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Bitcoin atinge valor recorde de mais de US$ 116 mil

Bitcoin atinge novo pico de US$ 116 mil com apoio de Trump e compras institucionais. Veja o que impulsionou a alta e o impacto no mercado cripto.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
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O Bitcoin alcançou um novo recorde histórico de US$ 116.781,10 nesta sexta-feira (11), em meio a uma onda de otimismo no mercado de criptomoedas. O movimento foi impulsionado por dois fatores principais: o crescimento na demanda institucional e as recentes ações favoráveis à criptoeconomia por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A maior criptomoeda do mundo acumulou uma valorização de mais de 24% no ano, refletindo um cenário de crescente confiança dos grandes investidores e de estímulo regulatório em uma das maiores economias globais. No momento mais recente, o Bitcoin era negociado a US$ 116.563,11, segundo dados do mercado internacional.

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Apoio político inédito nos EUA

Um dos motores da alta é a nova postura pró-criptomoedas adotada pelo governo Trump. O presidente norte-americano assinou em março uma ordem executiva para criar uma reserva estratégica de criptomoedas, tratando ativos digitais como elementos de interesse nacional.

Além disso, Trump nomeou figuras conhecidas por seu apoio ao setor para posições estratégicas no governo:

  • Paul Atkins, ex-comissário da SEC (Comissão de Valores Mobiliários), assumiu a presidência da agência reguladora;
  • David Sacks, empreendedor de tecnologia com histórico em inteligência artificial e Web3, foi indicado para chefiar o braço de IA da Casa Branca.

As nomeações e a ordem executiva deram o tom de uma administração favorável à integração das criptomoedas na economia tradicional, contrastando com administrações anteriores que mantinham uma postura mais cautelosa ou até mesmo repressiva.

Participação direta da família Trump no setor

Os negócios da família Trump também estão diretamente envolvidos na ascensão do setor. O Trump Media & Technology Group anunciou planos para lançar um fundo negociado em bolsa (ETF) com exposição direta a criptomoedas como o Bitcoin e outros tokens relevantes.

O documento protocolado na SEC no último dia 8 mostra a intenção de aproveitar o momento de euforia do mercado, criando um veículo de investimento voltado ao varejo e a investidores institucionais que queiram se expor à performance dos ativos digitais.

Análise institucional: “liquidez secando nas corretoras”

Segundo Joshua Chu, copresidente da Associação Web3 de Hong Kong, a nova máxima do Bitcoin é resultado de uma acumulação institucional implacável. Para ele, os grandes players estão retirando liquidez das corretoras e absorvendo a oferta existente:

“Os principais investidores estão absorvendo a oferta circulante, secando a liquidez nas exchanges. Isso cria pressão altista sobre os preços.”

Essa dinâmica de oferta e demanda está sendo acompanhada por um aumento de novos ETFs de Bitcoin, instrumentos regulados que permitem a exposição indireta ao criptoativo sem necessidade de armazenamento físico por parte dos investidores.

Principais fundos institucionais comprando BTC:

  • BlackRock iShares Bitcoin Trust
  • Fidelity Wise Origin Bitcoin ETF
  • ARK 21Shares Bitcoin ETF

Esses fundos têm visto fluxos recordes de entrada de capital, o que comprova o apetite crescente do setor financeiro tradicional por ativos digitais, especialmente diante das instabilidades macroeconômicas e da política monetária restritiva nos EUA.

O impacto das ações do governo Trump

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A administração Trump vem adotando uma abordagem mais permissiva com as criptomoedas, o que tem impulsionado o sentimento positivo no mercado. As medidas incluem:

  • Criação de uma reserva estratégica nacional de criptoativos
  • Nomeação de reguladores favoráveis à Web3
  • Incentivos fiscais e de inovação para empresas de blockchain
  • Diálogo direto com exchanges e startups do setor

Esses movimentos já repercutem no setor financeiro global, com bancos, fundos e fintechs acelerando seus projetos de tokenização, custódia e intermediação de criptoativos.

Ethereum também sobe e atinge máxima em cinco meses

Enquanto o Bitcoin liderava o rali de mercado, o Ethereum (ETH), segundo maior criptoativo em valor de mercado, saltou quase 5% nesta sexta-feira, cotado a US$ 2.956,82. Em seu pico intradiário, a moeda chegou a US$ 2.998,41, o maior nível em cinco meses.

O Ethereum se beneficia de fatores próprios, como:

  • Expectativas por novas atualizações de escalabilidade;
  • Crescimento dos protocolos DeFi e NFTs;
  • Otimismo com a possibilidade de aprovação de ETFs de Ethereum nos EUA, o que aumentaria a institucionalização do ativo.

Contexto global e macroeconômico

Além do impulso político e institucional, o cenário macroeconômico global também favorece o Bitcoin. A expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve ainda em 2025 tem incentivado investidores a buscar ativos alternativos de maior risco e retorno, como as criptomoedas.

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O dólar em leve desvalorização frente a outras moedas e a incerteza geopolítica em blocos como Europa e Ásia contribuem para que o Bitcoin seja visto como reserva alternativa de valor, especialmente em um mundo em busca de diversificação monetária.

Recorde reforça tese de longo prazo

Com o novo recorde de US$ 116 mil, o Bitcoin reafirma sua trajetória ascendente de longo prazo. A valorização no acumulado de 2025 (24%) mostra que, apesar da volatilidade, o ativo permanece como uma das opções mais lucrativas entre os investimentos globais.

Desde o início da década, o BTC já ultrapassou marcas importantes como:

  • US$ 20 mil (2020)
  • US$ 60 mil (2021)
  • US$ 100 mil (2024)

Agora, com a marca de US$ 116 mil, analistas avaliam novas resistências em torno de US$ 120 mil e US$ 125 mil, com possibilidade de busca por US$ 150 mil até o fim do ano, caso o cenário macro se mantenha favorável.

Riscos e precauções

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam para os riscos associados ao atual movimento de alta:

  • Aumento da volatilidade em função da movimentação institucional intensa;
  • Possibilidade de realização de lucros nos próximos dias;
  • Riscos políticos caso haja mudanças no tom regulatório dos EUA;
  • Questões técnicas como ataques a corretoras, falhas de segurança ou hard forks.

Por isso, a recomendação para investidores iniciantes é não se expor excessivamente ao ativo, priorizar diversificação e compreender os fundamentos do mercado antes de aplicar grandes somas.

O que esperar do mercado nos próximos meses

Bitcoin criptomoedas
Imagem: stockphoto-graf / shutterstock.com

A continuidade do rali do Bitcoin dependerá de alguns fatores-chave:

  1. Aprovação de novos ETFs de criptoativos nos EUA e Europa;
  2. Manutenção da postura pró-cripto por parte de Trump e seu governo;
  3. Fluxo contínuo de entrada institucional;
  4. Confiança do varejo e crescimento do uso de stablecoins.

Se essas condições forem mantidas, analistas já estimam o BTC entre US$ 130 mil e US$ 150 mil até o fim de 2025, consolidando o ativo como uma reserva global alternativa e digital.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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