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Taxa de erro da biometria facial cresce entre idosos, segundo estudo

Biometria facial pode falhar até cinco vezes mais com idosos, dificultando acesso ao Gov.br, bancos e INSS. Veja os riscos e como agir.

Bruna MachadoPor Bruna Machado16 min de leitura
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Uma tecnologia criada para impedir fraudes e facilitar o acesso a serviços digitais está produzindo o efeito contrário para parte da população idosa. Pessoas com mais de 70 anos podem enfrentar uma taxa de erro no reconhecimento facial até cinco vezes maior do que adultos jovens, dependendo do sistema e do tipo de avaliação utilizado.

O problema não significa apenas precisar repetir uma selfie. Quando a validação falha, o usuário pode ficar impedido de acessar a conta Gov.br, consultar informações no Meu INSS, movimentar serviços bancários ou concluir operações que envolvem benefícios e empréstimos.

Também existe o risco oposto: o sistema pode aceitar incorretamente o rosto de outra pessoa. Essa falha, chamada de falso positivo, abre espaço para acessos indevidos, golpes financeiros e alterações cadastrais fraudulentas.

A dificuldade aumenta porque muitos desses serviços são essenciais. Para uma pessoa com mobilidade reduzida, por exemplo, uma simples falha no aplicativo pode terminar em deslocamento até uma agência, dependência de familiares e exposição de senhas pessoais.

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Imagem: goffkein.pro / shutterstock.com

O reconhecimento facial não funciona como uma pessoa olhando uma fotografia. O sistema utiliza um algoritmo, isto é, um conjunto de regras matemáticas, para comparar a imagem captada pela câmera com outra fotografia armazenada em uma base oficial.

Durante essa comparação, a tecnologia analisa características como distância entre os olhos, formato do rosto, contorno do nariz, posição da boca, textura da pele e outros pontos de referência.

O resultado não é uma certeza absoluta. O sistema calcula uma probabilidade de as duas imagens pertencerem à mesma pessoa. Quando essa probabilidade não alcança o nível mínimo exigido, a validação é recusada.

Estudos do Nist, instituto norte-americano responsável por avaliar tecnologias e padrões, mostram que idade, sexo e características raciais podem influenciar o desempenho dos algoritmos. O próprio órgão reconhece que muitos sistemas apresentam diferenças de precisão entre grupos demográficos.

Em uma avaliação citada pela reportagem que revelou o problema, a taxa de erro observada passou de aproximadamente 1% entre pessoas na faixa dos 20 anos para até 5% entre indivíduos com 70 anos ou mais. Isso representa uma frequência de falhas até cinco vezes maior, embora o desempenho varie conforme o algoritmo, a qualidade da imagem e a finalidade da identificação.

O envelhecimento pode alterar os pontos usados pelo sistema

O rosto humano muda durante toda a vida, mas essas alterações podem se tornar mais perceptíveis na velhice.

O reconhecimento facial pode ser afetado por:

  • surgimento ou aprofundamento de rugas;
  • mudanças na textura e na elasticidade da pele;
  • perda ou ganho de peso;
  • alterações na musculatura facial;
  • queda das pálpebras;
  • uso de óculos;
  • crescimento ou mudança na cor do cabelo e da barba;
  • doenças que modificam expressões ou movimentos do rosto.

O problema se torna maior quando a fotografia usada como referência é antiga. Se a base oficial tiver uma imagem registrada há vários anos, a aparência atual pode estar suficientemente diferente para dificultar a comparação.

Pense em uma aposentada cuja fotografia biométrica foi capturada antes do surgimento de uma doença neurológica. Alterações na musculatura e na expressão facial podem fazer com que o sistema encontre diferenças que não existiam quando a imagem original foi registrada.

Para uma pessoa, ainda é fácil perceber que se trata da mesma mulher. Para um algoritmo, a diferença pode reduzir a pontuação da comparação e provocar a recusa.

A qualidade do celular também interfere na biometria

Nem toda falha acontece por causa da idade. A câmera, a iluminação e a maneira como a fotografia é feita podem ter um peso decisivo.

Muitos idosos utilizam celulares mais antigos, frequentemente repassados por filhos ou netos. Esses aparelhos podem apresentar câmeras de baixa resolução, lentes riscadas, bateria desgastada e pouca capacidade para executar aplicativos mais pesados.

