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Bolsonaristas estão revoltados com novo cashback de impostos; veja o porquê

Trecho da PEC aprovada na Câmara não agradou apoiadores de Jair Bolsonaro; relator estuda retirar o parágrafo em questão. Saiba mais.

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
Reforma Tributária

Os bolsonaristas não ficaram nada satisfeitos com um trecho do texto do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) na Reforma Tributária. Se trata do “cashback de impostos”, onde pessoas com baixa renda receberão de volta parte do valor pago em tributos.

Na versão final, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) abrange também questões de raça e gênero. Assim, alguns grupos, como mulheres e pessoas negras e LGBTQIA+, seriam priorizados na hora de receber essa quantia, o que não agradou os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Direita insatisfeita

Políticos de direita e membros da bancada evangélica foram os mais críticos ao parágrafo 5 do artigo 56, que expressaram sua indignação diretamente ao relator da PEC. Um dos principais bolsonaristas, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), publicou um vídeo em suas redes sociais após a aprovação da Reforma pela Câmara, na noite da última quinta-feira (6).

Ele afirmou que a esquerda colocou o termo “gênero” no texto, que quem votou a favor são pessoas que têm como intenção taxar os ricos e os empreendedores e que a medida destruirá a economia do Brasil. Segundo a proposta, a isenção de impostos, como o CBS e o IBS, “terá como objetivo diminuir as desigualdades de renda, gênero ou raça”.

Relator pode excluir trecho

Após a pressão do grupo, Aguinaldo estuda excluir o trecho da proposta. O deputado Sóstenes Cavalcante (PP-PB) inclusive, já confirmou que o parágrafo foi retirado pelo relator. A sugestão da inclusão foi da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que também propôs a redução de impostos na compra de itens de higiene menstrual.

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Todos os parlamentares terão até 24 horas para analisar as 142 páginas da PEC. Como protesto, integrantes do PL, como Nikolas Ferreira, afirmaram que não irão ler, já que são “pautas da esquerda”. A PEC será enviada ao Senado Federal, que deve realizar a votação apenas no segundo semestre, ao fim do recesso parlamentar.

Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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