O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou a distribuição de R$ 1,91 bilhão em Juros sobre Capital Próprio (JCP), referente ao primeiro trimestre de 2025. O comunicado foi feito na noite desta quinta-feira (15), junto à divulgação do resultado trimestral.
Banco do Brasil aprova distribuição de R$ 1,91 bilhão em juros sobre capital próprio
Banco do Brasil (BBAS3) aprova R$ 1,91 bilhão em Juros sobre Capital Próprio referentes ao 1T25. Pagamento será feito em junho.
O montante aprovado corresponde ao valor bruto de R$ 0,33425840109 por ação ordinária. O pagamento será realizado em 12 de junho de 2025, com base na posição acionária de 2 de junho de 2025.
O que são Juros sobre Capital Próprio?

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Conceito e funcionamento
Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) são uma forma de remuneração oferecida pelas empresas aos seus acionistas. Diferente dos dividendos, os JCP têm implicações fiscais específicas: eles são dedutíveis do lucro tributável da empresa, o que torna essa modalidade vantajosa do ponto de vista fiscal para as companhias.
Como os investidores recebem?
Quem possui ações BBAS3 até o fechamento do pregão em 2 de junho de 2025 terá direito ao recebimento. O pagamento será feito de forma automática na conta cadastrada na corretora ou banco custodiante.
Calendário de pagamento: fique atento às datas
Datas importantes:
- Data de corte (base acionária): 2 de junho de 2025
- Data “ex” (ações sem direito ao JCP): 3 de junho de 2025
- Data de pagamento: 12 de junho de 2025
Proventos anteriores: R$ 852 milhões já foram pagos
Além do valor anunciado agora, o Banco do Brasil informou que R$ 852,492 milhões já haviam sido pagos em 21 de março de 2025 como remuneração antecipada aos acionistas também sob a forma de JCP.
Esse pagamento anterior não interfere no novo valor anunciado, sendo contabilizado separadamente como parte da política regular de distribuição de lucros da instituição.
Lucro no primeiro trimestre
Apesar da queda de 20,7% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2025, o Banco do Brasil manteve uma política de distribuição de proventos considerada atrativa. O lucro divulgado foi de R$ 7,37 bilhões, abaixo das expectativas do mercado.
Mesmo assim, a distribuição de R$ 1,91 bilhão em JCP reforça o compromisso do banco com a remuneração dos acionistas, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador.
Como declarar JCP no Imposto de Renda?
Tributação dos Juros sobre Capital Próprio
Os JCP são tributados na fonte à alíquota de 15%, o que significa que o investidor recebe o valor líquido já com o desconto do imposto. No entanto, é preciso declarar o valor bruto (antes da dedução do IR) no campo “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva” da declaração de Imposto de Renda.
Impacto nos acionistas e na estratégia da empresa
Visão do mercado
Apesar do lucro menor, a manutenção dos pagamentos demonstra solidez financeira e compromisso com os acionistas. A remuneração recorrente em forma de JCP e dividendos é um dos atrativos de empresas estatais como o BBAS3.
Estratégia de longo prazo
A política de proventos do Banco do Brasil visa balancear a geração de valor ao acionista com a preservação do capital para investimentos estratégicos, sobretudo em tecnologia e ampliação do crédito.
Comparação com outros bancos

Como o BBAS3 se posiciona frente aos pares?
Se comparado com outras instituições financeiras de capital aberto, o Banco do Brasil mantém uma das políticas de distribuição mais estáveis do setor, frequentemente oferecendo retorno atrativo aos investidores.
Dividend Yield competitivo
Com base nos pagamentos de proventos ao longo dos últimos 12 meses, o BBAS3 apresenta um dividend yield anualizado em torno de 9%, considerado elevado no setor financeiro e atrativo frente à taxa Selic.
Vale a pena investir?
Perfil do investidor
A consistência nos pagamentos de proventos, combinada com fundamentos sólidos e governança aprimorada, torna o papel uma escolha comum entre os chamados investidores “buy and hold”.
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Riscos a considerar
Como toda empresa estatal, o Banco do Brasil está sujeito a interferências políticas e mudanças de direcionamento estratégico. Além disso, oscilações na economia e no setor bancário podem impactar os lucros e, por consequência, os proventos.
FAQ – Perguntas frequentes
Quando o JCP será pago?
O pagamento será feito no dia 12 de junho de 2025.
Quem tem direito a receber?
Todos os investidores que tiverem ações BBAS3 até 2 de junho de 2025.
Qual o valor por ação?
O valor bruto é de R$ 0,33425840109 por ação ordinária.
Qual a diferença entre dividendos e JCP?
O JCP tem tributação de 15% na fonte e é dedutível do lucro da empresa, ao contrário dos dividendos, que são isentos para o acionista e não dedutíveis para a empresa.
O valor já está com o imposto descontado?
Não. O valor anunciado é bruto. O investidor receberá 85% do valor, já com o imposto de 15% retido na fonte.
Considerações finais
A nova distribuição de JCP pelo Banco do Brasil reforça a atratividade do papel BBAS3 para investidores focados em renda. Mesmo com um lucro abaixo do esperado, a política de remuneração segue forte, com repasses consistentes e datas previsíveis.
Com o pagamento programado para junho e base acionária definida, os investidores devem ficar atentos ao calendário para garantir o direito ao recebimento. A ação continua sendo uma escolha relevante dentro da carteira de dividendos, especialmente em um cenário de juros elevados, onde a previsibilidade de fluxo de caixa é valorizada.
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