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Bitcoin pode superar recorde histórico em breve: 4 fatores reforçam otimismo no mercado

Bitcoin pode alcançar um novo recorde de preço nos próximos dias. Analistas destacam quatro fatores que sustentam a alta: juros, halving e mais.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira7 min de leitura
Bitcoin

A maior criptomoeda do mundo, o Bitcoin (BTC), voltou a chamar atenção ao ultrapassar os US$ 105 mil pela primeira vez desde janeiro de 2025.

O movimento ascendente veio na esteira de um acordo comercial entre Estados Unidos e China, reacendendo o otimismo nos mercados globais e renovando as esperanças de que o ativo digital possa atingir novas máximas históricas nos próximos dias.

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Acordo entre potências reacende otimismo

A assinatura do pacto tarifário entre as duas maiores economias do planeta trouxe alívio às tensões geopolíticas que vinham pressionando os mercados.

O reflexo foi imediato: as ações asiáticas e norte-americanas reagiram positivamente, o dólar ganhou força e, em paralelo, o Bitcoin voltou a ser procurado como alternativa estratégica em cenários de transição econômica.

Embora tenha registrado uma leve correção para US$ 104 mil no dia seguinte, analistas avaliam que o movimento faz parte de uma realização pontual de lucros e não altera a perspectiva de alta. A expectativa agora gira em torno da possibilidade do BTC ultrapassar a marca dos US$ 109 mil, sua atual máxima histórica registrada em janeiro deste ano.

Quatro pilares sustentam o rali do Bitcoin

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Imagem: tungtaechit / shutterstock.com

Especialistas do setor financeiro apontam que há quatro elementos principais impulsionando o preço do Bitcoin atualmente. Eles estão interligados com os fundamentos macroeconômicos e comportamentais do mercado, além de refletirem tendências históricas da criptomoeda.

1. Aumento global do apetite por risco

A trégua comercial entre EUA e China reduziu incertezas, o que estimulou uma onda de otimismo generalizado nos mercados financeiros. Para André Franco, CEO da Boost Research, isso se traduz em maior disposição dos investidores para alocar recursos em ativos considerados mais voláteis, como as criptomoedas.

“O mercado mostra sinais claros de que os investidores estão mais confortáveis em correr riscos. O Bitcoin tende a se beneficiar diretamente desse novo humor global”, explica Franco.

Esse apetite renovado não se limita a investidores de varejo. Grandes players institucionais também têm aumentado sua exposição ao BTC como forma de diversificação de portfólio e proteção estratégica.

2. Entrada massiva de capital institucional

O envolvimento de investidores institucionais no ecossistema cripto tem crescido significativamente. Na última semana, fundos e produtos ligados ao Bitcoin, operados por gigantes como BlackRock, Fidelity e 21Shares, registraram uma entrada líquida de US$ 882 milhões. Esse movimento marcou a quarta semana consecutiva de fluxo positivo, com um acumulado de US$ 6,7 bilhões em 2025.

Outro destaque foi a compra realizada pela Strategy, empresa norte-americana de tecnologia que já é considerada uma das maiores detentoras corporativas de Bitcoin no mundo. A companhia adicionou 13.390 unidades de BTC ao seu portfólio, o equivalente a cerca de US$ 1,34 bilhão.

Com isso, a posição total da empresa alcançou impressionantes 568,8 mil unidades, ou aproximadamente US$ 59 bilhões.

Esse volume de compra por parte de instituições não apenas dá mais legitimidade ao mercado cripto, como reduz a oferta circulante de BTC, contribuindo para a pressão altista.

3. Expectativa de queda dos juros nos EUA

A política monetária dos Estados Unidos também desempenha um papel crucial no comportamento do Bitcoin. A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de abril, que apontou um avanço de 0,2% no mês e de 2,3% nos últimos 12 meses, reforçou a percepção de que a inflação está se aproximando da meta do Federal Reserve, de 2%.

