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Bancos e governo discutem o fim do crédito rotativo no cartão

O crédito rotativo do cartão é uma das modalidades mais caras de empréstimos disponíveis no mercado. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Imagens de alguns cartões de crédito postos em formato de leque.

O crédito rotativo do cartão é uma das modalidades com os juros mais caros do mercado. No final de 2022, a taxa chegou a 409,3%, o maior patamar histórico. Diante desse cenário, o governo e as instituições do setor financeiro buscam alternativas. Uma delas, inclusive, trata sobre a possibilidade de extinguir esse serviço. 

Para tratar sobre o assunto, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criou um grupo de trabalho com o Ministério da Fazenda e o Banco Central em abril. Desde então, diversas medidas têm entrado no debate. 

De acordo com informações divulgadas pelo Estadão, a ideia de encerrar o oferecimento do cartão rotativo veio dos próprios bancos. No entanto, outras opções têm sido levadas em consideração pelos membros.

Crédito rotativo: como funciona?

O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado quando o cliente não consegue pagar o valor total da fatura na data de vencimento. Dessa forma, a diferença que falta se transforma em uma espécie de empréstimo e a partir de então, juros começam a ser cobrados sobre o valor restante.

Acontece que, como os juros são altos nesta modalidade, a dívida acaba atingindo um alto valor, o que dificulta a quitação pelo cliente. É por isso que os analistas recomendam outras opções de crédito em situações emergenciais. 

Medidas para reduzir os juros do crédito rotativo 

Inicialmente, o grupo de trabalho passou a discutir três medidas principais para lidar com os altos juros do cartão de crédito rotativo. As informações são do O Globo. Veja.

  • Diferenciação na taxa de juros entre os clientes que caem no crédito rotativo com frequência e aqueles que conseguem quitar a dívida rapidamente;
  • Incentivar a competição entre as instituições financeiras no que diz respeito ao serviço para que a taxa possa ser reduzida;
  • Determinação para que as empresas passem a notificar o cliente sobre o crédito rotativo;
  • Criação de financiamentos por partes dos bancos para que não seja preciso acionar o crédito. 

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Agora, nas reuniões mais recentes, os membros que fazem parte do grupo passaram a considerar as seguintes questões:

  • Cobrança de taxas fixas no parcelado sem juros;
  • Aplicação de tarifas mais altas aos comerciantes;
  • Escalonar taxas de juros com a redução do período de um mês para ação imediata.

Imagem: Suradech Prapairat / Shutterstock.com

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Rafaela Medolago

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Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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