O Bitcoin (BTC) inicia a semana em forte alta, negociado próximo dos US$ 120,4 mil nesta segunda-feira (11), apenas US$ 2,4 mil abaixo de sua máxima histórica de US$ 122.838, registrada em julho deste ano. A valorização de cerca de 2% nas últimas 24 horas reacende o otimismo entre investidores e impulsiona outras criptomoedas relevantes no mercado.
Bitcoin bate US$ 120 mil e fica a um passo de novo recorde; Ethereum dispara 18% e mercado reage a dados dos EUA
Bitcoin sobe para US$ 120 mil e se aproxima do recorde histórico, enquanto Ethereum acumula alta de 18% na semana. Mercado reage a expectativa de corte de juros pelo Fed.
O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda em valor de mercado, também opera em alta consistente, acumulando 18% de valorização na semana e sendo negociado na casa dos US$ 4,2 mil, liderando os ganhos recentes entre os principais criptoativos.
A disparada das cotações ocorre em um cenário de otimismo macroeconômico e forte expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa cortar a taxa de juros já em setembro. Além disso, um aumento no apetite por risco nos mercados financeiros globais, aliado ao fortalecimento de apostas especulativas, reforça a movimentação de alta.
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Fatores que impulsionam o Bitcoin no início da semana
O avanço do Bitcoin não é fruto de um único evento, mas da combinação de variáveis macroeconômicas, movimento de derivativos e dinâmica global de liquidez.
Expectativa de corte de juros pelo Fed
Segundo o portal Decrypt, a principal força por trás da valorização é a crescente expectativa de que o Federal Reserve anuncie seu primeiro corte de juros já em setembro. A medida, se confirmada, aumentaria a liquidez global e reforçaria a atratividade de ativos de risco como o Bitcoin.
A correlação entre BTC e ações de tecnologia — representadas pelo índice Nasdaq — permanece elevada, mostrando que a criptomoeda ainda responde fortemente a movimentos de apetite por risco.
Comentário de analista:
“Enquanto o Fed sinalizar espaço para flexibilizar a política monetária, veremos uma sustentação no preço do Bitcoin. A liquidez extra geralmente flui para mercados mais voláteis e com maior potencial de valorização”, explica Gabriel Franco, estrategista da AlphaBlock.
Apostas no mercado de derivativos
Dados da Coinalyze revelam um aumento expressivo no Open Interest (contratos em aberto) nos mercados futuros de BTC. Esse movimento indica que investidores alavancados estão apostando na continuidade da alta, aumentando a pressão compradora.
No entanto, especialistas alertam que esse tipo de impulso pode ser volátil, já que liquidações forçadas (long squeeze) podem ocorrer se o preço recuar de forma brusca.
Sinais de cautela no mercado

Apesar do tom otimista, alguns indicadores chamam a atenção para a possibilidade de movimentos corretivos.
Desconto do Bitcoin na Coinbase
O CoinDesk apontou que o BTC está sendo negociado com um leve desconto na Coinbase em relação à Binance, o que pode indicar demanda mais fraca por parte de instituições americanas.
Essa diferença de preços, conhecida como “Coinbase Premium”, é frequentemente usada como termômetro para medir o apetite institucional nos EUA.
Volume de negociação abaixo do recorde
Outro dado relevante é que o volume de negociações atual está abaixo do registrado em julho, quando o Bitcoin atingiu seu topo histórico. Isso pode indicar que a força compradora desta vez é mais moderada, sustentada em menor parte por fluxo spot e em maior parte por derivativos.
“Sem um volume expressivo, o mercado pode ficar vulnerável a correções rápidas, especialmente se vierem dados econômicos desfavoráveis”, observa Helena Moura, economista da CriptoInsights.
Ethereum ganha destaque, mas risco de realização cresce
O Ethereum tem sido um dos destaques do mês, acumulando ganhos significativos e reconquistando níveis de preço não vistos desde 2021.
97% dos endereços no lucro
Um relatório da Santora, citado pelo CoinDesk, mostra que 97% dos endereços que detêm ETH estão atualmente no lucro. Embora isso seja sinal de força, também representa um potencial de pressão vendedora, já que investidores podem aproveitar para realizar ganhos.