A conexão instável com a internet também pode interromper o processo antes que a imagem seja enviada corretamente.

Além disso, quem não está acostumado a tirar selfies pode ter dificuldade para:

  • manter o aparelho na altura correta;
  • posicionar o rosto dentro do círculo indicado;
  • evitar movimentos durante a captura;
  • perceber que a lente está suja;
  • encontrar um ambiente bem iluminado;
  • usar a câmera traseira quando necessário;
  • compreender mensagens técnicas exibidas na tela.

O próprio Governo Federal informa que o reconhecimento do aplicativo Gov.br compara a imagem capturada no celular com fotografias existentes em bases biométricas oficiais. A semelhança entre a imagem atual e o registro disponível pode tornar a validação mais fácil ou mais difícil.

O que são falso negativo e falso positivo?

Os sistemas de reconhecimento facial podem apresentar dois tipos principais de erro. Embora os nomes pareçam técnicos, a diferença é simples.

Falso negativo impede o verdadeiro titular de entrar

O falso negativo ocorre quando o sistema rejeita a pessoa correta.

O usuário posiciona o rosto diante da câmera, mas o aplicativo não consegue confirmar que ele corresponde à imagem armazenada na base de dados.

É o tipo de erro enfrentado por quem recebe mensagens como:

  • “Não foi possível reconhecer seu rosto”;
  • “Validação não concluída”;
  • “Tente novamente”;
  • “A identidade não pôde ser confirmada”.

A consequência pode ser o bloqueio temporário do acesso a um serviço, a necessidade de repetir o procedimento ou a busca por outro canal de atendimento.

Falso positivo pode permitir o acesso de outra pessoa

O falso positivo é potencialmente mais perigoso. Ele acontece quando o sistema aceita como titular alguém que não é a pessoa cadastrada.

Em serviços bancários ou previdenciários, uma falha desse tipo pode contribuir para:

  • invasão de contas;
  • contratação indevida de empréstimos;
  • alteração de dados cadastrais;
  • desbloqueio de operações financeiras;
  • movimentação de valores;
  • acesso a informações pessoais.

É importante esclarecer que a biometria facial normalmente faz parte de um conjunto de barreiras de segurança. Bancos e plataformas podem exigir senha, código enviado ao celular, confirmação pelo aparelho e autenticação em duas etapas.

Mesmo assim, nenhuma tecnologia isolada é totalmente infalível.

Por que a dificuldade pode aumentar o risco de golpes?

Quando o reconhecimento facial não funciona, a pessoa idosa tende a procurar ajuda.

Esse apoio muitas vezes vem de filhos, netos, vizinhos, conhecidos ou até desconhecidos que se oferecem para “resolver o problema”. É nesse momento que pode surgir uma exposição perigosa.

Para concluir o acesso, o idoso pode acabar compartilhando:

  • senha bancária;
  • senha da conta Gov.br;
  • código enviado por SMS;
  • número do benefício;
  • dados do cartão;
  • documentos pessoais;
  • acesso remoto ao celular.

A dependência tecnológica cria uma situação delicada. A pessoa precisa de ajuda para utilizar um serviço, mas pode não conseguir avaliar se quem está ajudando é confiável.

Criminosos também exploram o medo do bloqueio. Eles enviam mensagens dizendo que a biometria venceu, que o benefício será suspenso ou que a prova de vida precisa ser atualizada imediatamente.

Em seguida, encaminham um link falso ou pedem uma chamada de vídeo para capturar o rosto da vítima.

A biometria pode ser roubada como uma senha?

A biometria exige cuidados ainda maiores porque o rosto não pode ser trocado como uma senha.

Caso uma senha seja descoberta, o usuário pode criar outra. Já os dados biométricos acompanham a pessoa durante a vida.

Fraudadores podem tentar obter imagens por meio de:

  • videochamadas;
  • fotografias publicadas nas redes sociais;
  • aplicativos falsos;
  • links que solicitam acesso à câmera;
  • gravações realizadas sem autorização;
  • supostos procedimentos de recadastramento.

