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Banco Central da Argentina quer nem saber e aumenta juros básicos para tentar controlar a inflação

Nesta segunda-feira (14), o Banco Central da Argentina anunciou a decisão de aumentar os juros básicos do país. Saiba mais

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
Fitch

Nesta segunda-feira (14), o Banco Central da Argentina (BCRA) anunciou sua recente decisão tomada em relação aos juros básicos no país. De acordo com a autoridade monetária, as taxas devem ser aumentadas em 21 pontos percentuais.

A medida tomada pela entidade tenta controlar a inflação vivida no país. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre o comunicado feito pelo Banco Central argentino.

Na Argentina, Banco Central aumenta juros básicos em 21%

Com base no comunicado da autoridade monetária, o aumento da taxa básica de juros, a Leliq, foi de 21 pontos percentuais, saindo de 97% para 118%. 

Sobre a decisão, o Banco Central argentino destacou considerar a medida de pressionar a política monetária, a mais adequada, enquanto é feito o reajuste do câmbio oficial. O BC considera o aumento dos juros básicos um empenho para “ancorar expectativas cambiais”, além de diminuir o grau de repasse aos preços.

A instituição financeira argentina espera, com isso, manter os retornos positivos em relação aos investimentos da moeda local.

“O BCRA (Banco Central da República Argentina) continuará monitorando a evolução do nível geral de preços, a dinâmica dos mercados financeiro e cambial e dos agregados monetários para calibrar sua política de juros”, afirma a autoridade monetária.

Saiba mais sobre as medidas tomadas pelo BC argentino

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Além do aumento da Leliq, o Banco Central argentino também determinou que a taxa de câmbio fosse fixada em 350 pesos para cada dólar. A decisão é válida até as eleições que acontecem em 22 de outubro. A situação resultou ainda em uma desvalorização de 22% da moeda argentina em relação à estadunidense.

As movimentações do Banco Central acontecem diante de um cenário de inquietude da economia local, uma vez que o mercado foi surpreendido pelo desempenho de Javier Milei, candidato ultradireitista, nas eleições primárias do país.

Imagem: rarrarorro / Shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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