O ex-presidente Jair Bolsonaro terá que pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil à categoria dos jornalistas. A decisão foi dada na quinta-feira (25), em segunda instância, pela 4ª Câmara de Direito Privada. O ex-chefe do Estado brasileiro não pode mais recorrer.
Bolsonaro é condenado a pagar R$ 50 mil de indenização; saiba quem vai receber
Inicialmente, Bolsonaro teria que pagar a indenização no valor de R$ 100 mil, mas houve redução. Veja mais!
A princípio, a multa prevista era de R$ 100 mil, mas foi reduzida. Apesar da indenização ser para a categoria dos profissionais do jornalismo, o valor deve ser revertido para o Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos, conforme indicado pelo Ministério Público.
Ação contra Bolsonaro foi aberta em abril de 2021
Em ação aberta em abril de 2021, o Sindicato de Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) citou os ataques proferidos por Bolsonaro. Usado como base no pedido, o levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostrou que, em 2020, foram 175 episódios contra a imprensa.
Na justificativa dada pela SJSP, a conduta desencadeou “uma série de ataques a profissionais de imprensa por parte de seus apoiadores em todo o país”. Além disso, o sindicato apontou que as agressões atingiam “toda a sociedade e a própria democracia”.
Ademais, na decisão da primeira instância, constam frases proferidas pelo então presidente durante o mandato. Entre elas está uma fala sobre a cobertura da mídia no caso da compra de latas de leite condensado, na qual Bolsonaro disse que serviriam para “enfiar no rabo de vocês aí”.
Ataques à imprensa
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+311 mil seguidores
De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entre 1° de janeiro de 2021 e 5 de maio de 2022, Bolsonaro e seus filhos fizeram 801 ataques à imprensa pelo Twitter. A quantidade representa ao menos um episódio por dia.
Ainda, segundo relatório da Fenaj sobre a violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil em 2022, o então presidente da República foi o responsável por 104 casos de ataques à categoria. Em outras 80 situações, os autores foram manifestantes bolsonaristas.
Imagem: ettore chiereguini / shutterstock.com
