A partir de dezembro de 2025, um dos maiores bancos do país vai encerrar de forma definitiva a emissão de cheques para pessoas físicas e Microempreendedores Individuais (MEIs). O Bradesco confirmou que o serviço será descontinuado gradualmente, marcando mais um passo na digitalização dos meios de pagamento no Brasil.
Banco gigante vai deixar de emitir cheques para PF e MEI a partir de dezembro
O banco Bradesco vai encerrar a emissão de cheques para pessoa física e MEI em dezembro. Entenda os motivos e saiba como usar alternativas.
Segundo a instituição, a medida segue a tendência de redução do uso de cheques e o crescimento de soluções eletrônicas, como Pix e transferências digitais. O banco já começou a informar os clientes sobre a mudança por meio do aplicativo e de mensagens diretas.
“A iniciativa acompanha a mudança de comportamento dos clientes, que têm optado por soluções digitais como Pix, transferências e pagamentos eletrônicos”, destacou o Bradesco em nota.
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Banco aposta em transição para o digital

O banco afirma que a decisão busca oferecer maior comodidade aos correntistas. O Pix, por exemplo, está disponível 24 horas por dia, sem tarifas adicionais em boa parte das operações.
De acordo com o comunicado, clientes corporativos — empresas de maior porte e operações empresariais complexas — ainda poderão utilizar cheques, mas os perfis de pessoa física e MEI ficarão de fora do serviço.
A descontinuação do uso de cheques segue um movimento global: o meio de pagamento, tradicional há décadas, perdeu espaço para plataformas instantâneas e serviços digitais de baixo custo.
O que muda para quem ainda usa cheques
Com o fim da emissão de novos talões, quem ainda possui cheques válidos poderá usá-los até o final de sua compensação. Após esse período, o banco não aceitará novas solicitações.
Os clientes PF e MEI deverão, portanto, migrar para meios eletrônicos. O Bradesco orienta que todas as transações sejam feitas via Pix, TED, DOC ou pagamentos por QR Code, disponíveis no aplicativo.
Entre as vantagens das alternativas digitais estão:
- Transações instantâneas, inclusive em finais de semana e feriados;
- Menores custos operacionais em comparação aos cheques tradicionais;
- Rastreabilidade e segurança no registro das operações;
- Integração com carteiras digitais e plataformas de e-commerce.
Banco acompanha tendência nacional
Nos últimos anos, o Banco Central tem registrado uma queda expressiva na emissão de cheques. Em 2010, o país compensava cerca de 1 bilhão de cheques por ano. Em 2024, esse número caiu para menos de 200 milhões.
A chegada do Pix, em 2020, acelerou essa transformação. Com mais de 160 milhões de usuários ativos, o sistema instantâneo do Banco Central se tornou a principal ferramenta de pagamento e transferência entre pessoas e empresas.
Impacto sobre pequenos empreendedores
Para MEIs e autônomos, o uso do cheque ainda era comum em negociações com prazos de pagamento mais longos. O banco reconhece que essa mudança pode exigir adaptação de parte dos clientes, mas destaca que o Pix Parcelado e outras soluções digitais cumprem hoje a mesma função, com agilidade e segurança.
Muitos microempreendedores já utilizam carteiras digitais para emitir cobranças, gerar boletos e receber pagamentos. O movimento reflete o avanço da digitalização financeira, que ganhou impulso com a pandemia e a popularização dos bancos digitais.
Outras instituições seguirão o mesmo caminho?
O Bradesco é o primeiro grande banco brasileiro a anunciar formalmente o fim da emissão de cheques para PF e MEI, mas especialistas acreditam que outras instituições seguirão o mesmo caminho nos próximos anos.
O Itaú e o Santander já vêm restringindo o serviço, especialmente em agências menores, e incentivando os clientes a migrar para o Pix e para cartões de débito virtuais.
Para o Banco Central, a tendência é que o cheque se torne um instrumento residual, usado apenas em operações corporativas específicas.
Banco investe em soluções digitais
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Com o fim dos cheques, o Bradesco reforça sua estratégia de transformação digital. A instituição tem ampliado investimentos em inteligência artificial, automação bancária e novos produtos financeiros online.
Entre as principais inovações estão:
- Pix Automático, que permite pagamentos recorrentes;
- Bradesco Pay, carteira digital integrada a cartões e QR Codes;
- Atendimento digital personalizado via aplicativo e WhatsApp;
- Parcerias com fintechs para ampliar a oferta de crédito digital.
Segundo o banco, essas ferramentas estão “em linha com as preferências dos clientes, que buscam agilidade e controle direto sobre suas finanças”.
Educação financeira e adaptação

O encerramento da emissão de cheques exige mudança de comportamento financeiro. Para quem ainda dependia do papel, é importante buscar orientação sobre os meios digitais disponíveis.
Órgãos como o Banco Central e a Febraban oferecem guias de educação financeira com instruções sobre pagamentos eletrônicos seguros.
A digitalização, segundo analistas, deve fortalecer o sistema bancário, tornando-o mais eficiente, acessível e sustentável.
O movimento do Bradesco simboliza o fim de uma era — e o início de uma nova fase para o banco brasileiro, que aposta no digital como o principal caminho para o futuro dos serviços financeiros.
Com informações de: Jornal Correio
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