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Bradesco é favorito para o 2T26, enquanto Santander pode ter resultado mais fraco

Veja as projeções para Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil no 2º trimestre de 2026 e entenda quem pode surpreender o mercado.

Bruna MachadoPor Bruna Machado8 min de leitura
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A temporada de balanços dos grandes bancos brasileiros começou a mobilizar investidores e analistas. Entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto, Santander Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil divulgarão seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, trazendo um panorama importante sobre crédito, inadimplência, rentabilidade e perspectivas para o restante do ano.

Mais do que números, esses balanços ajudam a medir a saúde do sistema financeiro brasileiro e servem como termômetro da economia. Bancos costumam sentir rapidamente os efeitos de juros elevados, crescimento econômico mais lento e mudanças no comportamento dos consumidores e das empresas.

As projeções das principais instituições financeiras mostram que o cenário deste trimestre deve ser bastante diferente entre os quatro gigantes do setor. Enquanto alguns bancos devem apresentar crescimento consistente, outros ainda enfrentam desafios relacionados ao crédito e ao aumento das provisões para perdas.

A seguir, entenda quais são as expectativas do mercado e por que esses resultados são tão importantes.

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Bradesco
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A agenda de divulgação dos balanços começa no fim de julho e segue até meados de agosto.

Confira o calendário previsto:

  • Santander Brasil: 29 de julho de 2026;
  • Itaú Unibanco: 4 de agosto de 2026;
  • Bradesco: 5 de agosto de 2026;
  • Banco do Brasil: 12 de agosto de 2026.

Após a divulgação, investidores acompanham também as apresentações da administração e as teleconferências com analistas, nas quais os executivos comentam perspectivas para os próximos meses.

Por que os resultados dos bancos são tão acompanhados?

Os grandes bancos estão entre as empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.

Por isso, seus balanços influenciam diretamente:

  • o desempenho do Ibovespa;
  • fundos de investimento;
  • ETFs;
  • carteiras de dividendos;
  • percepção sobre a economia brasileira.

Além disso, indicadores como inadimplência, concessão de crédito e lucro costumam antecipar tendências econômicas que podem afetar consumidores e empresas.

O Bradesco aparece como o principal destaque positivo

Entre todas as instituições analisadas pelas principais casas de investimentos, o Bradesco é apontado como o banco que pode apresentar a maior evolução operacional neste trimestre.

A expectativa é de continuidade da recuperação iniciada nos últimos resultados, especialmente após uma fase mais difícil enfrentada entre 2022 e 2024.

Crescimento do lucro

As projeções indicam lucro líquido próximo de R$ 7 bilhões no segundo trimestre.

Esse desempenho seria impulsionado principalmente por:

  • expansão da carteira de crédito;
  • melhora da margem financeira;
  • estabilidade da inadimplência;
  • crescimento da operação de seguros.

Outro ponto observado pelos analistas é que o banco conseguiu melhorar gradualmente sua eficiência operacional sem aumentar significativamente o risco da carteira.

Recuperação ainda exige cautela

Apesar do cenário mais positivo, especialistas lembram que ainda existem desafios.

Entre eles estão:

  • crescimento econômico moderado;
  • competição intensa no crédito;
  • necessidade de manter o controle da inadimplência.

Mesmo assim, diversas casas de análise consideram que o Bradesco reúne atualmente uma das melhores combinações entre crescimento e potencial de valorização entre os grandes bancos tradicionais.

Itaú continua sendo referência em rentabilidade

Se o Bradesco aparece como a principal recuperação, o Itaú segue sendo considerado o banco mais consistente do setor.

A instituição continua liderando diversos indicadores de eficiência e rentabilidade.

O maior retorno sobre patrimônio

Um dos indicadores mais observados pelos investidores é o ROE (Return on Equity), ou retorno sobre patrimônio.

Em termos simples, ele mostra quanto lucro o banco consegue gerar utilizando o dinheiro investido pelos acionistas.

Quanto maior esse percentual, mais eficiente tende a ser a instituição.

As projeções apontam um ROE acima de 24%, mantendo o Itaú na liderança entre os grandes bancos brasileiros.

Lucro segue em trajetória positiva

As estimativas apontam lucro líquido próximo de R$ 12,4 bilhões no trimestre.

O crescimento deve continuar sendo sustentado por:

  • expansão da carteira de crédito;
  • controle das despesas;
  • inadimplência sob controle;
  • boa geração de receitas financeiras.

Mesmo com uma desaceleração natural após vários trimestres de forte crescimento, o Itaú continua sendo visto como a referência de qualidade operacional no setor bancário brasileiro.

Santander deve enfrentar um trimestre mais desafiador

As expectativas para o Santander Brasil são mais cautelosas.

Analistas acreditam que a instituição deverá apresentar um dos resultados mais pressionados entre os bancos privados.

Lucro pode recuar

As estimativas variam entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,6 bilhões de lucro líquido.

Entre os fatores que pesam sobre o resultado estão:

  • aumento das provisões para perdas;
  • crescimento mais modesto da margem financeira;
  • desempenho mais fraco da carteira de grandes empresas;
  • impacto das novas regras contábeis relacionadas ao reconhecimento de perdas.

O que são provisões?

Sempre existe o risco de alguns clientes deixarem de pagar empréstimos.