Essa leitura alimentou as expectativas de que o Fed possa cortar os juros em breve, algo que já vinha sendo precificado pelos mercados. Atualmente, as taxas de juros estão entre 4,25% e 4,50%, e uma redução de 50 pontos-base começou a ser cogitada por analistas e traders.

Historicamente, ambientes de juros baixos favorecem ativos de risco, como ações e criptomoedas. Com o custo de oportunidade reduzido, o capital tende a migrar para ativos com maior potencial de retorno, como o BTC.

4. Ciclo pós-halving favorece valorização

Outro fator relevante é o impacto do halving, evento que ocorre a cada quatro anos na rede do Bitcoin e que reduz pela metade a emissão da criptomoeda. O último halving aconteceu em abril de 2024, diminuindo a recompensa por bloco de 6,25 BTC para 3,125 BTC.

Murilo Cortina, diretor de novos negócios da QR Asset Management, explica que o padrão histórico mostra que o Bitcoin costuma atingir picos de preço entre 14 e 16 meses após o halving.

“Se a história se repetir, veremos novas máximas ainda em 2025. O halving naturalmente pressiona a oferta, enquanto a demanda institucional continua subindo”, afirma Cortina.

Com uma oferta menor e demanda crescente, o desequilíbrio tende a empurrar os preços para cima, especialmente se os fatores macroeconômicos continuarem favoráveis.

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Análise técnica aponta novas metas de preço

No campo da análise gráfica, especialistas veem espaço para o Bitcoin ir além da atual máxima histórica. Para Ana de Mattos, analista técnica e parceira da corretora Ripio, o BTC pode atingir novos patamares caso consiga manter o atual nível de suporte e evitar uma realização profunda de lucros.

Segundo ela, os alvos mais imediatos para o ativo digital estão em US$ 108.200 e US$ 112.800, ambos acima da marca recorde de US$ 109 mil.

“O cenário é otimista, mas uma correção não está descartada. Se houver pressão vendedora, o BTC pode recuar para suportes técnicos nas zonas de US$ 101.300 e até US$ 91.900, onde há grande concentração de liquidez”, observa.

A perspectiva de novos topos também é compartilhada por analistas do Standard Chartered, que recentemente elevaram sua projeção para o BTC, prevendo que a criptomoeda pode chegar a US$ 120 mil ainda no segundo trimestre de 2025.

Para o banco britânico, o BTC deixou de ser apenas um ativo especulativo para se tornar um instrumento de realocação estratégica de riqueza, especialmente diante da deterioração da confiança em ativos tradicionais dos EUA.

Os riscos ainda existem

Apesar do otimismo, é importante lembrar que o mercado de criptomoedas continua sendo altamente volátil. A possibilidade de quedas abruptas no preço do Bitcoin ainda assusta investidores mais conservadores. Oscilações de dois dígitos em um único dia, embora menos frequentes do que no passado, ainda ocorrem.

Especialistas alertam que, mesmo com a entrada de grandes instituições e um cenário macro favorável, o BTC permanece exposto a eventos imprevistos, como mudanças regulatórias, decisões políticas e novos desdobramentos econômicos globais.

A recomendação é clara: investidores devem alocar em criptoativos apenas uma parcela do capital que estão dispostos a perder, priorizando uma estratégia de longo prazo e diversificação de carteira.

Conclusão: Bitcoin em busca de novos recordes?

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Imagem: Michael Wensch / Domínio Público

A combinação de fatores favoráveis — entre eles, o cenário geopolítico mais estável, a política monetária americana, o interesse crescente de instituições financeiras e a dinâmica do halving — está formando o pano de fundo ideal para que o Bitcoin possa ultrapassar sua máxima histórica e atingir novos patamares em 2025.

Ainda que os riscos não possam ser ignorados, o momento atual apresenta sinais de força técnica e fundamentos sólidos, sugerindo que o BTC está longe de ter esgotado seu potencial de valorização no atual ciclo.

A pergunta que permanece: estamos à beira de um novo salto exponencial no preço do Bitcoin? Se os analistas estiverem certos, a resposta pode surgir muito em breve — e com números recordes.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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