O Bitcoin (BTC) voltou a apresentar corrida de queda nesta quinta-feira, 12 de junho de 2025, situando-se em aproximadamente US$ 107.300 após falhar no rompimento do patamar-chave de US$ 110.000. A correção de cerca de 1,8 % reflete a persistente pressão vendedora nesse patamar estratégico.
Bitcoin recua após dados do CPI e acordo EUA–China falharem em impulsionar rali
Bitcoin recua 1,8% para cerca de US$ 107.300 em 12/06/2025, frustrando expectativas pós‑acordo EUA–China e CPI moderada; altcoins refletem esse movimento.
O declínio ocorre apesar de dados de inflação favoráveis nos EUA e o anúncio de um acordo comercial preliminar entre EUA e China que, à primeira vista, poderiam sustentar a valorização do ativo.
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Panorama do mercado – Bitcoin enfrenta resistência nos US$ 110k

O BTC chegou a testar US$ 110.500 na terça-feira, 11/06, após um recuo melancólico na sexta anterior, desencadeado por tensões entre Donald Trump e Elon Musk.
A expectativa de aumento de volatilidade foi reforçada pelo anúncio do acordo entre os EUA e a China, além do CPI moderado de maio, mas o BTC falhou em sustentar o rali.
O que denota a resistência sobre US$ 110 mil
A zona dos US$ 110 mil atua como um teto técnico, onde grandes players de mercado tendem a realizar lucros. A perda do momentum nesse nível indica força da venda, exigindo novos catalisadores para superá-lo estrategicamente.
Fem confirmado pelo dado intraday: alta máxima de US$ 110.277 e fechamento na ordem de US$ 106.899.
Influência do CPI nos EUA: moderação insuficiente para sustentar BTC
O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,1 % em maio, totalizando 2,4 % em 12 meses, abaixo da expectativa de 0,2 %. Essa desaceleração é vista como potencial estímulo ao mercado cripto, reduzindo pressão sobre a Política Monetária Restritiva, mas não foi suficiente para manter o BTC acima de US$ 108 mil .
Por que a baixa queda da CPI não foi definitiva?
Apesar do alívio na inflação, o número consolidado em 12 meses ficou em linha com projeções mais conservadoras, mantendo incerteza quanto ao futuro dos juros. Isso não sustentou o apetite pelo risco.
Acordo EUA–China não empurra o Bitcoin — entenda os impactos
Donald Trump anunciou um acordo comercial “justo” com a China em Londres, reduzindo tarifas dos EUA de 145 % para 55 %, ao passo que a China manteria tarifas de 10 % sobre produtos americanos .
Trata-se de uma trégua temporária, mantendo acordos de 55% nas tarifas dos EUA e 10% na China, sem alterações profundas, ainda pendente de ratificação por Trump e Xi.
Embora o mercado acionário tenha reagido com leve alta, o Bitcoin não seguiu o mesmo movimento. Isso evidencia que o ativo já antecipou o alívio e que fatores técnicos ainda dominam seu comportamento atual.
Altcoins refletem queda, mas memecoins surpreendem
O recuo do BTC arrastou as principais altcoins, enquanto algumas memecoins se destacaram.
Desempenho do Top 10 e Top 100
- Tron (TRX) e Dogecoin (DOGE) caíram cerca de 6%, liderando as perdas entre as top 10 criptomoedas.
- Ethereum (ETH) recuou 1%, sendo negociado ao redor de US$ 2.743.
- XRP perdeu suporte de US$ 2,30 e hoje está abaixo de US$ 2,25.
- A memecoin SPX subiu 9,6%, maior ganho do dia entre as top 100.
- Já Fetch.ai (FET) foi a maior declinante do dia, com queda de 7,6%.
Cenário geral de liquidez
O valor total de mercado caiu cerca de US$ 70 bilhões, chegando a US$ 3,51 trilhões, enquanto o volume diário trocado somou cerca de US$ 34,4 bilhões, refletindo redução de demanda e cautela dos investidores .
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Análise técnica e sentimento de mercado
O BTC enfrenta forte pressão vendedora após falha no rompimento. Bandas de Bollinger estão estreitando, indicando avanço de volatilidade. O RSI entrou em zona de neutralidade após sair de sobrecompra.
Analistas preveem suporte entre US$ 104k–US$ 106k, com resistência no topo dos US$ 110k. Romper abaixo de US$ 104k pode agravar correção, enquanto sustentação acima de US$ 108k pode acalmar a pressão.
Fatores macro que seguem monitorados
Os investidores ficarão de olho nos próximos indicadores do CPI e PIB dos EUA, além de decisões do Federal Reserve sobre taxas, sobretudo após o leve alívio inflacionário.
O mercado observa atentamente a formalização do acordo EUA–China e renegociações de tarifas, especialmente em insumos como metais raros, fundamentais para cadeias globais de produção .
Fluxos para produtos como ETFs de Bitcoin podem reforçar ou agravar movimentos, conforme liquidez institucional se intensifique.
Conclusão – Bitcoin segue volátil e dependente de fatores mistos

Mesmo diante de um CPI positivo e um acordo entre EUA e China, o Bitcoin não escapou da pressão de venda, reafirmando o papel do domínio técnico e da cautela dos investidores em seu movimento diário. A resistência em US$ 110k persiste como obstáculo visível.
O que observar nas próximas semanas
- Taxa de juros e novos dados macroeconômicos nos EUA;
- Progresso na ratificação do acordo comercial;
- Desempenho do volume de negociação e interesse institucional.
Se o BTC mantiver acima dos US$ 104k–106k, pode formar uma base para tentativa de novo ataque aos US$ 110k. Caso contrário, corre risco de queda até próximo de US$ 100k.
