Com o preço do Bitcoin ultrapassando novamente a marca simbólica de US$ 90.000, analistas de mercado acreditam que a criptomoeda pode estar dando início ao último e mais potente movimento de valorização deste ciclo de alta.
Bitcoin inicia a corrida final de alta? Analistas veem impulso explosivo rumo a US$ 179 mil com queda do dólar e crise institucional nos EUA
Bitcoin rompe US$ 90 mil e inicia possível último impulso de alta no atual ciclo. Analistas projetam alvos de até US$ 179 mil com apoio de fatores macroeconômicos.
A análise, liderada por Diego Consimo, fundador da Crypto Investidor, projeta alvos ousados que podem levar o BTC até US$ 179 mil, sustentado por fatores técnicos e macroeconômicos.
Leia mais:
Bitcoin atinge US$ 94 mil e ultrapassa mercado de ações: o que explica a disparada da criptomoeda?
Bitcoin rompe resistência e se descola das ações norte-americanas
Na terça-feira, 22 de abril de 2025, o Bitcoin rompeu uma resistência importante em US$ 88.700 e manteve-se acima de US$ 90.000, um patamar que não era visto desde o início de março.
Essa movimentação representa um ganho acumulado de 6,6% nas últimas 24 horas, em contraste com o desempenho negativo das bolsas dos EUA no mesmo período.
Mercado acionário em queda contrasta com avanço do BTC
Enquanto o Nasdaq e o S&P 500 acumulam perdas de mais de 8% e 10%, respectivamente, ao longo dos últimos 30 dias, o Bitcoin sobe 8,3% no mesmo intervalo, segundo dados da TradingView.
Esse descompasso entre os mercados reforça a percepção de que o BTC está se consolidando como um ativo independente e resiliente frente às turbulências tradicionais.
Fatores macroeconômicos impulsionam narrativa do ‘ouro digital’
O novo embate entre o presidente Donald Trump e o atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, adiciona um novo capítulo de incerteza à economia norte-americana.
Trump, que anunciou tarifas generalizadas sobre os parceiros comerciais dos EUA, vem pressionando Powell para reduzir os juros — chegando a sugerir sua demissão, o que abalaria a autonomia da maior autoridade monetária do país.
Probabilidade de corte de juros segue baixa, mas impacto é forte
Apesar da retórica agressiva de Trump, a probabilidade de um corte de juros já em maio permanece baixa, na casa dos 7,4%, segundo a FedWatch Tool da CME. No entanto, o mercado antecipa que até quatro cortes podem ocorrer até o final de 2025, o que representa um cenário estimulante para ativos de risco, como o Bitcoin.
Dólar em queda histórica fortalece Bitcoin como reserva de valor
O Índice de Força do Dólar (DXY) caiu abaixo de 100 pontos, patamar que não era registrado desde 2022. Historicamente, o Bitcoin apresenta correlação negativa com o dólar: quando a moeda norte-americana perde força, o BTC tende a valorizar, funcionando como um hedge global.
Fragmentação comercial pode favorecer ativos neutros
Segundo o boletim da QR Asset, gestora especializada em ativos digitais, o atual cenário de fragmentação nas cadeias globais de comércio — intensificado pela nova política tarifária de Trump — pode beneficiar o Bitcoin, já que não está vinculado a nenhuma economia nacional, reforçando seu papel como “ouro digital”.
Análise técnica projeta alvos ambiciosos para o Bitcoin
De acordo com Diego Consimo, o rompimento da resistência em US$ 88.700 configura tecnicamente um topo ascendente importante, marcando o fim de uma onda 4 corretiva e o início da onda 5 de longo prazo, no contexto da teoria de ondas de Elliott.
“Se confirmado, esse movimento nos projeta para um topo entre US$ 156 mil e US$ 179 mil, nos próximos meses”, afirma o analista.
Dois cenários otimistas em análise
Cenário 1: Onda 2 corretiva antes da explosão
Consimo destaca que o Bitcoin pode ter completado uma onda 1 curta até US$ 94.000, com a expectativa de uma pequena correção (onda 2) antes de engatar a onda 3, considerada a mais explosiva e acelerada dos ciclos.
Cenário 2: Onda 1 estendida com nova máxima histórica
A segunda possibilidade avaliada pelo analista é a formação de uma onda 1 mais longa, com alvos próximos de US$ 109.000, indicando entrada institucional e força compradora robusta.
“Uma consolidação nessa faixa de preço reforça a tese de que o mercado ainda tem fôlego para buscar novos recordes antes do fim do ciclo”, explica Consimo.
Efeitos da recuperação no mercado tradicional
O analista da Crypto Investidor também avalia que o S&P 500 pode ter marcado um fundo técnico e estar iniciando uma última perna de alta, rumo aos 7.000 pontos, em um fenômeno conhecido como blow-off top — uma alta final exagerada antes de uma correção mais forte. Historicamente, esses movimentos nas bolsas coincidem com os topos das criptomoedas.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Riscos à vista: o que pode limitar a alta do Bitcoin

1. Redução da liquidez institucional
Apesar do otimismo, há alertas no radar. Um dos principais riscos é a diminuição do apetite de investidores institucionais, que representaram uma força importante na alta de 2024.
2. Política monetária ainda incerta
A incerteza quanto ao ritmo de cortes nos juros pelo Fed também pode travar uma retomada mais vigorosa. Um aperto monetário prolongado aumentaria a atratividade dos títulos do Tesouro, em detrimento dos ativos de risco.
3. Liquidez restrita no sistema financeiro dos EUA
Com os bancos americanos enfrentando restrições de liquidez e menor volume nos mercados interbancários, o ecossistema financeiro como um todo pode estar menos disposto a correr riscos no curto prazo.
Conclusão: estamos no início da explosão final do ciclo?
A confluência entre análise técnica, enfraquecimento do dólar, crise institucional nos EUA e possível retomada do mercado tradicional cria um ambiente propício para uma alta final do Bitcoin.
Embora o cenário otimista esteja se desenhando com nitidez, analistas ponderam que a confirmação desses movimentos nas próximas semanas será decisiva.
“Se todos esses elementos se encaixarem, estamos realmente diante do início do último e mais forte impulso de alta deste ciclo“, conclui Diego Consimo.
Por outro lado, a não validação do cenário atual pode levar o Bitcoin a um reteste da faixa entre US$ 69 mil e US$ 72 mil, o que não anularia a tendência de alta, mas indicaria uma pausa mais longa antes da escalada final.
Perspectivas para investidores: como se posicionar
Para investidores, o momento exige cautela estratégica. A volatilidade aumenta junto com o potencial de retorno, mas também os riscos. Estratégias de diversificação de portfólio, uso de stop-loss e aproveitamento de correções técnicas podem ser essenciais para navegar com segurança nesse cenário.
A leitura atenta dos desdobramentos entre Trump e o Fed, além de indicadores como o DXY, inflação e decisões do FOMC, será crucial para antecipar movimentos do mercado e ajustar a exposição ao Bitcoin conforme as condições evoluem.
