Na última quarta-feira (4), o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), afirmou que aqueles que se endividaram ao contratar o empréstimo consignado do Auxílio Brasil receberão atenção especial do governo federal. Dessa forma, será criado um programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil.
Beneficiários estão assustados com o desconto do consignado do Auxílio Brasil
Aqueles que se endividaram ao contratar o empréstimo consignado do Auxílio Brasil receberão atenção especial do governo federal. Veja mais
“É grave o problema dos endividados do Auxílio Brasil ou do Bolsa Família, o chamado consignado. Primeiro, já do ponto de vista da própria legalidade. O programa foi usado, no período de eleição, com objetivos claramente eleitorais. O presidente Lula já demonstrou sensibilidade com o tema desde a campanha”, afirmou o ministro.
Perdão da dívida
À vista disso, estima-se que cerca de 3,5 milhões de beneficiários do programa social contrataram o consignado, o que gerou um débito de R$ 9,5 bilhões. Assim, com a sinalização do governo, muitos esperam que a dívida seja perdoada.
No entanto, Dias afirmou que o Executivo ainda trabalha em um projeto para resolver esse impasse. “Tão logo o projeto esteja pronto, certamente o presidente Lula vai lançar para o Brasil. E essa área relacionada ao Bolsa Família será tratada entre outros endividados do Brasil inteiro, das mais diferentes áreas”, informou o petista.
Portanto, o programa de renegociação de dívidas contemplará todos os brasileiros. Então, é muito provável que não haverá o perdão da dívida contraída com o consignado do Auxílio Brasil, mas, o beneficiário poderá ter acesso a parcelas menores, além de juros reduzidos.
Preocupação com o consignado do Auxílio Brasil
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Em suma, para muitas pessoas, em situação de pobreza e extrema pobreza, o Bolsa Família é a única fonte de renda para o sustento da família. Dessa forma, o desconto no benefício pode deixá-los sem dinheiro para itens essenciais, como comida e higiene.
Além disso, o novo governo também critica os juros elevados da modalidade. Visto que, antes mesmo de ser lançado, especialistas já alertavam para o alto risco de endividamento, principalmente devido ao teto de juros fixado em 3,50%, maior do que incide em consignados para servidores públicos e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Imagem: Antonio Guillem / Shutterstock.com
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