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Banco Central aponta que R$ 10,69 bilhões estão esquecidos por 48 milhões de brasileiros

O BC atualiza o Sistema de Valores a Receber, mostrando que R$ 10,69 bilhões estão disponíveis para resgate por 48 milhões de brasileiros.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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O Banco Central (BC) divulgou nesta semana que cerca de R$ 10,69 bilhões permanecem “esquecidos” em bancos e outras instituições financeiras, disponíveis para resgate por 48 milhões de consumidores e 4,6 milhões de empresas. O levantamento foi feito por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), plataforma criada pelo BC para que pessoas físicas e jurídicas consultem se possuem recursos não resgatados.

O que é o sistema?

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

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O sistema permite que consumidores e empresas descubram e recuperem recursos esquecidos em instituições financeiras, oferecendo um processo seguro e ágil para resgatar valores que estavam parados.

Comparativo com meses anteriores

O valor disponível em julho supera em um vírgula vinte e dois por cento o registrado em junho, que era de dez bilhões e quinhentos e sessenta milhões de reais. Comparado a janeiro, quando o montante somava nove bilhões e cinquenta milhões de reais, o crescimento ultrapassa dezoito por cento, indicando que os recursos esquecidos vêm aumentando de forma consistente ao longo do ano.

Distribuição por tipo de instituição

Os dados do BC mostram que os valores estão distribuídos da seguinte forma:

  • Bancos: R$ 5,8 bilhões;
  • Administradoras de consórcios: R$ 3,45 bilhões;
  • Cooperativas: R$ 838,9 milhões;
  • Instituições de pagamento: R$ 356,2 milhões;
  • Financeiras: R$ 189,7 milhões;
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 10,3 milhões;
  • Outras instituições: R$ 31,8 milhões.

Valores individuais

A maior parte dos recursos disponíveis corresponde a valores pequenos:

  • Até R$ 10: 64,5%;
  • Entre R$ 10,01 e R$ 100: 23,9%;
  • De R$ 100,01 a R$ 1.000: 9,6%;
  • Acima de R$ 1.000: apenas 1,8%.

Essa distribuição mostra que muitos brasileiros possuem pequenos valores esquecidos que podem ser rapidamente resgatados.

Resgates já realizados

  • 29,4 milhões de pessoas físicas receberam R$ 8,4 bilhões;
  • 3 milhões de empresas recuperaram R$ 2,96 bilhões.

Somente em junho, o valor devolvido atingiu R$ 310 milhões. Esses números reforçam a importância do sistema para garantir que recursos não fiquem parados.

Como consultar os valores esquecidos

A consulta é totalmente online e gratuita. Para acessar:

  1. Entre no site oficial do sistema;
  2. Informe seu CPF e data de nascimento;
  3. Clique em “Consultar”.

Para pessoas falecidas

Valores podem ser resgatados por representantes legais, incluindo herdeiros, inventariantes ou testamentários. O procedimento exige:

  • Inclusão de informações do representante legal;
  • Seguir os passos do SVR para solicitar o resgate.

Requisitos para solicitar o resgate

  1. Aceitar o termo de responsabilidade;
  2. Conferir o valor disponível e a instituição responsável pela devolução;
  3. Escolher a forma de recebimento:

Via Pix

  • Devolução em até 12 dias úteis;
  • Informar os dados pessoais;
  • Anotar o número do protocolo para contato futuro, se necessário.

Via instituição

  • Para quem não possui Pix;
  • Contato direto com a instituição financeira para definir a forma de saque;
  • Seguir os canais de atendimento disponibilizados pelo sistema.

Origem do dinheiro esquecido

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Os recursos podem ter diversas origens, incluindo:

  • Tarifas cobradas indevidamente;
  • Recursos de grupos de consórcio encerrados;
  • Parcelas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • Cotas de capital ou sobras de cooperativas;
  • Contas de registro encerradas em corretoras e distribuidoras.

Esses valores ficam retidos até que o titular solicite o resgate pelo SVR.

Cuidados para evitar golpes

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Imagem: Brastock / shutterstock.com

O Banco Central alerta que todos os serviços são gratuitos e que o único site oficial para consulta é https://valoresareceber.bcb.gov.br. Alguns cuidados importantes:

  • Nenhuma instituição pedirá sua senha;
  • O BC não envia links nem solicita dados pessoais por contato direto;
  • Evitar qualquer pagamento para ter acesso aos valores.

Seguindo essas orientações, o resgate é seguro e rápido.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Quem pode consultar os valores esquecidos?
Qualquer pessoa física ou jurídica com CPF ou CNPJ registrado no SVR. Valores de pessoas falecidas podem ser consultados por representantes legais.

2. Qual o valor total disponível?
R$ 10,69 bilhões, divididos entre 48 milhões de pessoas físicas e 4,6 milhões de empresas.

3. Como é feito o pagamento?
Via Pix em até 12 dias úteis ou por meio de contato direto com a instituição financeira para outras formas de saque.

4. Quais instituições têm valores a devolver?
Bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras, entre outras.

Considerações finais

O Sistema de Valores a Receber do Banco Central é uma ferramenta essencial para que brasileiros e empresas recuperem recursos esquecidos, que somam atualmente R$ 10,69 bilhões. Com consulta online simples e gratuita, é possível verificar e solicitar o resgate de valores que, muitas vezes, estavam esquecidos há anos.

Além de oferecer transparência, o SVR garante segurança e evita que os recursos fiquem parados nas instituições financeiras. Com cuidado e atenção às regras, todos podem recuperar seus valores de forma prática, inclusive representantes legais de pessoas falecidas.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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