Em conferência recente organizada pela Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Nagel Paulino, responsável pela regulamentação dos prestadores de serviços de ativos virtuais (VASPs) no Banco Central (BC), adiantou as bases para a regulamentação dos criptoativos no Brasil.
Banco Central divulga parte de como será regulamentação das criptomoedas
Descubra as diretrizes iniciais do Banco Central para a regulamentação das criptomoedas no Brasil. Leia mais e saiba detalhes.
As declarações ajudam a delinear o panorama iminente da criptoeconomia no país. Ao mesmo tempo, lançam o tão aguardado programa de Certificação de Conformidade para empresas do segmento cripto.
Paulino afirma que a regulamentação seguirá um processo escalonado, inicialmente identificando os tipos de VASPs que serão abrangidos, seguido pela eventual determinação dos operadores que entrarão no mercado de ativos virtuais e, por fim, estabelecendo regras específicas para cada um deles.
Quais serão as principais exigências do Banco Central?
Em colaboração com outros agentes regulatórios como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o BC irá estabelecer regras voltadas para a prevenção de lavagem de dinheiro.
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Além disso, o financiamento ao terrorismo e riscos associados à cibersegurança também serão considerados. Dessas regras, destacam-se as práticas conhecidas como KYC (Conheça Seu Cliente), KYP (Conheça Seu Parceiro) e KYT (Conheça Suas Transações).

Outrossim, a adequação e observância às regras cambiais e às regras prudenciais também estão no escopo. Ademais, haverá adequação de documentos, como requerimentos ligados à segurança cibernética, auditoria e compliance, entre outros.
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Referências internacionais
Paulino destacou ainda que, além das reuniões com participantes do mercado, o BC realizou um mapeamento e estudo das regulamentações sobre criptoativos ao redor do mundo. Entre as referências internacionais, está o Markets in Crypto-Assets (MiCA), da União Europeia, que trata, por exemplo, de transparência e divulgação para a emissão de criptoativos.
Documentos e considerações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Financial Stability Board (FSB) também são referências para a normatização no Brasil. Por fim, essa etapa de consultas e planejamento estratégico significa um passo importante para a consolidação do mercado de criptoativos no Brasil.
Imagem: Avi Rozen / shutterstock.com
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