Fundamentos de longo prazo
Apesar do risco de curto prazo, o Ethereum mantém fundamentos sólidos, com crescimento contínuo no ecossistema DeFi, avanços nas soluções de escalabilidade via Layer 2 e redução da emissão líquida de ETH após as últimas atualizações da rede.
CPI dos EUA: O evento mais aguardado da semana
O dado mais importante para os mercados nesta semana será a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, referente a julho, marcada para terça-feira (12).
Cenário positivo: Inflação mais baixa
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Se o CPI vier abaixo das expectativas, o mercado tende a reforçar as apostas de corte de juros em setembro, o que pode impulsionar o Bitcoin e outras criptomoedas para novas máximas históricas.
Cenário negativo: Inflação mais alta
Por outro lado, uma leitura acima do esperado pode gerar aversão ao risco, reduzindo a exposição dos investidores a ativos voláteis.
Sean Dawson, da Dervie, afirmou ao Decrypt que esse cenário poderia causar um “mini pânico” e resultar em uma “queda acentuada” no curto prazo.
Projeções de preço: BTC pode chegar a US$ 150 mil em 2025
Mesmo diante dos riscos, analistas mantêm uma perspectiva otimista para o Bitcoin no médio prazo.
Opinião dos especialistas
Dawson prevê que o BTC pode atingir US$ 150 mil até o final do ano, caso o cenário macro continue favorável e a entrada de capital institucional se mantenha.
Além disso, alguns bancos de investimento já revisaram suas projeções para cima, citando fatores como:
- Crescimento do mercado de ETFs spot de Bitcoin;
- Maior adoção por tesourarias corporativas;
- Ambiente regulatório mais claro em grandes economias.
Desempenho atual das 10 maiores criptomoedas
O movimento positivo do BTC e do ETH contaminou parte do mercado, mas nem todas as criptomoedas acompanharam o mesmo ritmo.
| # | Nome | Preço | 1h % | 24h % | 7d % | YTD % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Bitcoin (BTC) | $120,424.03 | ▼ 0.68% | ▲ 1.81% | ▲ 5.29% | ▲ 28.94% |
| 2 | Ethereum (ETH) | $4,196.96 | ▼ 1.46% | ▲ 0.28% | ▲ 18.07% | ▲ 25.99% |
| 3 | XRP (XRP) | $3.22 | ▼ 1.72% | ▲ 0.84% | ▲ 7.84% | ▲ 54.82% |
| 4 | Tether (USDT) | $1.00 | ▲ 0.02% | ▲ 0.02% | ▲ 0.01% | ▲ 0.22% |
| 5 | BNB (BNB) | $798.90 | ▼ 1.41% | ▼ 0.19% | ▲ 5.74% | ▲ 13.97% |
| 6 | Solana (SOL) | $178.88 | ▼ 2.19% | ▼ 0.47% | ▲ 10.31% | ▼ 5.47% |
| 7 | USDC (USDC) | $1.00 | ▲ 0.05% | ▲ 0.04% | ▲ 0.04% | ▲ 0.03% |
| 8 | Dogecoin (DOGE) | $0.2287 | ▼ 2.29% | ▼ 1.41% | ▲ 13.85% | ▼ 27.54% |
| 9 | TRON (TRX) | $0.3407 | ▼ 0.29% | ▲ 0.12% | ▲ 3.26% | ▲ 34.06% |
| 10 | Cardano (ADA) | $0.7934 | ▼ 2.35% | ▲ 0.17% | ▲ 7.52% | ▼ 5.96% |
Considerações finais

O Bitcoin vive um momento decisivo, equilibrando fortes fundamentos altistas com sinais de cautela técnica. A proximidade de um novo recorde histórico pode atrair mais investidores, mas o mercado continua altamente sensível a eventos macroeconômicos, especialmente à política monetária dos Estados Unidos.
O Ethereum, por sua vez, mantém desempenho destacado, mas com atenção aos riscos de realização de lucros. Para ambos, a divulgação do CPI nesta terça-feira será determinante para definir a direção no curto prazo.
Se os dados favorecerem ativos de risco, o BTC poderá finalmente romper sua máxima histórica e abrir caminho para buscar US$ 130 mil ainda este mês — e talvez US$ 150 mil até o fim do ano.
