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Banco central comum para o Mercosul é possível, afirma presidente da Argentina

O presidente da Argentina comenta que a criação de um banco central comum para o Mercosul é totalmente possível. Confira detalhes!

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Bandeira hasteada do Mercosul com o nome do bloco em espanhol

Durante reunião de cúpula do Mercosul, o presidente argentino, Alberto Fernández, que acaba de assumir a presidência do bloco, sugeriu a criação de um banco central comum para o grupo.

O encontro se deu na terça-feira (6), no Uruguai, e reuniu líderes do Brasil, do Uruguai, do Paraguai e da Argentina. O objetivo da reunião era discutir acordos comerciais e gerou tensões entre os membros.

A discussão sobre o Mercosul é antiga no Banco Central brasileiro

O ex-presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, já fez declarações de concordância com as ideias apresentadas recentemente pelo presidente Fernández durante a cúpula.

Segundo o líder argentino, a criação de uma moeda única “não é loucura para o Brasil, não é loucura para a Argentina”. Por sua vez, Armínio já disse ver “com bons olhos, a longo prazo, a criação de uma moeda única”. Afinal, tal adoção facilitaria a política fiscal do bloco.

Entretanto, para Fraga, o plano ainda precisava ultrapassar algumas barreiras — a integração mais ampla do bloco e a extinção de incompatibilidade entre países-membros em termos monetários e cambiais. As declarações foram feitas ainda na década de 90.

Cenário favorável

Apesar das instabilidades e talvez por isso, o momento pode ser favorável para discutir a criação de um banco central comum para o Mercosul. Afinal, isso significa rever políticas cambiais e rever acordos comerciais em um período de recuperação pós-pandemia.

Segundo o ex-chanceler e assessor direto do presidente Lula (PT), Celso Amorim, “temos de retomar o espírito integracionista e acho que essa [adoção de moeda e banco únicos] é uma força que pode nos ajudar muito”.

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Possivelmente, Amorim deve assumir a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência e, por isso, um discurso desse porte possui grande peso.

Além disso, outro nome cotado para o novo governo, desta vez para o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad (PT), também concorda com a ideia de a América do Sul possuir banco central e moeda únicos.

Imagem: rafapress/shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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