O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a escolha do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para chefiar a Secretaria-Geral da Presidência da República, um dos cargos mais estratégicos do Palácio do Planalto. A nomeação será publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (22).
Lula anuncia Boulos no comando da Secretaria-Geral da Presidência
O presidente Lula nomeará o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Entenda!
A mudança marca um novo momento de aproximação entre o governo petista e os movimentos sociais, além de reforçar o diálogo entre o Executivo e setores da esquerda ligados ao PSOL e a pautas populares.
Reunião selou o acordo político

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A decisão foi consolidada durante uma reunião no Palácio do Planalto, com a presença de Lula, Boulos, Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT e secretária de Relações Institucionais, Rui Costa, ministro da Casa Civil, e Sidônio Palmeira, secretário de Comunicação Social.
Segundo interlocutores do governo, o encontro serviu para definir os detalhes da transição e as atribuições de Boulos na nova função. O parlamentar substituirá Márcio Macêdo, que ocupava o cargo desde o início do governo, em 2023.
Boulos deve reforçar articulação com movimentos sociais
A nomeação de Guilherme Boulos é vista internamente como uma estratégia de fortalecimento do diálogo com movimentos sociais, centrais sindicais e organizações populares que historicamente apoiaram o governo Lula, mas que cobravam maior presença e influência no Palácio do Planalto.
Boulos, que se notabilizou como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), tem um histórico de atuação voltada à defesa da moradia e dos direitos sociais. Sua presença na Esplanada dos Ministérios é interpretada como um gesto político de Lula para manter coeso o campo progressista, em um momento de disputas internas e reacomodações políticas para 2026.
Um perfil político combativo
O novo ministro é reconhecido por sua postura combativa, discurso articulado e forte presença nas redes sociais. Deputado federal por São Paulo desde 2023, Boulos foi o segundo candidato mais votado do país naquele pleito, consolidando-se como uma das principais lideranças da nova geração da esquerda brasileira.
No Congresso, tem atuado em pautas relacionadas à moradia popular, reforma urbana, combate à desigualdade e defesa da democracia. Sua ascensão à Secretaria-Geral deve dar novo fôlego ao governo em temas ligados à participação social e políticas de base.
O papel da Secretaria-Geral da Presidência
A Secretaria-Geral da Presidência da República é um dos órgãos mais próximos do presidente e tem como principais funções a coordenação de políticas de diálogo com a sociedade civil, acompanhamento de programas estratégicos e assessoramento direto ao chefe do Executivo.
Entre suas atribuições estão também a organização das agendas presidenciais, a supervisão de conselhos e comitês interministeriais, além de coordenar as ações de transparência e controle social do governo.
Desafios no novo cargo
Com a nomeação, Guilherme Boulos enfrentará desafios importantes. O primeiro deles será reconstruir pontes com movimentos que se sentem distantes do governo, especialmente após críticas à condução de pautas sociais e ambientais.
Além disso, deverá atuar como um interlocutor direto entre o Planalto e o Congresso Nacional, uma função que exige equilíbrio político e habilidade de negociação, especialmente em um cenário de fragmentação partidária e forte polarização.
Márcio Macêdo deve disputar eleição em 2026
O atual ministro Márcio Macêdo, que deixará o cargo para dar lugar a Boulos, é um dos nomes cotados para disputar uma vaga de deputado federal por Sergipe nas eleições de 2026.
Macêdo, ex-deputado e um dos fundadores do PT em Sergipe, foi peça fundamental na organização política da campanha de Lula em 2022 e manteve forte influência na articulação interna do partido. Sua saída é parte de uma movimentação mais ampla que deve atingir outros ministérios nos próximos meses, à medida que integrantes do governo se preparam para a descompatibilização eleitoral.
Articulação para 2026 e fortalecimento da base
A chegada de Boulos ao governo também é interpretada como um passo estratégico de Lula para ampliar a base de apoio à esquerda em meio às movimentações políticas que antecedem as eleições de 2026.
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O deputado do PSOL é cotado como um dos principais nomes do campo progressista para disputar a Prefeitura de São Paulo ou uma vaga majoritária no futuro. Com sua entrada no governo, a tendência é de fortalecimento da aliança PT-PSOL, que já se mostrou sólida nas últimas eleições municipais.
Reações políticas à nomeação

A decisão de Lula foi recebida com entusiasmo entre aliados e militantes do PSOL, que veem na nomeação de Boulos um reconhecimento de sua trajetória e uma oportunidade de dar mais protagonismo a bandeiras históricas da esquerda.
Já entre opositores, a indicação gerou críticas. Parlamentares da direita e da extrema direita afirmaram que a escolha de Boulos representa uma “radicalização ideológica” do governo, embora integrantes do PT defendam que se trata de uma decisão pragmática e de recomposição política.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Quando Guilherme Boulos será nomeado oficialmente?
A nomeação será publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (22).
2. Quem ocupava a Secretaria-Geral da Presidência antes de Boulos?
O cargo era ocupado por Márcio Macêdo, que deve deixar o governo para disputar as eleições de 2026.
3. Qual será o papel de Boulos na nova função?
Ele será responsável por articular o diálogo entre o governo e a sociedade civil, além de coordenar políticas estratégicas e acompanhar programas presidenciais.
4. Por que Lula escolheu Guilherme Boulos?
A escolha reflete a intenção do presidente de fortalecer os laços com os movimentos sociais e ampliar a representatividade da esquerda dentro do governo.
Considerações finais
A entrada de Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência representa mais do que uma simples troca ministerial. É um movimento político calculado, que busca unir forças progressistas, revitalizar o diálogo social e preparar o terreno para os próximos desafios eleitorais do governo Lula.
