Juiz de Brasília decide pela absolvição do ex-ministro Guido Mantega e do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Galvão Coutinho. Os dois foram investigados pela Polícia Federal durante a Operação Bullish.
BNDES: Guido Mantega e ex-presidente do banco são absolvidos pela Justiça
Ex-presidentes do BNDES eram acusados em uma ação de corrupção, mas foram absolvidos em 1ª instância. Entenda o motivo.
Assim como Luciano, Mantega também já foi presidente do BNDES. Além disso, já ocupou os cargos de ministro do Planejamento e da Fazenda durante o primeiro governo Lula (2003-2006). A Operação Bullish investigou possíveis crimes cometidos entre 2007 e 2011.
Nesse período, Mantega era o ministro da Fazenda e Coutinho o presidente do banco estatal e o Ministério Público Federal (MPF) acusou os dois de usarem a sua posição para favorecer empréstimos do banco para empresas do grupo JBS.
MPF acusa outra pessoa além dos dois ex-presidentes do BNDES
De acordo com a ação movida pelo MPF, Guido Mantega usou seu cargo como ministro da Fazenda para coibir o então presidente do BNDES a aprovar o encaminhamento de recursos para o Grupo JBS sem as devidas análises e com valores inflados, em troca de propina.
A investigação teve início depois que o empresário Joesley Batista fez uma delação premiada e entregou todo o esquema criminoso envolvendo o banco estatal. Os acusados foram denunciados por corrupção, formação de quadrilha, prevaricação financeira, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.
Além dos dois ex-presidentes do BNDES, o filho de Guido Mantega também está entre os acusados. Já que o MPF diz que uma das empresas de Leonardo Mantega fazia parte o esquena e escondia o recebimento de propina pagas durante o esquema.
Juiz absolve por falta de provas
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No julgamento de primeira instância, o juiz responsável pelo caso resolveu absolver todos os acusados envolvidos na ação de corrupção no BNDES. No texto da sua decisão ele afirma que o Ministério Público não foi capaz de apresentar nenhuma prova para comprovar os fatos.
O MPF ainda pode entrar com um recurso contra a decisão do magistrado, entretanto, não há informações se isso será feito.
Imagem: Photocarioca / Shutterstock
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