Sistemas mais modernos utilizam a chamada prova de vivacidade. Esse mecanismo tenta verificar se há uma pessoa real diante da câmera, e não apenas uma fotografia, um vídeo ou uma máscara.

Mesmo assim, o usuário deve desconfiar de qualquer pedido de selfie recebido por WhatsApp, SMS, ligação telefônica ou e-mail.

Órgãos públicos e bancos não devem solicitar senhas ou códigos pessoais por esses canais.

A prova de vida do INSS depende obrigatoriamente da biometria facial?

Não. Esse é um dos pontos que mais geram confusão.

A prova de vida do INSS é feita prioritariamente de forma automática, por meio do cruzamento de informações existentes em bases públicas. O instituto verifica se o beneficiário realizou atos que indiquem que está vivo, como acessar determinados serviços públicos, receber atendimento de saúde ou realizar operações reconhecidas pelo governo.

O cidadão também pode consultar no Meu INSS se a comprovação foi identificada.

A biometria facial permanece disponível como uma das formas de realizar voluntariamente a prova de vida pelo ambiente digital. Também é possível procurar o banco responsável pelo pagamento do benefício e apresentar um documento oficial com foto, conforme a orientação oficial publicada pelo INSS em maio de 2026.

Portanto, uma falha na selfie não significa automaticamente que a aposentadoria ou a pensão será suspensa.

O beneficiário deve verificar a situação pelos canais oficiais antes de tomar qualquer providência.

Como saber se a prova de vida está regular?

A consulta pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS.

Depois de entrar na plataforma, o beneficiário deve procurar o serviço “Prova de Vida”. Quando o procedimento já foi identificado pelo cruzamento de dados, o sistema apresenta a data da última comprovação.

Quem não recebeu uma mensagem oficial informando pendência não deve entrar em pânico nem clicar em links enviados por terceiros.

Caso exista alguma dúvida, os principais canais são:

  • aplicativo ou site Meu INSS;
  • telefone 135;
  • banco responsável pelo pagamento do benefício;
  • agência da Previdência, quando o atendimento presencial for realmente necessário.

O reconhecimento facial do Gov.br falhou: o que fazer?

O aplicativo Gov.br possui orientações específicas para problemas na validação.

Antes de abandonar o procedimento, vale fazer uma nova tentativa seguindo alguns cuidados básicos.

Procure um ambiente bem iluminado

A luz deve atingir o rosto pela frente.

Evite ficar de costas para janelas, lâmpadas muito fortes ou portas abertas. Quando a luz está atrás da pessoa, a câmera pode registrar apenas uma sombra.

Também é recomendável evitar ambientes muito escuros.

Limpe a lente da câmera

Marcas de dedo, poeira e gordura deixam a imagem borrada.

Use um pano macio e seco antes de iniciar a validação.

Retire acessórios quando o aplicativo solicitar

Óculos escuros, chapéus, bonés e objetos que cubram parte do rosto podem prejudicar a leitura.

Óculos de grau nem sempre precisam ser retirados, mas reflexos nas lentes podem dificultar a captura. Caso o sistema falhe repetidamente, vale tentar sem eles.

Mantenha o celular na altura do rosto

Evite posicionar o aparelho muito abaixo do queixo ou acima da cabeça.

O ideal é manter a câmera diante do rosto, com o braço firme e sem movimentos bruscos.

Verifique a conexão

Uma internet instável pode interromper o envio da imagem.

Quando possível, utilize uma rede Wi-Fi confiável ou procure um local com sinal móvel mais forte.

Tente a câmera traseira

O Governo Federal disponibilizou no aplicativo Gov.br a possibilidade de utilizar a câmera traseira, que costuma oferecer qualidade superior à câmera frontal em muitos aparelhos. Essa opção pode ajudar principalmente em celulares mais antigos.

Nesse caso, a pessoa pode precisar do auxílio de alguém para posicionar o aparelho. A ajuda deve ser prestada sem que senhas ou códigos sejam compartilhados.

Há outra forma de acessar a conta Gov.br?

Dependendo do serviço e da situação da conta, podem existir alternativas à validação facial.

Uma delas é o acesso por meio de bancos credenciados. Nesse procedimento, a instituição financeira confirma a identidade do usuário, mas o Governo Federal informa que não recebe acesso à conta bancária nem aos dados financeiros do cidadão.

