Uma decisão histórica aprovada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) colocou os trabalhadores de aplicativos no centro do debate global sobre direitos trabalhistas e garantias de salário. A nova Convenção sobre Trabalho Decente na Economia de Plataformas estabelece diretrizes para ampliar a proteção social de motoristas de aplicativos, entregadores e outros profissionais que atuam por meio de plataformas digitais, incluindo discussões sobre remuneração mínima, renda digna e melhores condições de trabalho.
Benefício destinado a motoristas de aplicativo prevê pagamento de até 1 salário mínimo
Motoristas de aplicativo podem ter direito a benefício do INSS de pelo menos um salário mínimo. Veja regras, requisitos e como solicitar.
A aprovação do texto gerou repercussão em diversos países, incluindo o Brasil, onde milhões de pessoas dependem da renda obtida em aplicativos de transporte e entrega. Entre os pontos que mais chamaram atenção está a possibilidade de garantir uma remuneração mínima para trabalhadores das plataformas, além de direitos relacionados à transparência dos algoritmos, proteção social e melhores condições de trabalho.
Embora a medida ainda não represente um benefício liberado imediatamente para os motoristas brasileiros, ela pode influenciar futuras mudanças na legislação nacional e transformar a relação entre trabalhadores e empresas de tecnologia.
O que foi aprovado pela OIT?
A Organização Internacional do Trabalho aprovou uma nova convenção voltada especificamente para trabalhadores da economia de plataformas.

O documento busca estabelecer parâmetros internacionais para proteger profissionais que atuam por meio de aplicativos digitais.
Leia mais:
Governo detalha isenção para categoria de motoristas de aplicativo
O que é a economia de plataformas?
A economia de plataformas engloba serviços intermediados por aplicativos e sistemas digitais.
Entre os exemplos mais conhecidos estão:
- Uber;
- 99;
- InDrive;
- iFood;
- Rappi;
- Plataformas de serviços e entregas.
Esses modelos cresceram rapidamente nos últimos anos e passaram a representar uma importante fonte de renda para milhões de pessoas em todo o mundo.
Por que a convenção foi criada?
O avanço das plataformas digitais trouxe novas oportunidades de trabalho, mas também levantou questionamentos sobre:
- Remuneração;
- Jornada de trabalho;
- Proteção social;
- Segurança;
- Direitos trabalhistas.
A OIT decidiu criar regras internacionais para orientar os países na regulamentação dessas atividades.
Motoristas de aplicativo vão receber um salário mínimo?
Essa é uma das principais dúvidas geradas após a divulgação da notícia.
A resposta curta é: ainda não
A convenção aprovada pela OIT não cria automaticamente um pagamento de um salário mínimo para todos os motoristas de aplicativo.
O documento estabelece princípios e recomendações que poderão ser incorporados pelas legislações nacionais.
O que a proposta defende?
Entre os objetivos está garantir que os trabalhadores recebam remuneração justa e compatível com as atividades exercidas.
Em alguns países, isso pode resultar na criação de mecanismos que assegurem rendimentos mínimos para profissionais de plataformas.
No entanto, cada governo deverá definir como implementar essas regras.
O que precisa acontecer para a medida valer no Brasil?
A aprovação internacional representa apenas uma etapa do processo.
Ratificação pelo país
Para produzir efeitos concretos, a convenção precisa ser analisada e eventualmente ratificada pelo governo brasileiro.
Regulamentação nacional
Mesmo após eventual ratificação, será necessário criar regras específicas para aplicação prática das medidas.
Isso envolve debates entre:
- Governo federal;
- Congresso Nacional;
- Empresas de tecnologia;
- Representantes dos trabalhadores;
- Especialistas em direito do trabalho.
Quantos brasileiros trabalham por aplicativos?
O trabalho mediado por plataformas cresceu significativamente na última década.
Segundo levantamentos de órgãos oficiais e instituições de pesquisa, milhões de brasileiros obtêm renda por meio de aplicativos de transporte e entrega.
Perfil dos trabalhadores
Muitos profissionais utilizam os aplicativos como:
- Fonte principal de renda;
- Complemento salarial;
- Alternativa ao desemprego;
- Atividade autônoma.
Essa diversidade torna a regulamentação um desafio complexo.
Quais direitos podem surgir com a nova convenção?
A discussão vai muito além da remuneração mínima.
Transparência dos algoritmos
Um dos temas centrais envolve o funcionamento dos sistemas que distribuem corridas, entregas e oportunidades de trabalho.
Hoje, muitos trabalhadores desconhecem exatamente como os algoritmos tomam decisões.
