A defesa do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), convocou na noite da última segunda-feira (15), uma coletiva para esclarecer sobre as acusações relacionadas às mensagens existentes no celular do tenente Coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do capitão reformado.
No aparelho do celular, as autoridades encontraram mensagens que Cid teria trocado com duas ex-assessoras de Michelle Bolsonaro (PL). Na oportunidade, o ajudante do ex-presidente determinava a utilização de dinheiro vivo nos gastos da família do político.
Neste cenário, a defesa do capitão reformado, comunicou que ele disse que o “dinheiro vivo era usado para pagar serviços pequenos”. Em meio às novas acusações, Jair Bolsonaro deve depor nesta terça-feira (16), à Polícia Federal sobre as acusações de fraude em seu cartão de vacina.
Novas acusações a Jair Bolsonaro
Em suma, Fabio Wajngarten, advogado de Bolsonaro e ex-secretário da Comunicação Social, alegou que o dinheiro vivo foi utilizado para gastos menores, como, por exemplo:
- Padaria;
- Manicure;
- Cabeleireiro.
Ou seja, consumos relacionados à manutenção da família. Ademais, Wajngarten fez questão de reforçar que o dinheiro saiu da conta pessoal da família, isto é, o cartão corporativo da presidência não foi utilizado para tais questões.
Além disso, o advogado também informou que a utilização de dinheiro vivo era para manter a segurança da família de Bolsonaro. Ainda na coletiva, a defesa do capitão reformado, admitiu que o ex-presidente enviou R$600 mil para uma conta no exterior, em dezembro de 2022, período que deixou o Brasil.
Contudo, tal ação foi em decorrência do medo que Bolsonaro tinha em relação aos rumos econômicos do Brasil, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o político que venceu o militar nas urnas eletrônicas nas eleições do ano passado.
Receio com Mauro Cid
Conforme noticiado, a defesa do ex-presidente, teme que Mauro Cid possa realizar declarações contra Jair Bolsonaro. Inclusive, nas últimas semanas, a família do tenente Coronel contratou um advogado especialista em delação premiada.
Portanto, tal movimento indica que é real o descontentamento da família de Cid com a situação. Internamente, familiares de Cid comentam que Bolsonaro abandonou o tenente Coronel em meio às investigações.
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