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Banco do Brasil emite aviso forte a todos os clientes — veja se o seu nome está na lista

Banco do Brasil emite alerta urgente sobre golpes que imitam sua central de atendimento e induzem clientes a fazer Pix falso.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
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O Banco do Brasil (BB) emitiu um alerta urgente a todos os seus clientes após identificar um aumento expressivo nas tentativas de fraude que imitam sua central de atendimento. Os criminosos vêm aplicando o chamado “golpe da falsa central”, no qual se passam por funcionários do banco para obter informações sigilosas e induzir as vítimas a transferirem dinheiro via Pix.

Nos últimos meses, o número de ocorrências cresceu de forma preocupante, segundo fontes internas ligadas ao setor de segurança digital do Banco do Brasil. A sofisticação das táticas empregadas e a forma convincente com que os criminosos conduzem o contato têm deixado muitos clientes vulneráveis.

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Golpe da falsa central volta a crescer e preocupa o Banco do Brasil

Ligações e mensagens que parecem reais

O golpe geralmente começa com uma ligação ou mensagem de WhatsApp vinda de um número que aparenta ser oficial. Os golpistas utilizam softwares que mascaram o identificador de chamadas, exibindo o mesmo número de contato da central verdadeira do Banco do Brasil.

Em muitos casos, a abordagem é feita por um suposto “gerente de segurança”, que informa ao cliente sobre uma “movimentação suspeita” na conta, “bloqueio preventivo” ou “atualização obrigatória de dados”. O objetivo é simples: gerar pânico e pressa, levando o cliente a agir sem refletir.

“Esses criminosos exploram o medo do consumidor de perder dinheiro. Usam termos técnicos, falam com autoridade e até imitam o padrão de atendimento do BB para parecerem legítimos”, explica um especialista em cibersegurança ouvido pela reportagem.


Como os criminosos enganam as vítimas

O uso da engenharia social e da confiança

O principal método utilizado é a engenharia social, técnica que manipula o comportamento humano para obter informações confidenciais. Assim, os golpistas convencem a vítima de que ela precisa colaborar com uma “verificação de segurança” — e, durante o processo, pedem dados como senha, token, BB Code, QR Code ou até o envio de Pix.

Em alguns casos, chegam a orientar o cliente a instalar aplicativos que supostamente “reforçam a proteção”, mas que na verdade concedem acesso remoto ao celular ou computador da vítima. Uma vez dentro do sistema, os criminosos conseguem movimentar valores, alterar senhas e até registrar chaves Pix em seus próprios nomes.

O Banco do Brasil reforça que nenhum funcionário está autorizado a solicitar senhas, códigos ou transferências em ligações, mensagens ou e-mails. O banco também não orienta clientes a realizar “testes” em caixas eletrônicos ou enviar valores “para garantir segurança”.

A instituição destaca ainda que todos os procedimentos oficiais devem ser realizados exclusivamente pelos canais oficiais, como o aplicativo, site, agências e terminais de autoatendimento.


O perigo começa antes: o golpe do link falso

Grande parte das fraudes começa bem antes da ligação. Os criminosos costumam enviar mensagens falsas por SMS, WhatsApp ou e-mail, que imitam comunicações do próprio banco. Esses textos geralmente trazem links com ofertas, avisos de “pontos expirando” ou supostas atualizações cadastrais.

Ao clicar, o cliente é direcionado para uma página falsa com o logotipo do Banco do Brasil, onde insere dados de acesso e autenticação. Esses dados são então usados pelos criminosos para montar uma ligação convincente, na qual o golpista parece já saber tudo sobre o cliente — reforçando a ilusão de legitimidade.

Esse tipo de fraude é conhecido como phishing, uma das táticas mais comuns no cibercrime moderno. “Quando o cliente fornece seus dados em uma página falsa, o golpista passa a ter acesso a informações que tornam o contato telefônico muito mais persuasivo”, explica o especialista.


O que fazer se receber uma ligação suspeita

A recomendação do Banco do Brasil é não interagir com mensagens nem ligações suspeitas. Caso o cliente receba um contato inesperado com pedidos de senha, token ou transferência, deve encerrar imediatamente a chamada e procurar o banco pelos canais oficiais.

O atendimento legítimo pode ser feito por meio do aplicativo do BB, do internet banking, do chat oficial ou pessoalmente em uma agência.

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Confira algumas orientações do banco para evitar cair no golpe:

  • Nunca forneça senhas ou códigos de autenticação por telefone, mensagem ou e-mail;
  • Não clique em links enviados por SMS, WhatsApp ou e-mail, mesmo que pareçam oficiais;
  • Não realize transferências via Pix sob orientação de supostos atendentes;
  • Desconfie de qualquer contato que exija pressa ou alegue bloqueio imediato da conta;
  • Verifique o site oficial do Banco do Brasil antes de inserir dados pessoais.

Como denunciar tentativas de fraude

O Banco do Brasil orienta que qualquer tentativa de golpe seja imediatamente comunicada por meio dos canais de denúncia disponíveis no aplicativo e no site oficial. O cliente também pode registrar ocorrência policial e encaminhar o número utilizado pelos criminosos para bloqueio.

Além disso, a instituição mantém uma equipe especializada em segurança digital que monitora em tempo real tentativas de fraude, páginas falsas e campanhas de phishing. O objetivo é agir rapidamente para retirar do ar sites fraudulentos e alertar os clientes.

Segundo o BB, campanhas educativas e comunicados oficiais continuarão sendo divulgados nas redes sociais e canais institucionais, com foco na conscientização e prevenção. A recomendação é que os correntistas estejam sempre atentos a atualizações de segurança.


Segurança digital é responsabilidade compartilhada

Educação financeira e atenção redobrada

O alerta do Banco do Brasil reforça uma realidade cada vez mais evidente: a segurança digital depende tanto da tecnologia quanto da atenção do usuário. Mesmo com investimentos em sistemas avançados de proteção, a vulnerabilidade humana ainda é o elo mais explorado pelos golpistas.

Por isso, especialistas defendem que a educação financeira e digital seja parte essencial do cotidiano bancário. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de comportamento. Saber identificar sinais de fraude é hoje uma habilidade indispensável”, conclui o especialista.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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