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Caixa terá que arcar com prejuízos gerados pelo consignado do Auxílio Brasil?

Avatar de Rafaela Medolago Rafaela Medolago · · 2 min de leitura
Celular mostrando tela inicial aplicativo Auxílio Brasil. Ao fundo, logo do programa.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, um possível perdão às dívidas contraídas pelos beneficiários do Auxílio Brasil deve ser discutido em conjunto com a Caixa Econômica Federal. A medida seria para pessoas que contrataram o empréstimo consignado vinculado ao programa social.

O novo chefe do órgão ainda afirmou que não descarta a possibilidade de a própria instituição financeira ter que arcar com os custos, caso o endividamento entre as famílias brasileiras aumente de forma expressiva. 

O perdão das dívidas relacionadas à modalidade de crédito lançada pelo governo anterior começou a ser debatido por membros do atual governo recentemente. A linha de empréstimo, no entanto, tem sido criticada desde antes mesmo da regulamentação. 

Prejuízos do empréstimo consignado

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, chegou a falar em uma possível anistia aos endividados pela modalidade de empréstimo do Auxílio Brasil. Além disso, há também a possibilidade de tais famílias serem atendidas pelo novo programa de renegociação de dívidas, o “Desenrola”. 

Em entrevista à Folha de São Paulo, Ceron afirmou ser contra o consignado do auxílio e diz que a discussão ainda não chegou à sua secretaria. Contudo, defende a ideia de realizar uma análise para saber qual a situação desses brasileiros, além de debater, com a Caixa, uma maneira de reverter os prejuízos. 

A Caixa Econômica Federal foi um dos principais bancos a operar o serviço desde que ele foi regulamentado. A instituição financeira passou a oferecer o crédito ao público do programa no mês de outubro de 2022. 

Consignado do Auxílio Brasil

O empréstimo consignado do Auxílio Brasil foi lançado pelo governo Bolsonaro para as famílias de baixa renda que compõem o público do programa. Por meio da linha de crédito, as parcelas são descontadas automaticamente do valor do auxílio na conta do cidadão. 

Antes mesmo da liberação, analistas já criticavam a novidade do governo. Depois que os bancos começaram a oferecer o serviço, as reclamações e problemas não pararam. 

Agora, ao que tudo indica, o governo Lula estuda maneiras de resolver as dívidas e não piorar ainda mais a situação dos brasileiros em situação de vulnerabilidade social. 

Imagem: rafapress/shutterstock.com

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