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Nova norma do BC impede que contas fraudulentas recebam pagamentos

BC aprova norma que obriga bancos a rejeitar transações destinadas a contas suspeitas de fraude. Veja mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Imagem da fachada do Banco Central

O Banco Central (BC) anunciou a aprovação de uma nova norma que obriga todas as instituições financeiras a rejeitarem pagamentos destinados a contas suspeitas de fraude. A determinação, que entra em vigor imediatamente e terá adaptação completa até 13 de outubro, busca reforçar os mecanismos de proteção do Sistema Financeiro Nacional diante do aumento das tentativas de golpe, crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro.

A medida passa a valer para qualquer instrumento de pagamento, incluindo transferências bancárias, PIX, boletos e cartões. Com isso, o Brasil fortalece seu aparato de segurança contra a atuação de grupos criminosos que utilizam contas de pessoas físicas e jurídicas para movimentar recursos ilícitos.

O que muda com a nova norma do Banco Central

BC
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Obrigações das instituições financeiras

Os bancos e demais participantes do sistema de pagamentos terão de adotar mecanismos capazes de identificar, em tempo real, indícios de fraude. Entre os critérios que poderão ser utilizados estão dados de sistemas eletrônicos de monitoramento, registros internos, bases públicas e privadas, além de informações compartilhadas entre instituições.

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Bloqueio imediato de pagamentos suspeitos

Caso seja constatada a suspeita fundamentada, a transação deverá ser automaticamente rejeitada. O objetivo é impedir que contas fraudulentas recebam valores e que os recursos sejam rapidamente pulverizados para dificultar a rastreabilidade.

Adequação até outubro

Apesar de já estar em vigor, a norma estabelece prazo até 13 de outubro para que todas as instituições adaptem seus sistemas. Isso significa que bancos que ainda não possuem ferramentas automatizadas de bloqueio terão de realizar ajustes técnicos urgentes.

Contexto da medida

Crescente atuação do crime organizado

Nos últimos anos, o Sistema Financeiro Nacional tem sido alvo de ataques que envolvem não apenas hackers, mas também grupos organizados que utilizam contas abertas fraudulentamente ou alugadas para movimentar recursos ilegais.

Reforço de protocolos de segurança

A medida faz parte de um conjunto de ações recentes do Banco Central voltadas a aumentar a segurança do sistema financeiro. Entre elas, estão a criação de barreiras adicionais no uso do PIX e a exigência de monitoramento mais rígido das operações suspeitas.

Impacto para clientes e bancos

Para os clientes, a norma representa maior segurança nas transações digitais, reduzindo o risco de que seus pagamentos sejam desviados para contas fraudulentas. Já para os bancos, o desafio será integrar suas plataformas de análise de risco a diferentes bases de dados para garantir uma resposta eficiente e sem atrasos.

Importância da norma para o sistema financeiro

Prevenção à lavagem de dinheiro

A rejeição automática de pagamentos a contas fraudulentas representa um avanço no combate à lavagem de dinheiro. Ao impedir que recursos ilícitos circulem no sistema, a norma dificulta o processo de ocultação de origem criminosa.

Proteção de consumidores e empresas

Golpes envolvendo transferências para contas falsas têm crescido de forma preocupante. A nova determinação contribui para reduzir prejuízos de consumidores, pequenas empresas e até grandes corporações que sofrem com fraudes digitais.

Alinhamento internacional

O reforço da legislação também aproxima o Brasil das melhores práticas internacionais no combate a crimes financeiros. Países com sistemas robustos de monitoramento de transações já utilizam normas semelhantes para garantir maior integridade ao fluxo de pagamentos.

Desafios para implementação

Custos tecnológicos

Adequar sistemas de monitoramento em tempo real exige investimentos significativos em tecnologia, inteligência artificial e segurança cibernética. Pequenos bancos e fintechs podem enfrentar maiores dificuldades nesse processo.

Risco de bloqueios indevidos

Um dos desafios será evitar falsos positivos, ou seja, casos em que transações legítimas sejam bloqueadas por suspeita de fraude. Para minimizar esse risco, será fundamental o uso de algoritmos sofisticados e análise de dados de múltiplas fontes.

Necessidade de cooperação entre instituições

A efetividade da norma dependerá da capacidade de bancos e demais participantes do sistema financeiro compartilharem informações sobre contas suspeitas. A cooperação entre instituições será determinante para reduzir brechas e garantir a segurança do sistema.

Repercussão no setor financeiro

Avaliação da Febraban

A Federação Brasileira de Bancos considerou a norma um avanço essencial na luta contra crimes financeiros. Para a entidade, a obrigatoriedade padroniza práticas que já eram adotadas por alguns bancos, fortalecendo a segurança coletiva.

Perspectiva do mercado

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Especialistas em segurança digital avaliam que a medida tende a reduzir significativamente a circulação de recursos ilícitos, mas alertam que os criminosos podem buscar novas formas de burlar o sistema, exigindo constante atualização das ferramentas de monitoramento.

Próximos passos e expectativas

Imagem da fachada do Banco Central do Brasil
Imagem: Adilson Sochodolak / Shutterstock.com

Adaptação do setor até outubro

O prazo dado pelo Banco Central coloca pressão sobre o setor financeiro, que precisará acelerar a modernização de seus sistemas. A expectativa é que, até a data limite, todas as instituições estejam aptas a cumprir a exigência.

Monitoramento contínuo

O Banco Central deverá acompanhar de perto a implementação da norma e poderá propor novos ajustes, caso identifique falhas ou lacunas no processo de prevenção a fraudes.

FAQ – Perguntas frequentes

O que prevê a nova norma do Banco Central?

A norma determina que bancos e instituições financeiras rejeitem pagamentos destinados a contas suspeitas de envolvimento em fraudes.

Quando a medida entra em vigor?

A norma já está em vigor, mas os bancos têm até 13 de outubro para adequar seus sistemas de forma completa.

Quais meios de pagamento estão incluídos?

Todos os instrumentos de pagamento estão abrangidos, como PIX, TED, DOC, boletos e cartões.

Como os bancos vão identificar contas fraudulentas?

As instituições utilizarão informações de sistemas eletrônicos, bases de dados públicas e privadas e registros internos para avaliar suspeitas de fraude.

Considerações finais

Com o prazo até 13 de outubro para plena adaptação, o setor financeiro terá de se mobilizar rapidamente para garantir a eficácia do novo protocolo. Se bem implementada, a norma pode reduzir consideravelmente a incidência de golpes envolvendo transferências bancárias, consolidando um ambiente mais seguro e transparente para todos os usuários do sistema.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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