A proposta prevê maior transparência nesses processos.
Direito à informação
Os profissionais poderão ter acesso mais claro a critérios utilizados para:
- Distribuição de chamadas;
- Avaliações;
- Suspensões;
- Bloqueios de contas.
Proteção contra decisões automatizadas
Outra preocupação é evitar punições baseadas exclusivamente em sistemas automáticos sem possibilidade de contestação.
Como funcionam os algoritmos atualmente?
Os aplicativos utilizam inteligência artificial e sistemas automatizados para gerenciar milhões de operações diariamente.
O que os algoritmos fazem?
Eles podem definir:
- Prioridade de corridas;
- Distribuição de pedidos;
- Dinâmica de preços;
- Avaliações de desempenho.
Embora eficientes para as empresas, esses mecanismos frequentemente geram dúvidas entre os trabalhadores.
O impacto da remuneração mínima para motoristas
Caso o Brasil adote modelos inspirados na convenção, uma das mudanças mais relevantes pode envolver garantias relacionadas aos rendimentos.
Maior previsibilidade financeira
Atualmente, os ganhos dependem de fatores como:
- Número de corridas;
- Demanda local;
- Horário de trabalho;
- Promoções temporárias.
Uma remuneração mínima poderia reduzir a instabilidade financeira enfrentada por muitos trabalhadores.
Exemplo prático
Imagine um motorista que permanece conectado durante várias horas em um período de baixa demanda.
Sem garantia mínima, o rendimento pode ficar abaixo do esperado.
Com regras específicas, poderiam surgir mecanismos de compensação.
As empresas serão obrigadas a contratar motoristas?
Não necessariamente.
A convenção não determina que todos os trabalhadores de aplicativos sejam transformados em empregados com carteira assinada.
Debate continua aberto
Cada país poderá adotar soluções diferentes.
Existem modelos que preservam a autonomia dos profissionais enquanto ampliam direitos e proteções.
Como outros países estão tratando o tema?
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Diversas nações já discutem regulamentações específicas.
União Europeia
Países europeus vêm debatendo critérios para definir vínculos trabalhistas e ampliar proteções.
Estados Unidos
Alguns estados criaram regras próprias para remuneração e benefícios.
América Latina
Diversos governos analisam formas de equilibrar inovação tecnológica e proteção social.
O que muda para os entregadores?
Os impactos não se limitam aos motoristas.
Entregadores de aplicativos também estão incluídos nas discussões.
Principais reivindicações
Entre as demandas da categoria estão:
- Segurança;
- Proteção previdenciária;
- Transparência;
- Remuneração adequada;
- Condições de trabalho.
Quais desafios existem para implementar essas mudanças?
A regulamentação da economia de plataformas envolve questões complexas.
Custos operacionais
As empresas argumentam que determinadas exigências podem aumentar custos.
Flexibilidade
Muitos trabalhadores valorizam a autonomia oferecida pelos aplicativos.
Equilíbrio regulatório
O desafio será encontrar soluções que garantam proteção sem comprometer a flexibilidade do modelo.
O papel da tecnologia no mercado de trabalho
O crescimento das plataformas digitais transformou profundamente o mercado de trabalho.
Novas oportunidades
Milhões de pessoas passaram a gerar renda utilizando aplicativos.
Novos desafios
Ao mesmo tempo, surgiram discussões sobre direitos que não existiam em modelos tradicionais.
A convenção da OIT reflete justamente essa necessidade de atualização das regras trabalhistas diante das transformações tecnológicas.
O que os motoristas devem fazer agora?

No momento, não existe cadastro, inscrição ou pedido para receber um salário mínimo garantido com base na convenção internacional.
Cuidado com golpes
Mensagens prometendo liberação imediata de benefícios ou pagamentos devem ser vistas com desconfiança.
Acompanhe informações oficiais
As possíveis mudanças dependerão de decisões futuras do governo brasileiro e da regulamentação nacional.
O que esperar dos próximos anos?
A aprovação da convenção representa um marco importante para trabalhadores de plataformas digitais.
Embora seus efeitos ainda dependam de implementação pelos países membros, o documento fortalece discussões sobre remuneração justa, transparência algorítmica e proteção social.
Para os milhões de brasileiros que trabalham em aplicativos, a medida sinaliza que a economia digital continuará no centro dos debates sobre o futuro do trabalho.
Nos próximos anos, a tendência é que governos, empresas e representantes dos trabalhadores busquem soluções capazes de combinar inovação tecnológica, flexibilidade e garantias mínimas de proteção para quem depende das plataformas como fonte de renda.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