O próprio atendimento do Gov.br orienta que pessoas que não conseguem concluir o reconhecimento facial tentem a recuperação por um banco credenciado. A operação também pode elevar a conta ao nível prata.

As opções disponíveis podem variar conforme:

  • o nível da conta Gov.br;
  • o banco utilizado pelo cidadão;
  • os documentos cadastrados;
  • as bases biométricas em que a pessoa está registrada;
  • o serviço público que será acessado.

Caso a biometria facial não esteja disponível nas bases oficiais, o aplicativo poderá apresentar outros caminhos de recuperação.

Pedir ajuda é seguro?

Pedir auxílio não é um problema, desde que alguns limites sejam respeitados.

A pessoa que estiver ajudando pode orientar o enquadramento do rosto, ajustar a iluminação, aumentar o tamanho da fonte ou explicar as mensagens exibidas no aplicativo.

Entretanto, ela não deve ficar com:

  • senha do Gov.br;
  • senha do banco;
  • código de autenticação;
  • cartão bancário;
  • fotografia de documentos;
  • acesso permanente ao celular.

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O ideal é que o titular digite as próprias senhas e encerre a sessão ao terminar.

Quando isso não for possível por limitações físicas ou cognitivas, a família deve buscar formas legais de representação, como procuração ou curatela, conforme o caso. Compartilhar senhas informalmente aumenta os riscos para todos os envolvidos.

Como identificar um golpe envolvendo biometria?

Alguns sinais devem despertar desconfiança imediata.

É provável que se trate de golpe quando alguém:

  • ameaça suspender o benefício em poucas horas;
  • pede pagamento para liberar o reconhecimento facial;
  • envia um link por WhatsApp para “atualizar a biometria”;
  • solicita senha, código de SMS ou token bancário;
  • pede para instalar um aplicativo de acesso remoto;
  • exige videochamada para fotografar o rosto;
  • orienta a transferir dinheiro para uma “conta segura”;
  • promete resolver o bloqueio mediante taxa.

A Receita Federal, o INSS, o Gov.br e as instituições bancárias não cobram para liberar uma validação facial.

Na dúvida, encerre o contato e procure diretamente o aplicativo, o site oficial ou o telefone da instituição.

O que bancos e órgãos públicos podem fazer para reduzir as falhas?

A responsabilidade não deve ficar apenas com o idoso.

Uma plataforma utilizada para pagar benefícios ou movimentar dinheiro precisa funcionar para pessoas com diferentes idades, condições de saúde, níveis de escolaridade e tipos de aparelho.

Entre as medidas recomendadas por especialistas estão:

  • oferecer atendimento humano;
  • manter caminhos alternativos de identificação;
  • usar letras maiores e instruções objetivas;
  • informar exatamente por que a captura falhou;
  • permitir que a pessoa retome o procedimento sem começar do zero;
  • aumentar o tempo disponível em cada etapa;
  • avaliar automaticamente a qualidade da imagem;
  • atualizar as fotografias usadas como referência;
  • testar os algoritmos com grupos diversos;
  • acompanhar as taxas de erro por idade, raça e gênero.

Em vez de exibir apenas “não foi possível concluir”, por exemplo, o aplicativo poderia informar: “A imagem está escura”, “A câmera se movimentou” ou “Aproxime o rosto”.

Essa diferença aparentemente pequena reduz a ansiedade e permite que o usuário corrija o problema.

O viés pode ser ainda maior em alguns grupos

A idade não é a única característica associada a diferenças no desempenho da tecnologia.

Avaliações do Nist já identificaram variações relacionadas ao sexo e à origem demográfica das pessoas analisadas. O tamanho dessas diferenças depende do algoritmo, da base utilizada e do tipo de comparação.

Isso significa que uma mulher idosa, negra e com uma condição que altere a musculatura facial pode enfrentar dificuldades produzidas por vários fatores ao mesmo tempo.

Por essa razão, não basta afirmar que um sistema possui uma taxa geral de acerto elevada. É necessário saber se ele funciona com a mesma qualidade para todos os grupos que serão obrigados a utilizá-lo.

A biometria facial deve deixar de ser usada?