Para se preparar para essas perdas futuras, os bancos reservam parte do lucro em uma conta chamada provisão.

Quanto maior a expectativa de inadimplência, maiores tendem a ser essas provisões, reduzindo o lucro do período.

Banco do Brasil continua enfrentando desafios

Entre os quatro grandes bancos, o Banco do Brasil é apontado pelas principais instituições financeiras como aquele que deve apresentar o resultado mais pressionado.

O principal motivo está relacionado ao crédito rural.

Agronegócio influencia os números

O Banco do Brasil possui uma das maiores carteiras de financiamento ao agronegócio do país.

Embora esse segmento seja estratégico para a economia brasileira, ele também sofreu aumento dos riscos em algumas regiões, influenciado por fatores como:

  • oscilações climáticas;
  • preços internacionais das commodities;
  • custos de produção elevados;
  • maior atraso em alguns financiamentos.

Como consequência, o banco precisou elevar suas provisões para perdas.

Lucro deve cair

As projeções apontam lucro líquido próximo de R$ 2,9 bilhões.

Também é esperado um retorno sobre patrimônio significativamente inferior ao dos bancos privados, refletindo um ambiente mais desafiador para a instituição.

O que explica essas diferenças entre os bancos?

Embora todos atuem no mesmo setor, cada banco possui estratégias diferentes.

Algumas instituições concentram suas operações em pessoas físicas.

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Outras têm maior presença no crédito imobiliário, consignado, financiamento de veículos ou agronegócio.

Essas diferenças fazem com que cada banco seja afetado de maneira distinta pelas condições econômicas.

Entre os fatores mais relevantes neste trimestre estão:

  • comportamento da taxa de juros;
  • crescimento da economia;
  • nível de inadimplência;
  • demanda por crédito;
  • desempenho do mercado financeiro;
  • custos operacionais.

O que os investidores devem observar nos balanços?

O lucro líquido costuma chamar mais atenção, mas ele não é o único indicador importante.

Especialistas recomendam acompanhar também:

  • evolução da carteira de crédito;
  • índice de inadimplência;
  • volume de provisões;
  • margem financeira;
  • receitas com tarifas;
  • eficiência operacional;
  • retorno sobre patrimônio (ROE);
  • perspectivas apresentadas pela administração.

Esses indicadores ajudam a entender se o desempenho do trimestre representa uma tendência sustentável ou apenas um resultado pontual.

Os resultados podem impactar as ações?

Sim.

Sempre que um banco divulga números muito acima ou abaixo das expectativas, suas ações costumam reagir rapidamente na Bolsa.

Além dos resultados financeiros, o mercado também avalia:

  • projeções para os próximos trimestres;
  • comentários da diretoria;
  • revisão de metas;
  • expectativas para o crédito e inadimplência.

Por isso, muitas vezes a reação das ações depende menos do lucro divulgado e mais das perspectivas apresentadas para o restante do ano.

O que esperar para o setor bancário em 2026?

O consenso entre analistas é que o sistema financeiro brasileiro continua sólido, mas enfrenta um ambiente mais seletivo.

O ciclo de crédito segue exigindo maior cautela, especialmente em segmentos considerados mais sensíveis ao aumento da inadimplência.

Ao mesmo tempo, bancos com maior eficiência operacional, boa gestão de riscos e diversificação das receitas tendem a continuar apresentando resultados superiores.

Nesse contexto, Itaú e Bradesco chegam à temporada de balanços com perspectivas mais favoráveis, enquanto Santander e Banco do Brasil ainda enfrentam desafios relacionados principalmente à qualidade da carteira de crédito e ao aumento das provisões.

Conclusão

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 promete trazer um retrato importante da saúde do setor bancário brasileiro. As projeções indicam que o Itaú deve manter sua liderança em rentabilidade, enquanto o Bradesco pode consolidar sua recuperação operacional. Em contrapartida, Santander e Banco do Brasil devem apresentar resultados mais pressionados, refletindo desafios ligados ao crédito e à inadimplência.

Para investidores, acompanhar esses balanços vai além de observar o lucro. Indicadores como qualidade dos ativos, provisões, crescimento da carteira de crédito e perspectivas para os próximos meses ajudam a entender quais bancos estão mais preparados para enfrentar um cenário econômico ainda desafiador.

Perguntas frequentes

banco bradesco
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Quando os bancos divulgam os resultados do 2º trimestre de 2026?

O Santander divulga em 29 de julho, o Itaú em 4 de agosto, o Bradesco em 5 de agosto e o Banco do Brasil em 12 de agosto.

Qual banco deve apresentar o melhor resultado?

As projeções apontam o Itaú como líder em rentabilidade e o Bradesco como o banco com maior evolução operacional no trimestre.

Por que o Banco do Brasil enfrenta mais pressão?

Principalmente pelo aumento das provisões relacionadas ao crédito rural e pela maior preocupação com a qualidade da carteira de empréstimos.

O que é ROE?

ROE é o retorno sobre patrimônio. O indicador mostra quanto lucro o banco consegue gerar utilizando os recursos dos acionistas.

Os resultados podem mexer com a Bolsa?

Sim. Resultados acima ou abaixo das expectativas costumam provocar oscilações nas ações dos bancos e podem influenciar o desempenho do Ibovespa.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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