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Gasolina mais cara em fevereiro com impacto da alta do dólar

Em fevereiro, o preço da gasolina subirá devido ao aumento do ICMS e à alta do dólar, impactando a inflação e o custo dos combustíveis.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos3 min de leitura
Pessoa abastecendo com cupom de desconto na gasolina tanque gasolina

Em fevereiro, os consumidores brasileiros enfrentam um novo desafio: o aumento do preço da gasolina nas bombas.

Esse reajuste vem em meio à alta do dólar e à recuperação dos preços internacionais do petróleo, fatores que pressionam o mercado de combustíveis e impactam diretamente a inflação do país.

Com o reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a pressão das importações, o cenário econômico tende a se complicar ainda mais para o bolso do brasileiro.

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ICMS aumenta e compromete o preço final

A imagem mostra uma pessoa abastecendo o veículo.
Imagem: Reprodução/ Freepik

A partir de fevereiro, o aumento da alíquota do ICMS sobre a gasolina e o etanol será de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47. No diesel, a elevação será de R$ 0,06, subindo de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro. Esse aumento no ICMS se soma à pressão dos preços internacionais do petróleo e à desvalorização do real frente ao dólar, que já refletiu em aumentos nos preços nas bombas.

A gasolina, com seu peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pode agravar a inflação no país, que já enfrenta dificuldades para estabilizar os preços.

O impacto da alta do dólar e do petróleo

dólar
Imagem: Freepik

O preço da gasolina já começou a refletir o cenário de preços elevados devido à valorização do dólar. O diesel S-10, por exemplo, fechou o ano de 2024 com um preço médio de R$ 6,27 por litro, representando uma alta de 2,79% no período. A gasolina e o etanol também registraram aumentos significativos, alcançando R$ 6,29 e R$ 6,47 por litro, respectivamente.

Essa variação reflete, principalmente, os custos de importação mais altos e a política de preços da Petrobras, que, apesar de ter reajustado os valores em poucas ocasiões durante 2024, ainda enfrenta a pressão das flutuações cambiais e do mercado internacional de petróleo.

O papel da Petrobras e suas margens de reajuste

Fachada do prédio da Petrobras, com foco no logo da empresa.
Imagem: Simon Mayer / shutterstock.com

A Petrobras, que em 2024 fez poucos ajustes em seus preços, tem observado as oscilações do mercado com cautela. Em entrevista, a presidente da empresa, Magda Chambriard, afirmou que a Petrobras continuará monitorando a situação antes de realizar novos reajustes.

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A companhia, que já “abrasileirou” seus preços de combustíveis, busca minimizar os impactos da instabilidade do mercado global e a flutuação do dólar.

No entanto, mesmo sem novos aumentos, a empresa não possui margem para reduzir os preços, o que pode tornar a adaptação às mudanças do ICMS ainda mais desafiadora.

Desafios para a inflação e a recuperação econômica

O aumento dos preços dos combustíveis e a pressão sobre a inflação, especialmente em setores-chave como o transporte, tornam a situação mais delicada para a economia brasileira.

Apesar dos esforços do governo e da Petrobras, os ajustes no ICMS e os impactos da alta do petróleo podem dificultar ainda mais a redução da taxa de juros, que é uma medida essencial para estimular o crescimento econômico.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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