A tecnologia pode ser útil para reduzir fraudes, confirmar identidades à distância e evitar deslocamentos. Para muitos usuários, ela torna o acesso mais rápido e seguro.

O problema surge quando a biometria se transforma na única porta de entrada e não existe uma alternativa acessível em caso de falha.

Um sistema realmente seguro precisa considerar duas necessidades ao mesmo tempo:

  • impedir que criminosos se passem pelo titular;
  • evitar que o verdadeiro titular seja excluído.

Quando apenas a primeira preocupação é considerada, idosos e outros grupos vulneráveis podem ser tratados como suspeitos pelo próprio serviço que deveria atendê-los.

O que o idoso e a família devem fazer agora?

Quem utiliza serviços digitais deve adotar alguns cuidados preventivos.

Mantenha os dados cadastrais atualizados, utilize apenas aplicativos oficiais, ative a verificação em duas etapas e evite compartilhar senhas.

Também é recomendável conversar com familiares sobre golpes antes que uma tentativa aconteça. Combinar previamente que nenhuma transferência será feita durante ligações ou mensagens urgentes pode evitar prejuízos.

Se o reconhecimento facial falhar:

  1. verifique iluminação, câmera e conexão;
  2. faça uma nova tentativa sem movimentos;
  3. procure uma alternativa oficial de acesso;
  4. tente a validação por banco credenciado, quando disponível;
  5. consulte o banco ou o órgão responsável;
  6. não clique em links enviados por desconhecidos;
  7. não entregue senhas a quem se oferece para ajudar.

Conclusão

A maior taxa de falhas da biometria facial entre idosos mostra que segurança digital não depende apenas de instalar novas tecnologias. É necessário garantir que elas funcionem para quem mais precisa dos serviços públicos, bancários e previdenciários.

Para o usuário, o principal cuidado é não interpretar uma mensagem de erro como prova de que o benefício foi bloqueado. Antes de compartilhar informações ou aceitar ajuda de desconhecidos, a situação deve ser conferida pelos canais oficiais.

Já empresas e órgãos públicos precisam oferecer alternativas. Quando uma identificação falha, o verdadeiro titular não pode ser abandonado diante da tela, sem explicação e sem atendimento humano.

Perguntas frequentes

Por que a biometria facial falha mais com idosos?

O envelhecimento provoca alterações no rosto, como mudanças na textura da pele, musculatura e contornos. Fotografias antigas, câmeras ruins, iluminação inadequada e bases de dados pouco representativas também podem aumentar as falhas.

Uma falha na biometria pode bloquear a aposentadoria?

A falha no aplicativo não significa automaticamente que o benefício será bloqueado. A prova de vida do INSS é realizada prioritariamente por cruzamento de dados. O beneficiário deve consultar a situação no Meu INSS ou buscar orientação pelo telefone 135.

É obrigatório fazer a prova de vida do INSS pelo reconhecimento facial?

Não. A biometria facial é uma das possibilidades disponíveis. A comprovação também pode ser identificada automaticamente pelo INSS ou feita por meio da instituição bancária responsável pelo pagamento.

O que fazer quando o Gov.br não reconhece o rosto?

Procure um ambiente iluminado, limpe a câmera, mantenha o celular na altura do rosto e verifique a conexão. Se continuar falhando, tente uma alternativa disponibilizada pelo aplicativo, como a validação por banco credenciado.

Posso pedir ajuda para fazer a biometria?

Sim, mas não compartilhe senhas, códigos de SMS, tokens bancários ou acesso permanente ao celular. A pessoa deve ajudar apenas no posicionamento do aparelho e na compreensão das instruções.

O INSS pede reconhecimento facial pelo WhatsApp?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Não se deve realizar atualização cadastral por links recebidos em mensagens. A consulta deve ser feita diretamente no Meu INSS, no Gov.br, pelo telefone 135 ou na instituição bancária responsável pelo pagamento.

O que é falso positivo no reconhecimento facial?

É quando o sistema aceita incorretamente uma pessoa como se fosse o titular verdadeiro. Esse tipo de falha pode representar risco de acesso indevido e fraude.

O que é falso negativo na biometria?

É quando a tecnologia rejeita o próprio titular. A pessoa correta tenta entrar, mas o sistema não consegue confirmar a identidade.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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