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Beneficiários estão assustados com o desconto do consignado do Auxílio Brasil

Aqueles que se endividaram ao contratar o empréstimo consignado do Auxílio Brasil receberão atenção especial do governo federal. Veja mais

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Mulher segurando um celular com expressão facial de preocupação, roendo as unhas

Na última quarta-feira (4), o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), afirmou que aqueles que se endividaram ao contratar o empréstimo consignado do Auxílio Brasil receberão atenção especial do governo federal. Dessa forma, será criado um programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil.

“É grave o problema dos endividados do Auxílio Brasil ou do Bolsa Família, o chamado consignado. Primeiro, já do ponto de vista da própria legalidade. O programa foi usado, no período de eleição, com objetivos claramente eleitorais. O presidente Lula já demonstrou sensibilidade com o tema desde a campanha”, afirmou o ministro.

Perdão da dívida

À vista disso, estima-se que cerca de 3,5 milhões de beneficiários do programa social contrataram o consignado, o que gerou um débito de R$ 9,5 bilhões. Assim, com a sinalização do governo, muitos esperam que a dívida seja perdoada.

No entanto, Dias afirmou que o Executivo ainda trabalha em um projeto para resolver esse impasse. “Tão logo o projeto esteja pronto, certamente o presidente Lula vai lançar para o Brasil. E essa área relacionada ao Bolsa Família será tratada entre outros endividados do Brasil inteiro, das mais diferentes áreas”, informou o petista.

Portanto, o programa de renegociação de dívidas contemplará todos os brasileiros. Então, é muito provável que não haverá o perdão da dívida contraída com o consignado do Auxílio Brasil, mas, o beneficiário poderá ter acesso a parcelas menores, além de juros reduzidos.

Preocupação com o consignado do Auxílio Brasil

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Em suma, para muitas pessoas, em situação de pobreza e extrema pobreza, o Bolsa Família é a única fonte de renda para o sustento da família. Dessa forma, o desconto no benefício pode deixá-los sem dinheiro para itens essenciais, como comida e higiene.

Além disso, o novo governo também critica os juros elevados da modalidade. Visto que, antes mesmo de ser lançado, especialistas já alertavam para o alto risco de endividamento, principalmente devido ao teto de juros fixado em 3,50%, maior do que incide em consignados para servidores públicos e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Imagem: Antonio Guillem / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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