadores sul-coreanos, já sobrecarregados, temem que o aumento para 69 horas semanais intensifique esses problemas.
Perspectivas para o futuro da jornada de trabalho

Debate continua acalorado
O governo ainda não tomou uma decisão final sobre a proposta, mas está claro que a medida tem mais opositores do que apoiadores entre a classe trabalhadora. A solução ideal parece estar no equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida, um desafio significativo para um país que historicamente valoriza a dedicação ao trabalho.
Empresas buscando equilíbrio
Algumas empresas já começam a explorar alternativas, como o uso de tecnologia para automatização de tarefas repetitivas, o que pode compensar a necessidade de horas extras. A adoção de modelos híbridos também está em pauta, permitindo maior flexibilidade.
Conclusão: o dilema entre produtividade e bem-estar
A proposta de aumentar a jornada de trabalho na Coreia do Sul reflete um dilema profundo entre manter a competitividade econômica e promover o bem-estar dos trabalhadores. Com forte oposição de sindicatos e crescente pressão social, o governo enfrenta o desafio de encontrar um caminho que não prejudique a qualidade de vida e mantenha o país competitivo globalmente.
Imagem: Canva
