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Bitcoin rompe padrão de cunha ascendente: até onde o BTC pode corrigir no curto prazo?

O Bitcoin perdeu o padrão de cunha ascendente e pode corrigir abaixo de US$ 100 mil. Entenda os cenários técnicos, o papel das baleias e mais detalhes importantes.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
Bitcoin

O Bitcoin (BTC) viveu dias de euforia após alcançar um novo recorde acima de US$ 124.500, mas desde então iniciou uma correção de quase 8%. Agora, analistas alertam que a perda de um padrão técnico de cunha ascendente pode indicar movimentos ainda mais bruscos para baixo.

De acordo com especialistas, o BTC pode cair para níveis entre US$ 94.000 e US$ 100.000 nas próximas semanas, e em cenários mais pessimistas, até US$ 88.000. Por outro lado, fatores macroeconômicos, como a possível redução de juros pelo Federal Reserve, podem sustentar a tendência de alta de longo prazo.

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O que é o padrão de cunha ascendente e por que preocupa o Bitcoin

Definição da cunha ascendente

Uma cunha ascendente ocorre quando o preço de um ativo sobe em topos e fundos cada vez mais altos, mas dentro de um intervalo que vai se estreitando em direção a um ápice.

Na análise técnica, esse padrão geralmente é interpretado como reversão de baixa: quando o preço perde o suporte da cunha, há forte risco de queda acelerada.

Formação da cunha no gráfico do BTC

No caso do Bitcoin, o padrão vinha se formando desde abril de 2025. A perda da linha de suporte confirmou a reversão, aumentando a pressão de venda.

Cenários técnicos para o BTC: suportes e possíveis quedas

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Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

Primeiros níveis de suporte

Segundo o analista Captain Faibik, o Bitcoin tem suporte imediato entre US$ 110.000 e US$ 112.000. Se essa faixa for perdida, os próximos níveis críticos ficam em torno de US$ 105.000 a US$ 108.000.

Zona psicológica dos US$ 100.000

Caso a pressão vendedora continue, o BTC pode testar a zona psicológica dos US$ 98.000 a US$ 100.000. Essa faixa é considerada chave, pois representa não apenas suporte técnico, mas também um marco emocional para investidores.

Alvo mais pessimista: US$ 88.000

Pelo cálculo clássico do padrão de cunha, a queda pode se estender até US$ 88.000, o que representaria uma correção de aproximadamente 30% em relação ao topo recente.

Cenário alternativo: a importância da média móvel exponencial de 50 dias

EMA de 50 dias como suporte dinâmico

A média móvel exponencial de 50 dias (EMA 50) tem servido como suporte importante desde abril, sustentando a alta de mais de 50% do Bitcoin nesse período.

Possível retomada para US$ 125.000

Se o BTC se mantiver acima da EMA 50, o movimento de baixa pode ser invalidado, com possibilidade de retomada em direção à resistência em US$ 125.000 até setembro.

O risco de um topo duplo no gráfico semanal

Topo duplo: definição

Um topo duplo ocorre quando o preço testa duas vezes a mesma resistência e falha em rompê-la, indicando esgotamento do momentum comprador.

Semelhança com 2021

O fechamento semanal do BTC sugere uma possível formação desse padrão, semelhante ao de 2021, quando o Bitcoin caiu de US$ 69.000 para menos de US$ 16.000 em poucos meses — uma queda de 77%.

Meta de queda para US$ 94.750

Se o padrão se confirmar, o BTC pode corrigir para sua EMA de 50 semanas, situada em torno de US$ 94.750, considerada zona de acumulação desde junho de 2023.

Métricas on-chain: baleias reduzem exposição ao Bitcoin

Venda das mega baleias

Dados da Glassnode mostram que o número de carteiras com mais de 10.000 BTC caiu para o nível mais baixo do ano, sinalizando forte realização de lucros após o topo histórico.

Redução em carteiras intermediárias

Endereços com saldos entre 1.000 e 10.000 BTC também diminuíram, reforçando o movimento de venda das grandes baleias.

Impacto no mercado

Esse comportamento pressiona ainda mais o preço, já que os detentores com maior influência estão transferindo liquidez para o lado vendedor.

Macro: o papel do Federal Reserve e da liquidez global

O contraste entre 2021 e 2025

Em 2021, o topo do Bitcoin coincidiu com o início do ciclo de aperto monetário do Fed, quando os juros subiram e a liquidez diminuiu. Isso contribuiu para a correção drástica do BTC.

Em 2025, o cenário é diferente: há expectativa de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros do Fed em setembro, segundo dados da CME.

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Expansão monetária como suporte

Além disso, o crescimento contínuo da oferta monetária global (M2) dá suporte ao mercado cripto, já que maior liquidez costuma beneficiar ativos de risco.

Projeções otimistas

Com base nesses fatores, algumas casas de análise preveem que o Bitcoin ainda pode alcançar US$ 132.000 a US$ 170.000 até o fim do ano, caso a liquidez supere a pressão técnica de curto prazo.

Bitcoin: queda de curto prazo ou alta de longo prazo?

Argumentos para queda

  • Quebra do padrão de cunha ascendente;
  • Possível formação de topo duplo;
  • Vendas intensas de baleias;
  • Suportes vulneráveis abaixo de US$ 110.000.

Argumentos para alta

  • Suporte da EMA de 50 dias;
  • Perspectiva de cortes de juros pelo Fed;
  • Expansão monetária global;
  • Adoção crescente de ETFs e interesse institucional.

Projeções de especialistas para setembro

Cenário pessimista

Se a pressão vendedora persistir, o BTC pode cair até US$ 88.000.

Cenário moderado

Manutenção do suporte em US$ 100.000, com laterização do preço até novos gatilhos de liquidez.

Cenário otimista

Retomada da alta rumo a US$ 125.000, caso a EMA 50 segure a correção e o Fed anuncie cortes de juros.

Conclusão: Bitcoin entre riscos técnicos e suporte macroeconômico

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Imagem: tungtaechit / shutterstock.com

O Bitcoin vive um momento decisivo. A quebra da cunha ascendente e o possível topo duplo reforçam riscos de correção no curto prazo, com alvos entre US$ 94.000 e US$ 100.000.

Porém, a conjuntura macroeconômica — com expectativa de cortes de juros nos EUA e liquidez global em expansão — pode limitar a queda e até sustentar novos recordes ainda em 2025.

Para investidores, o momento exige cautela: o BTC está entre suportes técnicos fragilizados e fundamentos macroeconômicos favoráveis, o que torna os próximos meses decisivos para a direção do maior criptoativo do mercado.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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