O Bradesco divulgou nesta semana seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2025, com resultados que demonstram crescimento consistente e sólido. O banco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 6,1 bilhões, número que representa um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período de 2024, e de 3,5% sobre o primeiro trimestre deste ano.
Bradesco anuncia lucro líquido de R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre
Bradesco lucra R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre, com alta de 28,6% em um ano e destaque para receita com serviços.
O presidente da instituição, Marcelo Noronha, celebrou o desempenho e destacou que este foi o sexto trimestre consecutivo de melhora nos resultados. Segundo ele, “é fundamental que a instituição seja consistente para caminhar com segurança”.
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Rentabilidade e patrimônio

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) também evoluiu positivamente, alcançando 14,6%, um crescimento de 3,2 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do ano anterior e de 0,2 pontos em comparação com o primeiro trimestre deste ano.
Crédito e receitas
A carteira de crédito ampliada chegou a R$ 1,018 trilhão, um crescimento de 11,7% em um ano e 1,3% na comparação trimestral. A margem financeira bruta somou R$ 18 bilhões, com alta de 15,8% anual e 4,7% trimestral. Já a margem financeira líquida atingiu R$ 9,9 bilhões, com crescimento de 19,4% em um ano e 3,2% na comparação com o trimestre anterior.
A receita total do banco foi de R$ 34 bilhões, um avanço de 15,1% na comparação anual e de 5,2% frente ao primeiro trimestre. Segundo o próprio Bradesco, “o desempenho das receitas será a principal razão para o aumento da nossa rentabilidade em 2025”.
Destaques em serviços
As receitas com prestação de serviços atingiram R$ 10,3 bilhões, uma alta de 10,6% sobre o ano anterior e de 5,5% frente ao primeiro trimestre. O crescimento foi puxado, principalmente, pelo desempenho nos segmentos de:
- Cartões: aumento de 20%, somando R$ 4,46 bilhões em receitas e movimentando R$ 91 bilhões no trimestre.
- Consórcios: crescimento de 21%.
- Subscrição e assessoria financeira: o Bradesco BBI arrecadou R$ 635 milhões, 34% a mais que no mesmo período de 2024, com 108 operações e mais de R$ 190 bilhões em transações.
Mesmo com esses avanços, as receitas com contas correntes caíram 2,6% em relação ao segundo trimestre do ano anterior, totalizando R$ 1,6 bilhão. A base de clientes se manteve estável, com 38,1 milhões de correntistas.
Inadimplência segue sob controle
A inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável no trimestre, fechando em 4,1%, o mesmo índice do primeiro trimestre de 2025, e abaixo dos 4,3% registrados no segundo trimestre de 2024.
Entre os segmentos:
- Pessoa física: inadimplência em 5,1%, mesmo nível do trimestre anterior.
- Grandes empresas: subiu ligeiramente para 0,4%, contra 0,2% no ano passado e 0,3% no primeiro trimestre deste ano.
Segundo o banco, “nossa inadimplência acima de 90 dias apresenta estabilidade no trimestre em praticamente todos os segmentos”.
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Perspectiva econômica e cautela

Marcelo Noronha também comentou sobre o cenário macroeconômico, destacando que “a economia começou a desacelerar de forma mais evidente no segundo trimestre e esperamos que desacelere mais daqui para frente”.
Ele afirmou que a estratégia do banco é manter a cautela e qualidade nas novas operações de crédito, sem deixar de buscar boas oportunidades.
Transformação digital e metas
O executivo afirmou que o plano de transformação digital do banco está sendo implementado com ritmo acelerado e que a qualidade dos ativos permanece como cláusula pétrea.
“Ainda estamos longe de onde queremos chegar. Nosso plano, divulgado há um ano e meio, visa aumentar nossa competitividade tanto no curto quanto no longo prazo”, afirmou Noronha.
Ele também ressaltou os investimentos em tecnologia, requalificação profissional (reskilling) e mudanças estruturais para dar mais autonomia e agilidade à gestão. “Estamos jogando as sementes dessa transformação”, disse.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo via UOL
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