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Banco Central obriga instituições a rejeitar transações de contas usadas em golpes

Banco Central determina que bancos rejeitem transações de contas suspeitas de golpes; prazo para adaptação é 13 de outubro de 2025.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Governo banco central

Em mais uma iniciativa para combater crimes financeiros no Brasil, o Banco Central (BCB) aprovou uma norma que obriga instituições financeiras a rejeitar transações destinadas a contas com suspeita fundamentada de fraude. A medida foi publicada na Resolução BCB N° 501 nesta quinta-feira (11/09) e já tem efeito imediato, com prazo para adequação até 13 de outubro de 2025.

O objetivo principal é impedir que contas bancárias ou de pagamento envolvidas em atividades fraudulentas continuem sendo usadas para transferir valores, principalmente em sistemas como Pix, embora a regra também se aplique a TEDs e outros mecanismos de pagamento.

Leia mais: Banco Central proíbe transferências para contas suspeitas

Como funciona a nova norma do Banco Central

Pix banco central
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

As instituições financeiras deverão adotar sistemas de monitoramento e checagem para identificar contas com atividades suspeitas, consultando:

  • Sistemas eletrônicos de combate a fraudes;
  • Bancos de dados públicos ou privados com informações de risco;
  • Outros mecanismos que permitam rastrear operações atípicas.

Quando a suspeita for confirmada, a transação deverá ser rejeitada imediatamente, e o titular da conta deverá ser informado sobre o bloqueio e medidas relacionadas.

Essa ação reforça a proteção do sistema financeiro e diminui o risco de que criminosos utilizem contas legítimas para fraudes.

Impacto principal no Pix e TED

Embora a norma se aplique a todos os tipos de transferências, o foco está em transações via Pix, devido à popularidade do sistema e ao seu uso frequente em golpes digitais. O mesmo vale para TEDs, que também devem ser bloqueados quando enviados a contas suspeitas.

A implementação desses mecanismos permite que bancos e instituições de pagamento identifiquem rapidamente atividades irregulares, protegendo clientes e prevenindo prejuízos financeiros.

Prazo para adequação das instituições financeiras

As instituições têm até 13 de outubro de 2025 para adequar seus sistemas e fluxos de operação à Resolução BCB N° 501.

Durante esse período, os bancos precisarão:

  1. Atualizar softwares de monitoramento de fraudes;
  2. Integrar sistemas de alerta e análise de risco;
  3. Criar fluxos de comunicação com clientes em caso de rejeição de transações suspeitas;
  4. Garantir conformidade regulatória, evitando sanções do Banco Central.

Medida reforça a segurança do Sistema Financeiro Nacional

A decisão do Banco Central vem apenas dias depois de outras medidas de segurança anunciadas para o Sistema Financeiro Nacional. Entre elas está a limitação de transferências via TED e Pix a R$ 15.000 quando realizadas por instituições não autorizadas ou via Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI).

Essa restrição visa identificar rapidamente transferências de alto valor, prevenindo desvio de recursos e reduzindo riscos de fraude em larga escala.

Contexto: ataque ao sistema Pix

A resolução surge após um episódio que expôs vulnerabilidades no sistema Pix. Em um ataque recente, criminosos desviaram R$ 710 milhões de duas instituições financeiras, evidenciando a necessidade de maior monitoramento e restrições preventivas.

O Banco Central busca prevenir novos ataques, protegendo não apenas os bancos, mas também os usuários finais, que muitas vezes são alvo de golpes digitais.

Comunicação e transparência com o cliente

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Um ponto importante da Resolução BCB N° 501 é a obrigação de informar o titular da conta sobre o bloqueio de transações suspeitas. Essa comunicação deve esclarecer:

  • O motivo da rejeição da operação;
  • Medidas que o cliente pode adotar;
  • Orientações sobre como regularizar ou contestar a suspeita, se aplicável.

Essa transparência fortalece a confiança no sistema financeiro e contribui para a prevenção de fraudes recorrentes.

Benefícios da norma para o setor financeiro

Com a adoção da Resolução, espera-se:

  1. Redução de fraudes digitais: contas suspeitas terão uso limitado;
  2. Proteção do consumidor: clientes terão menos risco de serem vítimas de golpes;
  3. Fortalecimento do sistema financeiro: bancos e instituições ficam mais seguros;
  4. Agilidade na detecção de transações suspeitas: sistemas automatizados identificarão operações de risco rapidamente.

A norma funciona como mais uma camada de segurança operacional para o setor bancário e digital, especialmente em um cenário de crescimento de golpes virtuais.

Papel das instituições financeiras

pix
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

As instituições devem adaptar políticas internas de compliance, treinar equipes e atualizar sistemas de monitoramento. Além disso, precisam manter registros detalhados das ações de rejeição e comunicação aos clientes, garantindo conformidade regulatória.

O foco não é apenas impedir fraudes, mas criar um ambiente financeiro seguro, com regras claras para prevenir crimes digitais.

Com informações de: Tecnoblog

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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