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Banco do Brasil movimenta R$ 1,5 bilhão em renegociação de dívidas

Banco do Brasil renegociou mais de R$ 1,5 bilhão em dívidas pelo Desenrola e outras modalidades. Veja quem pode negociar e como funciona.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Banco do Brasil

O Banco do Brasil anunciou que renegociou mais de R$ 1,58 bilhão em dívidas em pouco mais de uma semana, considerando operações realizadas nas diferentes frentes do programa Desenrola e também acordos firmados diretamente com clientes fora da iniciativa federal.

Os números reforçam o avanço das políticas de renegociação de crédito em meio ao cenário de alto endividamento das famílias brasileiras. Segundo o banco, os acordos envolveram pessoas físicas, empresas, produtores rurais e estudantes com contratos vinculados ao FIES.

A instituição financeira afirma que o movimento busca estimular a recuperação econômica, reduzir a inadimplência e facilitar o retorno do consumidor ao mercado de crédito.

Novo Desenrola impulsiona

Leia mais: Banco do Brasil revisa lucro e aponta impacto do agronegócio

Dentro do Novo Desenrola, o Banco do Brasil informou ter realizado 78,2 mil operações de renegociação com pessoas físicas, totalizando R$ 103,3 milhões.

Além disso, clientes que não se enquadravam no programa federal também aderiram às negociações diretamente com o banco. Nesse grupo, foram registradas mais de 90,2 mil operações, que somaram R$ 508,2 milhões.

Os dados mostram que muitos consumidores continuam buscando alternativas para reorganizar as finanças mesmo fora dos programas governamentais.

Descontos podem chegar a 90%

Além dos abatimentos, o banco disponibiliza:

  • Parcelamento estendido;
  • Entrada reduzida;
  • Flexibilidade de pagamento;
  • Negociação digital;
  • Condições personalizadas conforme o histórico do cliente.

Essa estratégia vem sendo adotada por diversas instituições financeiras para reduzir os índices de inadimplência e recuperar operações em atraso.

Empresas também aderem às renegociações

O setor empresarial concentrou a maior parte dos valores negociados no período.

De acordo com o levantamento do Banco do Brasil, as linhas do Desenrola Empresas, incluindo operações ligadas ao Pronampe e Procred, movimentaram R$ 845 milhões em renegociações para cerca de 6,7 mil empresas.

O resultado mostra que pequenas e médias empresas seguem enfrentando dificuldades de fluxo de caixa, principalmente após o aumento do custo do crédito nos últimos anos.

Pronampe continua sendo alternativa para pequenos negócios

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, conhecido como Pronampe, permanece como uma das principais ferramentas de apoio ao setor produtivo.

Entre os benefícios normalmente oferecidos estão:

BenefícioObjetivo
Alongamento da dívidaReduzir impacto das parcelas
Taxas diferenciadasFacilitar pagamento
Renegociação simplificadaDiminuir burocracia
Recuperação de créditoPermitir novos financiamentos

Especialistas do mercado financeiro apontam que renegociar dívidas empresariais pode ajudar negócios a retomarem investimentos e evitarem restrições de crédito futuras.

Desenrola Rural atende produtores rurais

Outra frente destacada pelo Banco do Brasil foi o Desenrola Rural.

Segundo a instituição, já foram renegociados R$ 4,5 milhões em operações voltadas ao agronegócio, beneficiando aproximadamente mil produtores rurais em várias regiões do país.

A modalidade busca apoiar agricultores que enfrentaram dificuldades financeiras causadas por fatores como:

  • Oscilações climáticas;
  • Quebra de safra;
  • Alta dos custos de produção;
  • Endividamento bancário;
  • Redução de margem operacional.

Banco do Brasil renegocia contratos do FIES

O Banco do Brasil também informou avanços no Desenrola FIES, modalidade destinada à renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil.

Segundo os dados divulgados, foram renegociados R$ 119 milhões em contratos, totalizando 9,4 mil acordos com estudantes e ex-estudantes.

A renegociação do FIES vem sendo procurada principalmente por beneficiários que acumularam parcelas em atraso após a conclusão do curso superior.

Quem pode renegociar?

As condições podem variar conforme o contrato e o tempo de inadimplência, mas geralmente incluem:

  • Parcelamento ampliado;
  • Descontos sobre encargos;
  • Redução de juros;
  • Regularização do nome do estudante.

O objetivo é permitir que os beneficiários retomem a adimplência sem comprometer completamente o orçamento mensal.

Como renegociar?

O Banco do Brasil disponibiliza diferentes canais de atendimento para renegociação.

Entre as opções estão:

  • Aplicativo BB;
  • Internet Banking;
  • Agências físicas;
  • Central telefônica;
  • WhatsApp oficial.

O atendimento via WhatsApp ocorre pelo número oficial (61) 4004-0001.

Passo a passo

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Pelo aplicativo ou internet banking

  1. Acesse sua conta;
  2. Procure a área de renegociação;
  3. Consulte contratos disponíveis;
  4. Escolha a proposta;
  5. Formalize o acordo.

Pelo WhatsApp oficial

  1. Adicione o número oficial do BB;
  2. Inicie o atendimento;
  3. Faça autenticação;
  4. Consulte ofertas;
  5. Finalize a negociação.

Banco alerta para golpes em renegociações

O Banco do Brasil também fez um alerta sobre tentativas de fraude envolvendo falsas renegociações de dívidas.

A instituição informou que não solicita:

  • Senhas completas;
  • Códigos de segurança;
  • Pagamentos antecipados;
  • Dados completos de cartões.

O banco recomenda que clientes utilizem apenas os canais oficiais e interrompam imediatamente contatos suspeitos recebidos por redes sociais, ligações ou mensagens desconhecidas.

Como identificar?

Alguns sinais de alerta incluem:

Situação suspeitaPossível risco
Pedido de PIX antecipadoFraude financeira
Links desconhecidosRoubo de dados
Pressão para pagamento imediatoGolpe
Contato fora dos canais oficiaisFalsa central

Especialistas em segurança digital orientam consumidores a confirmar qualquer proposta diretamente nos canais oficiais da instituição financeira.

Perspectiva para o mercado de crédito

O avanço das renegociações indica uma tentativa conjunta de bancos e governo de reduzir a inadimplência e estimular a circulação de crédito na economia.

Programas como o Desenrola têm sido usados como mecanismo para reaquecer o consumo, permitir reorganização financeira das famílias e melhorar a saúde do sistema bancário.

Para os bancos, a renegociação também representa oportunidade de recuperar créditos considerados de maior risco e reduzir perdas com inadimplência prolongada.

Considerações finais

O Banco do Brasil ultrapassou a marca de R$ 1,5 bilhão em renegociação de dívidas ao ampliar acordos com pessoas físicas, empresas, produtores rurais e estudantes. O resultado evidencia a forte demanda por soluções de reorganização financeira no país e reforça a importância dos programas de renegociação no atual cenário econômico brasileiro.

Com descontos elevados, parcelamentos flexíveis e canais digitais de atendimento, a tendência é que mais consumidores busquem acordos para recuperar o acesso ao crédito e equilibrar o orçamento nos próximos meses.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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